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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Escritórios: investimento cresce em Madrid


As expectativas para o mercado de escritórios em Madrid estão em alta. Para 2019 são esperados mais de € 3 mil milhões de investimento neste segmento de mercado com as prime yields a estabilizarem nos 3,75%.

No entanto, um aumento esperado das rendas de quase 10% torna os activos de escritórios mais apetecíveis e com um bom potencial de valorização, num mercado com uma taxa de desocupação muito baixa, podendo cair até aos 9% em 2021.

O expectável aumento das rendas, perante uma oferta estável, posiciona assim Madrid com uma das capitais com as yiels de mercado mais reduzidas, apenas atrás de mercados como Singapura, Amesterdão ou Paris, segundo dados da Knight Frank.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Prémio do mercado imobiliário em Portugal em linha com a Europa

O prémio de mercado no segmento de escritórios em Portugal situou-se nos 3,08%, comparando a prime yield do mercado de escritórios (4,8%, de acordo com dados da Colliers International) e a yield das obrigações do tesouro a 10 anos (1,723% em Dezembro de 2018). O prémio oferecido pelo investimento em escritórios em Lisboa está bastante em linha com outras congéneres europeias que registam valores entre 2 e 3 pontos percentuais, como são os casos de Grécia, Reino Unido, Alemanha ou mesmo Holanda.

Cálculos: Out of the Box

Itália é o país europeu que oferece o prémio mais reduzido, muito fruto da recente subida das yields das obrigações do tesouro. Do ponto de vista do investimento imobiliário, mantendo-se esta tendência de subida, será expectável registar-se uma subida das yields imobiliárias tendo como consequência um ajustamento em baixa do valor dos activos (mantendo-se estável o nível de rendas praticadas naquele país).

Já a Croácia oferece um prémio aos investidores bastante superior com uma prime yield de escritórios elevada (7,5%) face aos 2,092% de yield das suas obrigações do tesouro.


Bons negócios (imobiliários)!

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Nota: Todos os cálculos foram efectuados por Out of the Box, com base nas prime rents e prime yields publicadas pela Colliers International e pelas yields das obrigações do tesouro dos países mencionados, constantes em http://pt.investing.com (no mês de Dezembro de 2018).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Escritórios: Porto com maior valorização na Europa

Segundo dados publicados pela Colliers International é possível concluir que a cidade do Porto foi aquela que registou maior valorização no segmento de escritórios em toda a Europa. A subida da prime rent para € 16 /m2, aliada à descida da prime yield para 6,3% teve como consequência uma valorização do mercado em 19% ao longo do 2º semestre de 2018, acima de cidades como Madrid, Viena, Praga e Oslo.


No final do ano transacto, a cidade do Porto registou então uma prime rent de € 16 /m2 e uma prime yield de 6,3%. Mesmo assim, está ainda distante dos valores registados em Lisboa (€ 21 /m2 e yield de 4,8%).

A zona de West-End em Londres foi a que registou maior variação negativa no valor de escritórios com as yields a subir de 3,5% para 3,8% durante o 2º semestre de 2018, isto apesar de uma ligeira subida da prime rent.

Budapeste, Bucareste e Estugarda foram as cidades europeias onde se registaram maior descida nas prime rents, enquanto que Viena, Oslo e Porto foram as que registaram as maiores subidas.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Investimento em imobiliário aumenta em 2018

A alocação de capital a investimentos imobiliários aumentou em 2018 de acordo com os resultados do questionário realizado pela Hodes Weill & Associates.

Ao contrário das expectativas iniciais, a verdade é que ps investidores institucionais aumentaram a exposição das suas carteiras de investimento ao sector imobiliário em 30 bp's, passando de 10,1% para 10,4%.

Para 2019 é esperado novo aumento, desta feita nuns adicionais 20 bp's., passando os investidores institucionais a ter um peso de 10,6% de activos imobiliários nas suas carteiras de investimento.

Apesar deste aumento, os dados mostram outros factos interessantes: 40% dos inquiridos neste estudo referiram que mantiveram as suas alocações a imóveis, enquanto que só 30% referiram ter aumentado. Ou seja, o ano de 2018 trouxe um maior peso, em valor, de investimentos imobiliários nas carteiras de investimento dos investidores institucionais mas a maioria referiu ter mantido a sua exposição ao mercado.


Risco também aumentou

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Espanha: investimento imobiliário cresceu 8% em 2018

O volume de investimento anual no setor imobiliário espanhol totalizou € 11,63 mil milhões em 2018, o que representou um aumento de 8% em relação a 2017. Se somarmos as operações corporate com imóveis subjacentes a esse volume, então o número aumenta para € 19 mil milhões, o que representa um record de investimento desde o fim da crise, de acordo com o último relatório do BNP Paribas Real Estate na Espanha. O relatório destaca que o interesse de investidores no sector imobiliário espanhol em 2018 atingiu o seu nível mais alto por uma década.

Durante o quarto trimestre do ano, o volume de investimento directo em activos imobiliários - escritórios, armazéns logísticos, hotéis, varejo e residencial - totalizou € 3,7 mil milhões, o que representou um aumento de 58% em relação ao ano anterior. A evolução da atividade do investidor superou, portanto, as expectativas do setor no início do ano.

“Os bons tempos que os fundamentos do mercado estão a desfrutar, com os níveis de ocupação em máximos e arrendamentos estáveis ou em expansão nos mercados mais consolidados, junto com o capital excedente e as alternativas limitadas oferecidas por outros produtos financeiros, fomentaram um frenético ritmo de atividade no mercado de investimentos”, explica o relatório.

Por tipo de activo, o sector comercial (retalho) foi a estrela do ano. O volume investido em activos comerciais durante 2018 totalizou € 4,28 mil milhões, o que representa um aumento de 23% em relação a 2017. Durante o quarto trimestre, o investimento atingiu € 1,26 mil milhão e,  assim, o sector alcançou uma participação de mercado trimestral de 35%. A maior operação no último trimestre do ano foi a compra de uma carteira de três centros comerciais - Max Center, Gran Casa e Valle Real - pela Sonae Sierra e Perter Varbacka por 485 milhões de euros.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Escritórios: Lisboa valoriza 11%, Porto sobe 25%

Segundo uma publicação da Colliers International, é possível concluir que o mercado de escritórios de Lisboa valorizou 11% no período entre Julho de 2017 e Junho de 2018. A renda prime mensal subiu para os € 21,8 /m2 enquanto a prime yield caiu 25 pontos percentuais. A conjugação de ambos resultou numa valorização do mercado em 11%, com um valor prime de € 5.232 /m2.

Por seu turno, a cidade do Porto viu a sua renda prime escalar € 1,75 /m2 por mês, passando de uma renda mensal de € 12,75 por m2 em Junho de 2017 para os € 14,5 /m2 em Junho de 2018. A prime yield caiu para os 6,8% fazendo com que o mercado de escritórios da Invicta tenha valorizado 25% no espaço de 1 ano.

Na Europa, a zona de West End em Londres é aquela que apresenta o maior valor por m2, pela conjugação da maior renda (€ 121,5 /m2 /mês) e uma prime yield de 3,5%. A yield mais baixa situa-se em cidades como Viena, Paris e Madrid (todas com 3%), enquanto que Kiev ainda se mantém com a yield mais elevada (12,5%).

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também:

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Crowdfunding imobiliário: uma nova alternativa de investimento e financiamento?

Após alguns anos turbulentos e de contenção no setor imobiliário, os portugueses estão a olhar novamente para este setor como uma opção relativamente segura e rentável. A atual conjuntura, que se traduz nomeadamente numa maior liquidez financeira por parte dos investidores nacionais, sugere que o mercado deve continuar bastante dinâmico.

Neste contexto, o crowdfunding como alternativa de investimento e financiamento tem conquistado o setor imobiliário rapidamente, sobretudo do lado de quem investe e procura alternativas mais rentáveis, mas também na própria obtenção de financiamento por parte dos promotores imobiliários.

O modelo mais comum de crowdfunding aplicado ao setor imobiliário é o modelo de empréstimo, em que, em vez da obtenção de uma participação na empresa, os investidores concedem um empréstimo a uma pessoa singular ou empresa para um fim específico, sendo que o promotor financiado remunera os investidores através do pagamento de juros.


Para os investidores esta é uma oportunidade de entrarem neste mercado sem a exigência de uma grande quantia inicial, deixando este de ser exclusivo a investidores com grande capacidade financeira. A partir de baixos montantes (por exemplo 50€ como é o caso da Housers) pode investir-se de forma fácil e rápida, diversificando a carteira de investimentos. Simultaneamente, estes empréstimos de curto prazo taxas de juros altamente competitivas para os investidores, em relação a instrumentos financeiros tradicionais, e o retorno é mais facilmente calculado. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tendências no mercado da 2ª habitação

A Consultora Savills emitiu recentemente um documento de research muito interessante, apontando para as novas tendência no mercado da 2ª habitação. A principal tendência aponta para uma procura cada vez mais focada na geração de rendimento do que propriamente pelo uso do próprio imóvel. Uma 2ª habitação passou a ser claramente um produto de investimento em vez de ser - como sempre tem sido - um activo de uso próprio.

Do inquérito realizado pela consultora resultou que mais de 30% dos inquiridos referiu que a compra de uma 2ª habitação lhes servirá apenas para investimento (obtenção de retorno por via do arrendamento turístico), enquanto que mais de 40% pondera usar o imóvel mas também pretende colocá-lo em arrendamento. 

segunda-feira, 23 de julho de 2018

O efeito da yield no valor de uma casa

A transformação do sector da habitação num negócio de rentabilidade que não se cinge ao puro arrendamento para fins residenciais tem originado uma valorização do mercado. Parece inegável. O aumento do negócio do Alojamento Local no centro das cidades, como são claros exemplos Lisboa e Porto, tem contribuído para um aumento dos preços. Mas na prática, e do ponto de vista financeiro, como é que tal valorização ocorre?

Tomemos por mero exemplo, um apartamento T1 com 50 m2, bem localizado em Lisboa (Baixa, Chiado, Príncipe Real, etc.). Facilmente nos tempos que correm, um apartamento com esta localização conseguirá um preço médio diário, numa exploração turística, de € 80 e uma taxa de ocupação anual de 70%. Gerará, assim, receitas anuais na ordem dos € 20.000. São estimativas até algo pessimistas mas servem para o exercício em questão.

Se aplicarmos uma yield de 5%, obtemos um potencial valor de mercado para o apartamento em questão de mais de € 400.000, o equivalente a quase € 8.200 /m2. Se porventura o apartamento tiver menos de 50 m2, o valor por m2 será ainda superior porque não será uma área ligeiramente inferior que irá afectar a rentabilidade da exploração turística do imóvel.

Em condições "normais", um apartamento deste tipo poderia valer tranquilamente metade. Desta forma, conseguem-se justificar asking prices acima de € 3.500 /m2 para este tipo de imóveis, inclusive carenciados de obras totais. Porque numa lógica de exploração turística, o potencial de valorização por efeito da yield é grande.

Ademais, nos tempos actuais, obter um investimento de renda fixa, com risco relativamente reduzido e que consiga gerar uma rentabilidade bruta anual de 5% não é fácil. Logo, não deixa de ser apetecível a muitos. Mas os riscos estão lá e são vários:
  • Nunca esquecer que a yield é bruta. Há que descontar custos relacionados com a exploração e a propriedade, para além do impacto fiscal;
  • O apartamento terá sempre um valor intrínseco, independente do potencial de rentabilização por via de uma exploração turística. Vejamos: para se manter um potencial valor de mercado de € 8.200 /m2, para um arrendamento habitacional ter-se-ia de cobrar uma renda de € 1.700 /mês, isto para um T1 com 50 m2...
  • Assim se entende, também, o porquê de tamanho aumento das rendas no mercado. Perante negócios alternativos que geram retorno superior, é natural que o mercado se adapte.
Em suma, o efeito da yield no valor de uma casa é notório. No imobiliário, estávamos todos mais que preparados para assumir este racional no chamado commercial real estate (escritórios, lojas para arrendamento) mas não tanto na habitação, até pela quase inexistência de mercado de arrendamento. A introdução de uma lógica de rentabilidade de um investimento numa casa, sem estar estritamente assente numa compra para revenda, veio alterar um pouco o paradigma da valorização do sector residencial.

Bons negócios (imobiliários)!


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Por Gonçalo Nascimento Rodrigues
Main Thinker, Out of the Box

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Habitação em Lisboa rende 4,7%

Da análise dos dados mais recentes publicados pelo INE, relativamente a preços e rendas medianas na habitação, é possível aferir que o arrendamento de habitação em Lisboa gera uma yield de 4,7%. A renda mediana de 2017 fixou-se nos € 9,62 /m2 enquanto que o preço mediano de venda foi de € 2.438 /m2.

As freguesias de Beato (7,1%), Marvila (6,8%) e Olivais (6,2%) são as que apresentam as yields mais elevadas da capital, enquanto que Santa Maria Maior e Santo António estão do lado oposto da rentabilidade, com uma yield de apenas 3,5%.

As freguesias que apresentam as yields mais elevadas são aquelas cujo desvio da renda face à mediana cidade é menor, mas com desvios elevados relativamente ao preço de venda. Pode-se aferir que nestas zonas é caro arrendar mas ainda barato comprar (sempre comparando os valores locais com as medianas da cidade). Pode isto, eventualmente, significar que caso se mantenham as rendas em alta, possamos esperar um maior crescimento nos preços de venda nestas freguesias da cidade de Lisboa, procurando assim o mercado "corrigir" tamanho desvio entre rendas e preços de venda.

Por seu turno, as freguesias com as yields mais baixas são aquelas que apresentam o maior desvio no preço de venda face à mediana da cidade, indiciando pois que a habitação nestes locais possa estar já um pouco cara no que à venda diz respeito.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Curva de risco no imobiliário

É sabido que o actual contexto internacional de taxas de juro baixas e os sucessivos planos de intervenção dos diversos bancos centrais, têm tornado a actividade de investimento cada vez mais desafiante e difícil em todas as classes de activos/países.

Neste contexto, os activos continuam a valorizar e o maior desafio é perceber quando é o momento certo para reduzir o risco, seja pela redução do endividamento ou pela transição para activos menos arriscados ou pela venda dos activos.

Esta tarefa, por muitos considerada impossível, procura por indicadores de alerta, por disparidades na avaliação dos activos, que alertem para a possibilidade de correcções. Acontece que muitas vezes a correlação histórica não significa causalidade e os investidores são apanhados desprevenidos.

Por exemplo, recentemente nos US, os investidores que estavam a vender futuros e opções sobre o VIX (índice de volatilidade que se dizia que alertaria/anteciparia a correcção do mercado bolsista), porque parecia consensual que a volatilidade não aumentaria no curto-prazo, foram recordados que correcções ocorrem quando menos se espera quando o VIX aumentou ao mesmo tempo que se verificou a correcção no mercado bolsista. O resultado foi a perda total de valor de algumas destas estratégias.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Espanha: investimento imobiliário atinge € 9 mil milhões

O investimento em commercial real estate em Espanha chegou aos 9 mil milhões de euros no ano de 2017, de acordo com dados publicados pela Savills. O montante referido, apesar de não representar um recorde histórico no mercado imobiliário espanhol, é mesmo assim o valor mais elevado da última década.


Os segmentos de hotéis e retail registaram valores recorde de investimento, enquanto que escritórios e logística caíram face a 2016, sobretudo devido à falta de espaço disponível.

Mais de 60% do investimento foi realizado por investidores estrangeiros que continuam a representar uma larga fatia do mercado com fundos norte-americanos à cabeça, seguidos de investidores britânicos e franceses.

A acompanhar a subida do investimento, mas em sentido contrário, estão as prime yields de mercado que voltaram a cair na maior parte dos segmentos do imobiliário. O segmento de escritórios aparenta estar mais estável, à medida que as yields das obrigações do tesouro vão também estabilizando.

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também Investimento imobiliário em Espanha bate recordes

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Lisboa: mercado de escritórios valoriza 22%

O mercado de escritórios em Lisboa valorizou 22% no espaço de 1 ano. Esta valorização foi calculada com base em dados publicados pela consultora internacional Colliers International, no seu mais recente Office Rent Map.

Entre Setembro de 2016 e igual mês de 2017, o mercado de escritórios de Lisboa registou uma queda de 25 pontos base na sua prime yield, ao mesmo tempo que observou uma subida da prime rent de € 17,60 /m2 para € 20,65 /m2. Esta combinação conjunta, de subida da renda e descida da yield potenciou uma valorização superior a 22% do mercado.

O mercado de escritórios de Lisboa pode ainda ter margem de valorização, quer por subida de rendas, quer por descida das yields. A recente revisão do rating da República Portuguesa pode potenciar uma queda das yields, com mais investidores interessantes num prémio de risco do nosso mercado que, actualmente, se encontra nos 2,8 p.p.'s, acima da Grécia, França e Itália.

No espaço de 12 meses, o prémio de risco do nosso mercado agravou-se, por força da recente queda das yields das OT's, dando assim margem para as yields de escritórios acompanharem essa tendência.

Cálculos: Out of the Box

Destaque para Londres que registou ligeiro acréscimo na prime yield mas uma descida de 10% na prime rent, levando a uma desvalorização dos escritórios na ordem dos -17%. Nota final para o mercado holandês que registou uma forte queda no prémio de risco, com a prime yield a cair de 5,4% para 3,5%. Já há 1 ano atrás, as yields das OT's na Holanda se encontravam em valores muito baixos, tendo assim dado muita margem para o mercado de escritórios local se adequar e valorizar.

Bons negócios (imobiliários)!

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Nota: Todos os cálculos foram efectuados por Out of the Box, com base nas prime rents e prime yields publicadas pela Colliers International e pelas yields das obrigações do tesouro dos países mencionados, constantes em http://pt.investing.com (à data de 19 de Setembro de 2017).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Desafios para a mediação imobiliária em 2017

2016 foi um excelente ano para a mediação imobiliária. Julgo que não conheço nenhum agente ou agência que não tenha registado um crescimento nas vendas. Não vejo ninguém queixar-se. O mercado está propício à venda com muitos compradores à procura de investir em imobiliário em Portugal. E 2017? Como será?

Existem alguns pontos que são importantes observar ao longo do ano, especialmente nestes primeiros meses:
  • Yields das obrigações do tesouro. Neste momento, estão num valor muito próximo dos 4%, tendo subido cerca de 50% no espaço de 1 ano. Caso as yields mantenham esta trajetória de subida, há que estar cauteloso relativamente ao comportamento dos investidores, sobretudo dos estrangeiros;
  • Crédito imobiliário. Depois de uma forte subida em 2015, o ano passado voltou a registar um crescimento no crédito concedido, sobretudo crédito habitação, algo que muitos profissionais do mercado relacionam com o crescimento das vendas e dos preços. Veremos o que nos dá 2017 e se a Banca mantém um ritmo de crescimento no crédito concedido, em que valores e em que zonas do País;
  • Preços. Dados recentes apontam para a maior subida de preços desde 2001, depois de subidas mais modestas nos últimos meses. É expectável que este ritmo se mantenha no início de 2017 mas a conjuntura macro internacional e o estado da economia nacional poderão influenciar o comportamento dos preços em Portugal.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Oportunidades de investimento

Os mercados imobiliários demonstraram este ano uma resiliência supreendente a um dos períodos mais turbulentos da história política recente. A recuperação das quedas resultantes dos vários choques políticos ao longo do ano demorou algumas horas no caso do resultado do referendo Italiano, um dia após o anúncio do resultado das eleições presidenciais Norte-Americanas e algumas semanas no caso do referendo Britânico de integração na União Europeia.

O modo como os mercados imobiliários Europeus recuperaram é indicativo da actual dinâmica positiva, isto apesar da suspensão temporária das transacções e posterior cautela inerente à incerteza resultante do novo contexto político e consequente impacto económico. A maioria das previsões é optimista dado o aumento substancial da procura dos investidores por activos físicos com rentabilidades anuais. O impacto da política monetária na curva de taxa de juros deverá aumentar a competitividade dos activos imobiliários relativamente a outros activos financeiros e focar as estratégias de investimento na sua dimensão operacional resultando num aumento da exposição a edifícios de habitação para arrendar, residencias de estudantes e instalações de prestação de servicos de saúde assistidos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Yields na hotelaria mantêm tendência de queda

As yields do sector hoteleiro europeu mantiveram a sua tendência de queda no 3º trimestre de 2016, com raras excepções. Os dados publicados pela consultora imobiliária CBRE mostram que na generalidade das cidades europeias analisadas, as yields de mercado caíram, tanto em termos homólogos como em cadeia:


As yields mais baixas de mercado encontram-se no Reino Unido: Londres apresenta uma yield de 4%, enquanto que cidades mais regionais apresentam uma taxa de 4,25%. Seguem-se a Alemanha e Viena, Áustria (com 4,75%).

Madrid e Barcelona registaram quedas anuais de 50 pontos base, tal como a cidade italiana de Roma. Dublin e Oslo foram as cidades que não registaram quaisquer alterações. Nota para Istambul, a única cidade europeia analisada que observou um acréscimo de risco, em 50 pontos base.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A bolha voltou?

Aqui há dias, no programa Prós e Contras da RTP 1, sob o tema do novo imposto imobiliário, falava-se da possível existência de uma bolha imobiliária em Portugal, fruto das fortes subidas verificadas nos preços na habitação nos últimos tempos.

Não pretendo debruçar-me sobre essa discussão para Portugal mas antes sobre um relatório recente da UBS que procura mostrar quais os mercados imobiliários que efectivamente podem estar perto de uma bolha. 

