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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Habitação: mais crédito, menos alavancagem

Desde inícios de 2017 que a banca em Portugal tem mantido uma tendência crescente na concessão de crédito à aquisição de habitação. É verdade que após alguns anos de quebra, desde 2013 que os bancos têm aumentado a sua exposição ao segmento residencial mas de facto os últimos dois anos foram anos de mais crédito à compra de casa.

O ano de 2018 encerrou com um total € 9,8 mil milhões de financiamentos concedidos para a compra de casa, um valor que ficou acima dos € 8,26 mil milhões registados em 2017. Longe vão os tempos de 2012 com menos de € 2 mil milhões mas também longe vão os tempos de 2007 com quase € 20 mil milhões emprestados.

Fonte: Banco de Portugal

Mesmo numa tendência crescente, o facto é que o total em dívida no mercado tem vindo a cair, com mais reembolsos que novos empréstimos concedidos. O mercado corrigiu de mais de € 115 milhões de financiamentos activos em 2011 para uns actuais € 93 mil milhões. Trata-se de uma queda de quase -20%.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Reino Unido: condições mais difíceis para a compra de casa

Dados recentemente publicados no Reino Unido apontam para condições cada vez mais complicadas para a compra de habitação própria. De facto, já aqui tínhamos falado da importância dos Pais e familiares na ajuda à compra de casa.

A subida de preços, aliado a níveis baixos de loan-to-value exigidos pela Banca local, têm feito aumentar a importância das ajudas de familiares à compra de casa, nomeadamente com vista ao pagamento do valor de entrada.

Mesmo num cenário com taxas de juro baixas, como também é o caso do Reino Unido, a verdade é que os Bancos tendem a exigir um valor elevado de entrada da parte do comprador, baixando assim o loan-to-value dos empréstimos. Isto, aliado a uma subida generalizada dos preços, tende a dificultar a compra de habitação por muitos ingleses, recorrendo assim à ajuda de muitos familiares.


Os dados mais recentes do mercado, disponibilizados pela Nationwide, apontam para uma retracção nos preços de venda em Março, face a Fevereiro, ao mesmo tempo que os jovens britânicos compram cada vez menos. De facto, nas idades entre 35 e 44 anos, o peso dos proprietários é agora de 56%, face a 74% há 10 anos atrás.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A bolha voltou?

Aqui há dias, no programa Prós e Contras da RTP 1, sob o tema do novo imposto imobiliário, falava-se da possível existência de uma bolha imobiliária em Portugal, fruto das fortes subidas verificadas nos preços na habitação nos últimos tempos.

Não pretendo debruçar-me sobre essa discussão para Portugal mas antes sobre um relatório recente da UBS que procura mostrar quais os mercados imobiliários que efectivamente podem estar perto de uma bolha. 

Num índice produzido pela referida entidade financeira, Vancouver (Canadá) encontra-se à cabeça dessa lista com Londres a ser a 1ª cidade europeia do ranking. Estocolmo, Sidney e Munique completam os 5 primeiros postos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Subida de taxas de juro nos Estados Unidos

A Reserva Federal norte-americana subiu as suas taxas directoras. Qual o impacto desta subida no mercado residencial norte-americano?

Lawrence Yun, chief economist na National Association of REALTORS dá a sua opinião.



Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Empréstimos para compra de casa estão mais baratos

Em Setembro de 2015, a taxa de juro implícita nos novos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,32%, representando uma queda de -26% face à taxa praticada em igual mês de 2014. O spread médio praticado nos novos contratos, tendo por base de cálculo o indexante Euribor a 3 meses, situa-se agora em 2,33%, valor também bastante abaixo do valor registado há 1 ano de 2,89%. Trata-se de uma queda de -19% no espaço de um ano.

A queda das taxas de juro praticadas pela Banca, nos últimos 6 meses, deve-se fundamentalmente a uma queda acelerada nos spreads praticados. De facto, nesse período de tempo, a Banca reduziu o spread médio do mercado em mais de 0,4 pontos percentuais, o que é bastante significativo. Desde Março de 2011 que o custo do financiamento para compra de casa não estava tão barato.

