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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Rendas & Croissants - Setúbal

A Century 21 Portugal, em parceria com a Out of the Box e a Fundbox – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário - promovem dia 27 de Novembro, na Casa da Baía, na Avenida Luísa Todi, nº 468, em Setúbal, às 9:00H, um encontro sobre a Nova Lei de Arrendamento Urbano. O evento, que conta com a participação da Presidente da Câmara de Setúbal, Drª Maria das Dores Meira, visa esclarecer os profissionais do sector imobiliário sobre os contornos do novo regime legal, as alterações agora introduzidas na legislação e as potencialidades que esta nova lei do arrendamento apresenta na área do investimento imobiliário.
O evento contará com a seguinte agenda:

9:00H - Recepção e serviço de pequeno-almoço
9:30H – Abertura da Sessão: Dra. Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara de Setúbal
9:45H – O Mercado de Arrendamento, o papel do Mediador Imobiliário: Ricardo Sousa, Century 21 Portugal
10:05H – A nova Lei do Arrendamento: Dr. Francisco Silva Carvalho, Sócio PSTM
10:30H - Apresentação Out of the Box – Gonçalo Nascimento Rodrigues
11:00H - Espaço para debate

As inscrições deverão ser efectuadas através do e-mail cfernandes@century21.pt. Não faltem!

terça-feira, 16 de março de 2010

Imobiliário em Lisboa não é carne nem é peixe

No passado dia 04 de Março, estive na Culturgest no lançamento do livro promovido pela Urban Land Institute (ULI) e pela Pricewaterhouse (PWC), intitulado Emerging Trends in Real Estate.

Este trabalho resulta de um conjunto de inquéritos e entrevistas realizados junto de players europeus, no sentido de aferir do seu sentimento relativamente a algumas questões relacionadas com o mercado imobiliário na Europa.

Confesso que da apresentação das principais conclusões do estudo, pouco há a realçar. À parte da apresentação de Aniceto Viegas da Bouygues, que nos tranquilizou quanto ao facto de Madrid e Paris estarem bem piores que nós (!), do painel de debate, moderado por António Perez Metelo e constituído por outras altas individualidades do nosso mercado imobiliário, ressalta uma evidência: o mercado imobiliário em Lisboa “não é carne, nem é peixe”! Porquê?

Perante a evidência que Lisboa fica sempre a meio da tabela no que respeita a perspectivas de investimento e desenvolvimento imobiliário, António Perez Metello referindo que «não sou deste mercado e portanto percebo pouco de imobiliário» pergunta ao painel o porquê de Lisboa estar ali no meio, parada, sensaborona e sem mexer muito face ao ano transacto?

Resposta? É mesmo assim! Rui Alpalhão, Presidente da Comissão Executiva da FundBox e membro do painel, referia que quando os mercados europeus subiram desenfreadamente, nós por cá continuamos calmos e estáveis, tendo acontecido o mesmo nos últimos 3 anos com as quedas que todos conhecemos. «São poucos os que entram mas também são poucos os que saem. Quem investe cá, já não quer (ou não consegue) sair porque somos poucos. E se mais negócios houvesse, julgo que não teríamos pessoas suficientes para os trabalhar, o que seria uma maçada.». Gargalhada geral, como já é apanágio nas declarações sempre certas e bem-humoradas de Rui Alpalhão. Mais coisa, menos coisa, foi isto que saiu!

Devo dizer-vos que concordo em absoluto! Se gostaria que fosse diferente? Se gostaria que Lisboa e Portugal fossem um mercado mais líquido, com uma estrutura fiscal mais leve, menos burocrático, que facilitasse a entrada do investimento estrangeiro? Claro que sim, mas não seria a mesma coisa…

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Entrevista com Miguel Queiróz



Miguel Queiróz é Administrador da FundBox, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, e é responsável pela área de Consultoria. Tivemos uma breve conversa com ele, que agora publicamos na íntegra.







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Gonçalo Nascimento Rodrigues (GNR): Fala-nos um pouco deste novo desafio na Fundbox. Que tipo de Consultoria pretendem prestar?
Miguel Queiróz (MQ): Por naturezas, a investidores que precisem de capital, de veículos e/ou de activos, afinal aquilo que os investidores sempre procuram; em termos de estilo, uma consultadoria executada com uma estrutura muito “flat”, como é apanágio da FundBox.


GNR: E a que tipo de clientes? Algum nicho específico ou pretendem apostar no mercado imobiliário em geral?

MQ: Nenhum nicho em particular. Investidores que procurem capital, próprio ou alheio, investidores que procurem investir ou desinvestir, sem esquecer os investidores que necessitam de soluções de estruturação dos seus investimentos, sempre o ponto de partida na FundBox (e da FundBox), e provavelmente a maior diferença (diria mais valia se não fosse modesto) relativamente às consultoras “tradicionais”.


GNR: Quais as principais diferenças que encontras entre a Fundbox e a DTZ?
MQ: Duas grandes: a cor (vermelho vs. Laranja) e a natureza (sociedade gestora vs. Consultora).


GNR: Achas que há espaço no mercado para novas Consultoras? De que tipo?

MQ: Nem por isso. Poderá haver, quando muito, espaço para operações de nicho (geográfico ou de área de negócio) alicerçadas nos profissionais que as gerem.


GNR: Como vês esta integração de serviços de Consultoria numa Sociedade Gestora de Fundos Imobiliários?

MQ: Como natural. Uma sociedade gestora estrutura veículos, selecciona activos e angaria capital para os seus fundos; na sua actividade de consultoria, faz as mesmas operações por conta de veículos geridos pelos clientes.


GNR: Consideras haver ainda boas oportunidades de investimento imobiliário em Portugal? Em que sectores?
MQ: Sim. Na regeneração urbana, área em que há muito para fazer; na gestão de carteiras imobiliárias de instituições sem vocação nem estrutura para o fazer capazmente (por exemplo empresas públicas, administração pública, nomeadamente ministérios, algumas instituições sem fins lucrativos); e no imobiliário turístico.


GNR: O que falta ao nosso mercado para ser mais atractivo ao investimento internacional?

MQ: Essencialmente dimensão; logo a seguir, a terrível burocracia nacional.


GNR: Olhando agora um pouco para a conjuntura actual, como encaras os dados macroeconómicos mais recentes, que aparentemente apontam para alguma recuperação?

MQ: Com prudência, mas a palavra-chave nas recuperações é “confiança”: se os consumidores – e os investidores, embora estes sejam mais difíceis de convencer - confiarem que a recuperação está no horizonte, ela está-lo-á; se não …


GNR: E o mercado imobiliário português? Achas que a sua recuperação está também dependente da conjuntura internacional ou existirão factores internos que possam impedir essa mesma recuperação?

MQ: Da conjuntura internacional, está certamente dependente, por força da importância dos investidores internacionais no nosso pequeno mercado. Os factores internos – transparência, tanta quanto possível, e informalidade, tão pouca quanto possível - são importantes na medida em que têm de dar confiança aos investidores internacionais quando estes voltarem a olhar para o mercado nacional.

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Miguel Queiróz é, actualmente, Administrador da FundBox e responsável pela área de Consultoria.

Foi Director-Geral da DTZ entre 2001 e Abril de 2009, altura em que a empresa internacional de Consultoria Imobiliária tomou a decisão de encerrar a sua actividade em Portugal.

É licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, e tem um MBA pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa.