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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

E se os imóveis falassem consigo?

Nesta nova era da IoT ou da Internet das Coisas, começam a aparecer soluções muito interessantes e que permitem que as pessoas interajam com as coisas ou vice-versa.

É todo um novo mundo que vem preencher de uma forma completamente disruptiva o papel estático da velhinha internet ou o papel semi-dinâmico da chamada internet 2.0.

Imagine que vai visitar um “andar modelo” ou outro imóvel qualquer e que ao entrar no edifício o seu telemóvel dá um pequeno estremecimento e em seguida depois dos cumprimentos e enquadramento habitual e necessário, começa a descrever numa linguagem falada de forma muito fluente as qualidades e características do mesmo. À medida que vai avançando pelo imóvel ele continua a dar-lhe indicações bastante precisas, com descrições detalhadas sobre o sítio onde está, quais as qualidades daquela magnífica cozinha, os electrodomésticos que tem, aquelas madeiras fabulosas com que foi feito o chão da sala e continua a narrativa assim que passa de divisão em divisão. Mas afinal não era aquela a casa dos seus sonhos e ali mesmo o telemóvel lhe dá orientações por voz onde se encontra o próximo imóvel e uma vez fora daquele prédio lhe explica como chegar ao próximo, onde ali repete toda aquela bela narrativa mas adaptada ao novo contexto.

O seu telemóvel também o pode alertar quando vai na rua numa qualquer zona de Lisboa, sabendo que procura uma casa com determinadas características que ali existe um imóvel para venda, desenvolvendo todo o processo que o conduzirá a mais uma visita.

Este cenário é hoje uma realidade. A partir de um outro desafio foi desenvolvida em Portugal uma tecnologia única no mundo que pode por exemplo criar esta dinâmica neste domínio, mas que está a ser aplicada em diversos contextos.

É esta a nova realidade e os diversos negócios devem adaptar-se e potenciar-se a partir das novas tecnologias já que elas existem, são acessíveis e de fácil implementação.

Só por curiosidade o projecto que deu origem a esta tecnologia chama-se myEyes, foi patenteado e desenvolvido pela iki.pt com objectivo de inicialmente ajudar pessoas cegas a movimentarem-se em segurança nas ruas de Lisboa evitando obstáculos e perigos diversos.

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Por Filipe Almeida e Silva
Especialista em Gestão Imobiliária
MBA
Doutorando em Ciências da Comunicação

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O mercado imobiliário nos novos formatos digitais


Por Filipe Almeida e Silva
Especialista em Gestão Imobiliária
MBA
Doutorando em Ciências da Comunicação







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Olhando para os diversos sites relacionados com a venda de imóveis, identificamos claramente o mesmo denominador comum: a falta de criatividade e diferenciação. As empresas que actuam na área imobiliária estão pouco atentas ao facto de as pessoas usarem a internet como sistema de apoio à tomada de decisão. Se noutros tempos a compra de um imóvel era um processo de escolha simples, quase intuitiva e muito ligada à convicção que se estava perante a “casa perfeita” e que esta era em si um bom negócio, hoje é diferente; em minutos comparam-se casas, zonas, preços por m2, enquanto se vêem pelo ecrã dos computadores as “casas de sonho”.

É aqui que se poderia de facto estar muito melhor e a trabalhar já num patamar muitíssimo superior aproveitando melhor os recursos informáticos e de banda larga que hoje estão disponíveis.