Fonte: Banco de Portugal
Cálculos: Out of the Box

Bons negócios (imobiliários)!


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Crédito Habitação: a realidade dos números

Nos últimos meses temos lido inúmeras notícias sobre o crédito habitação: os Bancos emprestam mais dinheiro, as taxas de juro descem, os Bancos abrem os cordões, o crédito está muito barato, etc., etc., etc.

Temos procurado fazer alguns retratos do crédito habitação em Portugal, aqui no blog. Aproveitei o fecho do 1º trimestre e os dados publicados pelo Banco de Portugal para fazer novo balanço. E, por isso mesmo, não entendo tanta excitação com o crédito habitação.

A realidade é esta: no 1º trimestre de 2015, o montante concedido de € 715 milhões está:
  • 43% acima do valor registado em igual período de 2014;
  • 50% acima da média do 1º trimestre dos anos de 2012-2014 (em pleno "período Troika");
  • 40% abaixo da média dos últimos 6 anos;
  • Mais de 80% abaixo dos máximos registados em 2006.
Além disso, o spread médio de mercado (medido pelo diferencial entre a taxa juro para novos créditos e a euribor a 3 meses) encontra-se perto de máximos históricos, num valor de 2,92 pontos percentuais.


Então, porquê tanta excitação?! O crédito à habitação mantém-se escasso e caro. É essa a realidade. Não é por vivermos numa conjuntura de mínimos históricos nos indexantes que o crédito passou a ser barato. Bem pelo contrário, os dados disponíveis mostram que se mantém caro, com o spread médio actual próximo de máximos históricos. Também não é pelo facto do montante concedido ter subido 40% que agora, de repente, a Banca abriu de novo a torneira do crédito. Como vimos, o valor registado no 1º trimestre deste ano está longe da média dos últimos anos e longe, bem longe de outros tempos. Além disso, o saldo global de crédito habitação mantém-se em queda, mantendo-se assim o processo de desalavancagem do sector.

A realidade é esta: esses outros tempos não voltam. Apesar da conjuntura extraordinária que vivemos actualmente, todos temos de nos habituar a viver com menos dívida, e mais cara.

Bons negócios (imobiliários)!

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Por Gonçalo Nascimento Rodrigues
Main Thinker
Managing Director

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Crédito Habitação mais caro em Portugal

O crédito à habitação está mais caro em Portugal. Segundo o INE, a taxa média dos novos contratos de crédito habitação situou-se nos 3,131% no passado mês de Setembro, uma subida de quase 2% face ao mês anterior.

No entanto, a taxa média implícita de todos os contratos desceu para 1,471% face aos 1,491% registados em Agosto. Se a taxa média desceu, então porque estão os contratos mais caros?

Fonte: INE

A recente descida da taxa directora do Banco Central Europeu (euribor) deveria contribuir para uma descida mais célere das taxas médias e, acima disso, para uma descida do custo dos novos contratos. No entanto, não é isso que estamos a observar. Na realidade, o spread médio de mercado (medido pelo diferencial das taxas médias e da euribor a 3 meses) tem vindo a aumentar desde Fevereiro, estando agora em 289 pontos percentuais (p.p.) para os novos contratos de crédito habitação.

Fonte: INE

Sendo o spread, a margem cobrada pelo Banco, significa que a Banca em Portugal está a cobrar mais caro para conceder crédito para compra de casa. É correcto dizer-se, então, que os créditos à habitação estão mais caros em Portugal, não estando muito longe do valor máximo registado em Agosto de 2012 de 320 pontos percentuais, quando a euribor a 3 meses registava o valor de 0,192% (em Junho de 2014 situava-se nos 0,241%).

Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Imobiliário e a Inflação (2)


Por Ricardo Pereira
inPROP Capital Fund






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Depois do artigo do Gonçalo sobre a temática do imobiliário e da inflação, tentei colocar este meu comentário na zona dos comentários no blog, mas como nao permite colar gráficos, venho por esta via expressar a minha opinião sobre a temática.

