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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Habitação: preços no Porto subirão mais do que em Lisboa

O Barómetro Habitação de Out of the Box aponta para um crescimento dos preços na habitação em Portugal durante o ano de 2019, tendo sido esta a estimativa dos 142 inquiridos. No entanto, existe um maior optimismo para o mercado do Porto, com 63% das respostas a apontarem para uma subida de preços, enquanto que para Lisboa esse valor ficou-se apenas pelos 51%. Tendência idêntica quanto ao número de casas vendidas, com o mercado a estimar maioritariamente uma subida nas vendas no Porto (59%), enquanto que Lisboa fica-se apenas pelos 42%.


Para as restantes zonas de Portugal a tendência é similar com excepção da zona do Algarve onde uma esmagadora maioria de 85,7% das respostas a apontarem para uma manutenção dos preços e 71,4% a acreditarem numa estabilização das vendas.

De referir que os profissionais que trabalham em Lisboa estão algo divididos: o mesmo de número de respostas aponta para uma subida ou manutenção das vendas e inclusive a maioria acredita na manutenção dos preços na habitação. Cautela instalada na capital.

Já para os profissionais que trabalham no Porto, a convicção é que as vendas subam (60% dos inquiridos responderam nesse sentido) e os preços subam ou se mantenham (nenhum inquirido antevê uma quebra nos preços).

Os resultados totais do Barómetro Habitação de Out of the Box estão disponíveis aqui.

Bons negócios (imobiliários)!

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Nota informativaO Barómetro Habitação de Out of the Box contou com a participação de 142 profissionais do sector imobiliário, sendo que 41% dos participantes (a maioria) trabalha na área da mediação imobiliária. 63% do total de inquiridos exerce a sua actividade em Lisboa e uma larga maioria de 72% trabalha no sector há mais de 5 anos.

DisclosureOs resultados do Barómetro Habitação de Out of the Box não constituem nem podem constituir, em caso algum, uma opinião de investimento nem sequer vinculam nem podem em caso algum vincular os autores e participantes do blogue, resumindo-se apenas no conjunto das opiniões demonstradas pelos 142 inquiridos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Habitação: preços vão subir em 2019

Preços na habitação vão subir 5%

Os preços na habitação em Portugal vão subir em 2019. Esta é a principal conclusão do Barómetro Habitação de Out of the Box, lançado no final de 2018, que recolheu a opinião de 142 profissionais do mercado imobiliário nacional.

Quase 70% dos inquiridos acredita numa subida de preços para o ano de 2019, sendo que 16% pensa que os preços se irão manter durante este ano. Apenas uma minoria de 15% dos inquiridos acredita numa queda dos preços, sendo que 10% julga que os preços cairão até 5%.

Mais de 40% dos participantes do Barómetro antecipa uma subida de preços até 5%, sendo que 23% vai um pouco mais além, antevendo um crescimento nos preços da habitação entre 5% e 10%.

Venda de casas também vai aumentar

O número de casas vendidas em Portugal irá igualmente aumentar ao longo de 2019. O mercado espera um novo recorde de casas vendidas já para 2018. No final do 3º trimestre, o mercado tinha transaccionado um total de 132.270 casas, um crescimento homólogo de 18,4%, sendo que se espera que o ano feche com um valor acima das 153.292 casas vendidas em 2017.

Os inquiridos no Barómetro acreditam, então, que em 2019 se baterá um novo recorde no número de casas vendidas, com 42% dos participantes a responderem nesse sentido. De referir, no entanto, que 25% das respostas apontam para uma queda nas vendas, enquanto que 33% pensa que as vendas se manterão idênticas a 2018. Mercado algo dividido mas a apontar para um aumento das vendas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

EUA: Apartamentos mais pequenos e mais caros

É uma tendência clara, não só nos Estados Unidos, como também um pouco por todo o Mundo. As casas são cada vez mais pequenas e mais caras, fazendo com o € /m2 suba mais do que o esperado. Desde 2008, e em concreto, nos Estados Unidos da América, os apartamentos diminuíram em média 5 m2 de tamanho para uma área média 87,4 m2, segundo o site RentCafe em conjunto com a empresa Yardi Matrix.

As unidades mais pequenas - como os T0 e T1 - foram as que reduziram mais em tamanho, enquanto que os T2 aumentaram ligeiramente de área. Ao mesmo tempo, os apartamentos novos viram as suas rendas médias crescer 28% ao longo dos últimos 10 anos, para um valor médio mensal de USD 1.944.


As razões fundamentais para isto ocorrer devem-se fundamentalmente a novos hábitos de vida e ao poder de compra. Na realidade, a geração Millennial prefere arrendar um apartamento bem localizado na cidade, em zonas centrais junto a comércio e diversão, do que propriamente ter uma habitação com mais área. Por outro lado, o preço do imobiliário tem subido mais rapidamente que a remuneração dos cidadãos, fazendo com que o poder de compra no sector da habitação seja mais reduzido.

Bons negócios (imobiliários)!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Habitação: preços sobem 8,5%

O Índice de Preços na Habitação em Portugal subiu 8,5% em termos homólogos durante o 3º trimestre de 2018, voltando assim a atingir o valor mais elevados desde que há registos. A subida do índice foi superior nas habitações existentes, com um crescimento de preços 9,2%, enquanto que as fracções novas viram os preços subir 5,6%. Os preços das casas em Portugal levam assim uma recuperação de 40% desde os mínimos registados em 2013

Fonte: INE

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Residências de Estudantes valorizam no Reino Unido

De acordo com o Student Accommodation Index da consultora CBRE, o sector de Residências de Estudantes no Reino Unido valorizou 12,3% em Setembro, valor anualizado. Os empreendimentos localizados em Londres apresentam uma subida ainda mais acentuada, nos 17,5%.


Os dados produzidos pelo índice mostram que os ganhos de capital no Reino Unido subiram 6,5%, acima dos 4,5% registados em igual período em 2017. Já os ganhos de yield (líquidos) valorizaram 3,4% em 2018. Aliás, os ganhos de renda são positivos em praticamente todas as regiões de Inglaterra com excepção de zonas secundárias onde se registou uma quebra de rendimento de -1,5%.


Em termos de dimensão, as unidades com maior número de camas (acima das 500) apresentam melhor performance que as unidades de média e pequena dimensão, com as primeiras a gerarem ganhos de capital de 7,2% face à média nacional de 6,5%. Já as unidades de média (entre 250 e 500 camas) e de pequena dimensão (até 250 camas) apresentaram ganhos de capital inferior à média (5,8% e 6,2%, respectivamente).

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Residências de Estudantes: taxa de cobertura em Portugal é das menores da Europa

A oferta de Residências de Estudantes em Portugal tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. Na realidade, Portugal vivia num estado de quase letargia no que à oferta dizia respeito, com esta totalmente concentrada nas unidades pertencentes às próprias Universidades (poucas) e numa oferta totalmente desregulada, descaracterizada e desfragmentada.

O aumento do número de alunos deslocados, estrangeiros, com maior poder de compra motivou o crescimento de uma oferta mais dedicada, profissional e assente em serviços e equipamentos condizentes com as motivações da procura.

Mas não é só em Portugal que este mercado das Residências de Estudantes tem vindo a crescer. A população estudantil tem vindo a crescer um pouco por toda a Europa com países como Dinamarca, Alemanha e Áustria a registarem forte aumento do número de estudantes, com uma fatia considerável de estudantes estrangeiros. Neste aspecto, e comparando com outras cidades europeias, Lisboa e Porto têm ainda muito para crescer.

O Reino Unido é o país europeu com maior capacidade de acomodação de estudantes, cobrindo 27% do mercado local. Em oposição, Roma cobre apenas 3% do mercado com apenas 6.500 camas para um universo estudantil de 220.000 alunos. Logo de seguida, aparece a cidade do Porto com uma taxa de cobertura de 3,5%. Florença e Madrid apresentam também taxas de cobertura muito reduzidas:


No caso de Lisboa, a capital Portuguesa apresenta igualmente uma taxa de cobertura do mercado muito reduzida mas como rendas mensais superiores que outras cidades europeias como são o caso de Sevilha, Roma ou mesmo Paris. A necessidade de crescimento da oferta instalada para maior cobertura do mercado é notória e isso poderá fazer com que os preços desçam.

Que serviços são oferecidos?

Uma área de lavandaria é o serviço mais comummente oferecido em Residências de Estudantes mas mesmo assim, cerca de 1/3 da oferta instalada não apresenta sequer esta facilidade aos estudantes. Salas de estudo existem apenas em 40% da oferta, espaço para guarda de bicicletas em 37% e garagem para carros em 35% dos empreendimentos existentes.

Em Espanha é comum existir Residências de Estudantes que prestam um serviço de pensão completa, com as refeições a estarem incluídas no valor da renda. No entanto, a proliferação de app's que potenciam um meal delivery  e uma localização mais central de novos desenvolvimentos, perto de restaurantes e cafés. levará uma nova oferta a "desprezar" um pouco mais o serviço de refeições e a apostar em modelos mais desenvolvidos e adequados às necessidades da procura actual.


Bons negócios (imobiliários)!

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Espanha: preços continuam a subir, vendas tendem a estabilizar

O número de casas vendidas em Espanha subiu 12,5% em termos homólogos, comparando os primeiros 9 meses de 2018 com igual período de 2017. Entre Janeiro e Setembro do corrente ano foram vendidas 396.481 casas em Espanha, valor que inclusive está muito próximo do valor recorde registado em 2008 (448.146 casas vendidas) e do número total de vendas durante todo o ano de 2017 (464.223). É assim expectável que o ano de 2018 encerre com um maior número de vendas do que em 2017.


Esta dinâmica de mercado, que tem pressionado os preços em alta, é principalmente devida ao facto dos imóveis residenciais serem vistos como uma fonte alternativa de investimento. Comprar uma casa para arrendar é por muitos visto como um bom refúgio de aplicação de capitais perante mercados financeiros instáveis e incertos.

Em termos homólogos, os preços na habitação em Espanha subiram 6,7%, estando agora 26,5% acima dos mínimos registados. Em Madrid, espera-se que rapidamente os preços atinjam os valores máximos registados em 2007, segundo um relatório da Anticipa Real Estate. Esta empresa estima um crescimento de preços na capital espanhola de 2 dígitos para 2018 e 2019.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Golden Visa pesam menos de 1% no mercado imobiliário

No passado mês de Outubro, o programa "Autorizações de Residência para Actividade de Investimento" completou 6 anos. Para quem, como eu, já por cá andava nessa altura e via o definhar do nosso mercado imobiliário, desde logo se congratulou com uma medida diferente e que, de facto, poderia dinamizar o mercado imobiliário nacional, em concreto no segmento residencial

E de facto assim foi. O conhecido programa "Golden Visa" gerou muito interesse por parte de potenciais investidores não-europeus, como forma de obtenção de um passaporte para o Espaço Schengen. O ticket de entrada não era alto: € 500.000. As condições base, atractivas: deter residência em Portugal por um período de 5 anos, estar no País um mínimo de 7 dias por ano. Apesar de ter sido lançado em 2012, só em 2013 se começou verdadeiramente a sentir a sua importância. 

Desde então, em 6 anos, segundo dados do SEF, foram concedidos 6.687 vistos ao abrigo deste programa, o que representa qualquer coisa como 4.000 milhões de euros em investimento. Deste montante, cerca de € 3,7 mil milhões referem-se a investimento em activos imobiliários, valor que corresponde a 6.320 vistos concedidos. Destes, mais de 90% são concedidos na zona da Grande Lisboa.