Não acredito que quando se diz que o imobiliário funciona como bom inflation hedge, se refiram ao curto mas sim ao longo-prazo, e neste caso, longo prazo significa várias décadas. Vejam os gráficos seguintes. Reportam o NPI Apartment Capital Appreciation Only Index (índice residencial para o US, de prime property), que depois ajustei pela taxa de inflação.


Durante este periodo, o índice ronda o valor 1 e como tal parece ser um bom hedge para a inflação (a bollha de 2004 está bem evidente). Mas vejamos agora o mesmo índice tendo como ponto de partida o ano de 1977.


Ficamos com uma perspectiva completamente diferente. Agora parece que houve perda de valor mas, mais uma vez, apenas depende do ponto de partida e de outro factor que normalmente é neglicenciado: o income return.

Na minha opinião, o imobiliário tem de oferecer mais do taxa de inflacao; no longo prazo verificam-se as seguintes relações:

Rendibilidade Total = Apreciação de capital + income return = Taxa de inflação + Taxa de juro real + Prémio de risco

Em alguns mercados/segmentos, ao longo de alguns periodos de tempo, quando income = Prémio de risco + taxa de juro real, porque a apreciacao do capital = taxa de inflacao, fica-se com a ideia que imobiliário é um bom hedge. Contudo estas relações nao sao estáveis e daí as disparidades de opiniões.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O FMI e a Habitação em Portugal

É notícia de hoje no Diário de Notícias que o FMI pretende aumentar os preços no sector da habitação em Portugal para conter o endividamento das famílias. Ao mesmo tempo, pretendem apostar e dinamizar o mercado de arrendamento.

Fico confuso com estas propostas... se os preços aumentam, para a mesma rentabilidade exigida por um investidor, isso significa que as rendas também terão de aumentar, algo que me parece que não irá dinamizar o mercado de arrendamento, bem pelo contrário!

Por outro lado, não me parece que a questão do endividamento se resolva ou combata com o aumento do preço das casas. Acho que é o próprio mercado quem tratará disso o que aliás vemos bem nos spreads exigidos hoje pela banca. Hoje, é muito mais caro, mais exigente e mais difícil recorrer a um crédito hipotecário para comprar habitação própria.


Diferencial da Taxa de Juro Implícita no Crédito Habitação face à Euribor 3m

Fonte: euribor.org, INE


Além disso, desde 2007 que o ritmo de crescimento de crédito habitação é muito mais lento que os anos anteriores.

Fonte: Banco de Portugal, INE


E, last but not least, como é que o FMI vai aumentar o preço das casas? Por decreto?! Os nossos Promotores Imobiliários devem estar muito contentes, os bancos também. Afinal o mercado está barato e nós não sabiamos. Até eu estou contente, a minha casa vai valer mais. Resta saber quem a comprará... mesmo que o FMI diga que ela vale mais! Será que nos € 80 mil milhões de bailout, há lá algum cheque para comprarem a minha casa?

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O impacto do crédito e das taxas de juro na habitação em Portugal

Neste dia em que comemoramos o nosso 2º aniversário, lançamos o primeiro working paper em Português, com marca Out of the Box, sobre o mercado imobiliário em Portugal.

Trata-se de um documento de investigação sobre o impacto do crédito e das taxas de juro na habitação em Portugal.

Com este trabalho, procuramos pistas para entender as origens e os efeitos do crescimento do crédito habitação nos últimos 12 anos em Portugal, bem como a influência e sua relação com o nível de taxas de juro praticadas no nosso mercado.

Hoje e aqui poderão ler as principais conclusões desse estudo. Quem estiver interessado em ter o documento completo ou obter mais informações sobre o mesmo, pode enviar-nos um e-mail para think@outofthebox.com.pt.

Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Mercado em Imagens - X

Housing Double Dip

O S&P Case-Shiller inverteu a tendência e muitos já assumem como certo um duplo fundo no mercado. Será mesmo assim?


O gráfico seguinte mostra o mesmo. É o índice da Zillow e antecipa também um double dip no mercado norte-americano. Retirei-o de
Seeking Alpha
.


Mortgage Rates
Por seu turno, as taxas de juro a 30 anos para financiamento de hipotecas estão em máximos.




Preços a cair, taxas a subir...


Bons negócios (imobiliários)!