Entre o 4º trimestre de 2012 e o 2º trimestre de 2018, de acordo com dados do INE, Portugal registou um total de 658.128 casas vendidas, o que correspondeu a um montante global de 78,1 mil milhões de euros em transacções.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A destruição do direito do imobiliário

Vivemos, actualmente, um verdadeiro estado de sítio no Direito do Imobiliário.

É de tal forma assim, que se vai tornando legítima a interrogação se Direito e Imobiliário são realidades que de facto existam no mesmo plano. O Legislador tem procurado, com particular afinco, assegurar-se que não.

Com efeito, valores, princípios e direitos que tomávamos por adquiridos – no enquadramento sólido de um Estado de Direito – como a propriedade privada, a segurança jurídica, a tutela dos direitos adquiridos, das relações jurídicas celebradas ao abrigo da lei, foram, ao longo dos últimos dois anos (2017 e 2018), abalados por sucessivas leis que puseram em causa, de forma talvez definitiva, a confiança no Estado por parte dos cidadãos nacionais e dos investidores estrangeiros (de quem a nossa economia depende tanto).

Essa traição, pelo Estado, da confiança dos cidadãos da tutela dos seus direitos, acelera o desgaste dos fundamentos em que assenta a nossa sociedade. Desgaste esse já avançado, devido, em grande parte, ao despudor com que governantes procederam, décadas a fio e (até agora) com total impunidade, à gestão da coisa pública com vista ao enriquecimento privado. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Habitação em Espanha: nacionais compram mais do que estrangeiros

A venda de imóveis residenciais em Espanha cresceu 12% no 2º trimestre de 2018, com os compradores espanhóis a aumentarem mais que os estrangeiros. No período referido, foram vendidas 134.196 casas, com 13% das mesmas a serem adquiridas por estrangeiros, um número que se encontra acima dos 7,7% registados em Portugal.

Os investidores britânicos são os que mais investem em Espanha, tendo adquirido 2.590 habitações no 2º trimestre de 2018. Logo atrás, vêm franceses e alemães que conjuntamente compram tanto quanto os ingleses. Os investidores britânicos parecem ter recuperado interesse pelo mercado residencial espanhol depois das quedas verificadas nos anos de 2016 e 2017.


Em termos de variação, foram os investidores oriundos da Irlanda, Polónia e Marrocos que registaram maior crescimento nos investimentos realizados, enquanto que franceses e suíços começam a demonstrar menos interesse pelo mercado residencial do país vizinho.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Estrangeiros compram cada vez mais imóveis

Há cada vez mais estrangeiros a investir em imobiliário em Portugal. Esta é a conclusão dos dados mais recentemente divulgados pelo INE, que mostram que o número de prédios comprados por não-residentes em Portugal tem vindo a aumentar de forma consecutiva desde 2012.

No ano de 2017, os não-residentes foram responsáveis por 7,7% do número de transacções de prédios em Portugal, tendo comprado 17.388 imóveis de um total de 226.617 transaccionados, valor que compara com os 7,3% registados em 2016. Se a análise for feita em valor, conclui-se que o peso das transacções dos não-residentes cresce para 11,5% em 2017. De facto, o preço médio de cada transacção de um não-residente é superior à média nacional (€ 160.407 vs. € 107.381).


Os franceses são aqueles que mais têm investido nos últimos 2 anos, com quase 20% das transacções, ultrapassando chineses e britânicos que tomavam a maior parte das transacções entre 2012 e 2015. Angola não figura sequer no top 5 dos maiores investidores desde 2012, tendo mesmo saído do top 10 nos últimos 2 anos. Por seu turno, os brasileiros têm vindo a ganhar mais importância, sendo já o 3º país que mais investe em imobiliário em Portugal.

Só nos últimos 5 anos, e segundo dados da AECOPS, foram vendidas 70.700 casas a estrangeiros em Portugal, com um investimento a rondar os € 2.800 milhões só em 2017, sendo que 36,3% das transacções registadas foram em imóveis acima dos € 500 mil.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Habitação: preços em Lisboa sobem 23%

Segundo dados publicados pelo INE, os preços medianos na habitação em Lisboa subiram 23% no 2º trimestre de 2018, em termos homólogos. Cada casa custa agora € 2.753 /m2, bem acima dois € 2.231/ m2 que se verificava há um ano atrás.

Campolide e Avenidas Novas foram as freguesias que registaram a maior variação homóloga, de 37%, seguidas de Ajuda (36%), Estrela (34%) e Arroios (32%). Só Marvila registou uma quebra no preço mediano de -7%.

Numa análise em cadeia (do 1º para o 2º trimestre de 2018). Lisboa apresentou uma valorização de 7% com as freguesias de Ajuda, Beato e Estrela a ganharem "momentum" com subidas bem acima da mediana da cidade.

Santo António mantém-se como freguesia mais cara

Santo António ainda se mantém como a freguesia da capital que apresenta o preço mediano mais elevado, com € 4.105 /m2, seguida da Misericórdia (€ 3.894 /m2) e Santa Maria Maior (€ 3.632 /m2).

Freguesias como Estrela, Alvalade, Avenidas Novas, Campo de Ourique e Parque da Nações apresentam todas elas preços medianos acima dos € 3.000 /m2.

Marvila, Santa Clara, Olivais e Beato registam preços abaixo dos € 2.000 /m2 sendo assim as freguesias mais baratas de Lisboa.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Gestão de Condomínio – Profissional ou “caseira” ?

A decisão de escolher a administração para um condomínio residencial “encalha” por vezes na indefinição entre a escolha de uma empresa de gestão de condomínios ou a preferência por uma gestão interna desempenhada pelos proprietários.

Considero que ambas as soluções têm os seus prós e contras dependendo muito do contexto do condomínio nomeadamente em termos de dimensão e caracterização dos proprietários relativamente à sua  disponibilidade e conhecimento. 

Existem em Portugal condomínios bem geridos pelos proprietários, condomínios de alguma dimensão em que duas ou três pessoas com disponibilidade e interessadas se unem para gerir o condomínio fazendo-o com sucesso, e existem também, por contraposição, condomínios que “descambam” com a gestão interna, mesmo em edifícios de pequena dimensão.

Costumo dizer que a experiência me ensinou que há duas situações fáceis de acontecer num condomínio: gastar dinheiro e o condomínio ficar sem dinheiro. Conheci uma situação num prédio de 12 pisos em que a falência do condomínio levou a que fosse interrompido o funcionamento dos dois elevadores durante um longo período com as consequências óbvias para a qualidade de vida dos seus habitantes. Uma das maiores qualidades de uma administração é a capacidade de gastar bem o dinheiro do condomínio, ou seja, manter a qualidade dos espaços comuns com o menor gasto possível. 

Assim, no momento em que os condóminos têm de tomar uma decisão sobre quem gere o condomínio, devem ser analisados os diversos factores que conduzem a uma boa decisão.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Habitação: preços na Zona Euro não param de subir

Os preços na habitação da Zona Euro não param de subir. De acordo com o Eurostat, o preço das casas subiu 4,3% no 2º trimestre de 2018 (em termos homólogos), levando já 15 trimestres consecutivos de subida. Já Portugal registou uma subida de preços de 11,2%, ficando apenas atrás da Eslovénia e Irlanda. Do conjunto de 30 países analisados, apenas Suécia, Noruega e Itália registaram leve quebra nos preços, de -1,7%, -0,5% e -0,2%, respectivamente.


Analisando a evolução dos preços em cadeia, a Zona Euro observou uma subida de 1,4% que é aliás das mais elevadas dos últimos 6 anos. Malta (4,2%), Eslovénia (3,2%) e Roménia e Letónia (ambos com 3,1%) foram os países que registaram maior subida de preços no 2º trimestre de 2018, comparando com o trimestre anterior. Portugal viu o sector residencial valorizar 2,3%.

A República Checa, Hungria e Holanda são os países europeus que registam a melhor sequência de subida de preços, com um total de 18 trimestres consecutivos sempre a valorizar. Aliás, a Hungria acumula já uma valorização de 41,6% ao longo deste período, bem acima dos 25,1% da Holanda, isto apesar de levarem o mesmo período temporal de subida de preços.

Por seu turno, a Suécia, depois de 20 trimestres consecutivos a registar uma subida nos preços de venda de casas, parece estar a perder momentum com uma quebra acumulada nos últimos 3 trimestres de -3%.

Nos últimos 5 anos (do 2º trimestre de 2013 ao 2º trimestre de 2018), Irlanda (+53,6%), Islândia (+46,9%) e Hungria (+45,7%) são os países da Zona Euro que acumulam maior valorização do sector residencial. Portugal é o 6º país com maior subida acumulada em 5 anos (+33,2%) acima de paises com Espanha, Alemanha ou mesmo Holanda.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tendências no mercado da 2ª habitação

A Consultora Savills emitiu recentemente um documento de research muito interessante, apontando para as novas tendência no mercado da 2ª habitação. A principal tendência aponta para uma procura cada vez mais focada na geração de rendimento do que propriamente pelo uso do próprio imóvel. Uma 2ª habitação passou a ser claramente um produto de investimento em vez de ser - como sempre tem sido - um activo de uso próprio.

Do inquérito realizado pela consultora resultou que mais de 30% dos inquiridos referiu que a compra de uma 2ª habitação lhes servirá apenas para investimento (obtenção de retorno por via do arrendamento turístico), enquanto que mais de 40% pondera usar o imóvel mas também pretende colocá-lo em arrendamento. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Julho

Em Julho, todos os olhos estavam mais uma vez voltados para o sector dos NPLs com Sabadell e o Banco Santander nas manchetes. Além disso, houve negócios em grande quantidade nos sectores de escritórios, retalho e hotelaria antes das férias de verão.

Após a venda de uma carteira de NPLs de 900 milhões de euros ao fundo norueguês Axactor no mês passado, Sabadell continuou com a limpeza do seu balanço, atribuindo € 9,1 milhões em activos tóxicos à Cerberus (Projetos Challenger e Coliseu) e € 2,5 mil milhões em empréstimos imobiliários para Deutsche Bank (Projecto Makalu). Sabadell e Cerberus concordaram em seguir os passos do Santander, BBVA e CaixaBank, criando uma joint venture em que o fundo deterá uma participação majoritária (neste caso, 80%) e o banco manterá uma participação minoritária (20%). Sabadell informou também que manterá a Solvia por enquanto, mas não descarta a sua venda no próximo ano.
Além disso, o Banco Santander, que vendeu do Projeto Quasar a Blackstone há pouco mais de um ano, anunciou em Julho que pretende dar um empurrão final para a limpeza do seu balanço, colocando uma carteira de € 5-6 mil milhões à venda. A referida instituição bancária espera fechar a transacção antes de Setembro.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Habitação: preços sobem há 14 trimestres consecutivos

Segundo dados divulgados pelo INE, o índice de preços na habitação em Portugal (IPHAB) cresceu 2,3% em cadeia, no 2º trimestre de 2018, tendo tido uma variação homóloga de 11,2%. O índice atingiu assim o seu valor máximo, desde que há registo, em 128,49, levando inclusive já um total de 14 trimestres consecutivos de crescimento. Em termos acumulados, os preços em Portugal cresceram 28,5% deste início de 2015, uma média de 2% por trimestre.


O valor médio de venda de uma casa em Portugal encontra-se agora nos € 135.618. É na Área Metropolitana de Lisboa onde se verifica o preço médio mais elevado (€ 182.374), bem acima dos € 125.274 registados na Área Metropolitana do Porto. De referir que a Madeira é a segunda região do País com os preços médios mais elevados (€ 132.391).

No entanto, é no Algarve onde se regista o maior crescimento homólogo de preços (13%), a par da Região Norte e imediatamente acima da Madeira (12%).

No segmento de novos, a Área Metropolitana de Lisboa regista igualmente o preço médio mais elevado, tendo fechado o 2º trimestre deste ano nos € 284.103. Já na Área Metropolitana do Porto, cada casa nova está a ser transaccionada nos € 174.494.

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Habitação: vendas não param de subir em Portugal

O número de casas vendidas em Portugal não para de subir. Segundo dados divulgados pelo INE, foram vendidas 45.619 unidades residenciais no país, durante o 2º trimestre deste ano, valor que representa um crescimento homólogo de 23,7% e de 12% em cadeia (face ao 1º trimestre de 2018). Desde que o INE publica estes dados, trata-se de um valor recorde de casas vendidas em apenas um trimestre.


Só na Madeira se registou uma descida na venda de casas, do 1º para o 2º trimestre, em -5%. De resto, em todas as regiões de Portugal se observaram subidas. Em cadeia, foi nos Açores onde se registou a maior subida no número de casas vendidas (25%), seguido de Alentejo (22%) e da Região Centro (14%).

Já numa análise em valor (€), a Região do Alentejo fica na frente com uma subida de 31% com os Açores a passarem para segundo (28%).

Mais de 85% das casas vendidas no 2º trimestre de 2018 são imóveis usados, demonstrando assim a evidência de que não existe oferta para fazer face a tanta procura. Aliás, esta é uma tendência que dura há já 3 anos, com as casas usadas a representarem mais de 80% do total de casas vendidas em cada trimestre.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Habitação: preços vão continuar a subir

Os preços das casas em Portugal irão registar um crescimento de 9,5% até final do ano, mantendo-se a tendência de subida até 2021, segundo dados da S&P no seu mais recente relatório "Europe's Housing Markets Are Staging - A Soft Landing".

Procura elevada e escassez na oferta são os principais factores que estão hoje a colocar pressão sobre os preços. No entanto, o relatório alerta para uma diminuição do ritmo no crescimento dos preços à medida que os custos de financiamento subam e o poder de compra diminua.

Isto não significa que a dinâmica de crescimento do mercado se perca, apenas que diminua. A S&P estima que a economia portuguesa continue a subir, apesar de a um ritmo mais moderado. Ao mesmo tempo, com uma taxa de desemprego baixa, a capacidade de geração de novos empregos será cada vez mais difícil. No entanto, o crescimento da oferta não será suficiente para fazer face à elevada procura pelo que as estimativas apontam para um continuar do crescimento dos preços na habitação.


Este cenário de crescimento de preços para os próximos 3 anos estende-se a diversos outros países europeus. Destaque para a Irlanda e Holanda que a par de Portugal manterão tendência de crescimento acima de outros países europeus também analisados neste documento.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Junho

A maior parte dos negócios efectuados em Junho são referentes à dívida perdida, tanto em volume quanto em número. Além disso, outras operações foram fechadas nos sectores hoteleiro, retalho e residencial.

O CaixaBank e a sua representante Servihabitat conseguiu transferir cerca de € 6,7 bilhões em activos tóxicos a uma nova joint venture que se encontra em criação com o fundo americano Lone Star. O referido acordo demonstra que a entidade catalã segue os passos dos seus rivais, o Banco Santander e o BBVA, que criaram joint ventures para um propósito similar no ano passado com a Blackstone e a Cerberus, respectivamente. O CaixaBank tinha acabado de retomar o controlo total da Servihabitat em 8 de junho, depois de desembolsar € 176 milhões para recomprar a participação de 51% que havia vendido a outro fundo de investimento dos EUA, a TPG, há cinco anos.