Num índice produzido pela referida entidade financeira, Vancouver (Canadá) encontra-se à cabeça dessa lista com Londres a ser a 1ª cidade europeia do ranking. Estocolmo, Sidney e Munique completam os 5 primeiros postos.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Taxa sem risco

Não pretendo eu (neste post ou em qualquer outro) nem é objetivo deste Blog estar a ensinar grandes (ou pequenas) teorias sobre um qualquer assunto. O Out of the Box intitula-se como “um centro de partilha de conhecimento e informação sobre o mercado imobiliário e financeiro. Os nossos conteúdos são baseados em conhecimento e experiência. Aqui pode encontrar opinião formada e informada”. Certamente que para isso há pessoas muito mais habilitadas e esclarecidas do que eu.

Pretendo apenas transmitir o meu ponto de vista sobre algumas matérias que me vão surgindo ao longo dos tempos e no decurso da minha atividade profissional. Desejo, tal como o Blog, promover discussão e entreajuda entre Colegas e Profissionais do sector.

O Blog, no seu site, refere que “Todos os nossos leitores são convidados a participar no blog com as suas opiniões e comentários”.

Como será certamente a opinião de todos, a fixação da Taxa de Atualização é um assunto muito sensível numa análise de cash-flow. 

A Taxa de Atualização ou “Custo de Oportunidade do Capital” corresponde à taxa mínima de rendibilidade de um projeto de investimento, isto é, a rendibilidade que um investidor exige para desenvolver o projeto. Esta taxa será utilizada para atualizar à data de hoje os futuros cash-flows gerados.

De uma forma resumida,
Taxa de Atualização (1) = Taxa de Juro sem Risco + Prémio de Risco 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Angola: Num momento como o actual, que expectativas e retorno pode gerar o imobiliário?

O momento presente da economia Angolana é difícil... Se é verdade que o fim da guerra civil em 2002 e o preço do petróleo em níveis historicamente altos trouxeram anos de bonança, também é uma realidade que a economia não se diversificou, com o petróleo a ter um peso superior a 90% nas exportações do país desde 2004. Não será, por isso, de estranhar que a baixa acentuada do preço do petróleo venha a provocar, desde 2014, uma quebra na taxa de crescimento do PIB de Angola. Além disso, esta é também a maior fonte de divisas da Economia e de receita fiscal para o Estado, daqui resultando a baixa das reservas em moeda estrangeira. Os pagamentos ao exterior tornam-se mais escassos e as importações mais caras, uma vez que a moeda nacional se desvaloriza face às moedas fortes (Dólar e Euro). A inflação que, em 2014, tinha chegado a um nível de apenas um dígito, era em Março último de cerca de 20%.

Neste cenário, a captação de investimento estrangeiro é mais difícil para a Economia, e, por arrasto, para o sector imobiliário. Os novos projectos são escassos e o investimento é sobretudo realizado por nacionais e para nacionais, procurando soluções que diminuam as necessidades de capitais alheios. O mercado de arrendamento a expatriados está a sofrer uma forte retracção e, até neste ponto, as indústrias petrolíferas e para-petrolíferas têm influência, devido à sua menor actividade e consequentes políticas de redução de pessoal que as afecta não só aqui em Angola mas em todos os países em que estão presentes.

Desta situação resulta que quem tem liquidez em Kwanzas, moeda nacional, procure investir em bens duradouros, nomeadamente no imobiliário. Há, contudo, que notar que a quebra do mercado de arrendamento a expatriados levou a que a procura se vire agora para tipologias mais adequadas ao seu modo de vida: isto é, procuram-se mais T3 e T4 do que T1 e T2, estes últimos típicos produtos de investimento.

E neste cenário, uma pergunta desde logo se coloca: quais são as taxas de retorno esperadas pelos detentores destes imóveis?

O que todos aprendemos é que as taxas de retorno deverão cobrir as taxas de depósitos a prazo - que em Angola nestes últimos meses baixaram de cerca de 6% para 3,5% - e devem também dar um prémio sobre o risco do investimento e do país. Isto é verdade em mercados como o EUA e a Europa, que gozam de moedas fortes e estáveis. Em Angola, o Kwanza desvalorizou cerca de 60% nos últimos 15 meses, um dado que torna os pressupostos acima mencionados insuficientes, mais ainda quando a nova Lei do Arrendamento obriga que os contratos sejam realizados em moeda nacional. Este factor leva a que as taxas de retorno esperadas actualmente pelos proprietários do mercado residencial de Luanda, variem entre os 5% e os 11%, de acordo com a sua localização, qualidade e estado de utilização. Há dois anos atrás, estas taxas variavam entre os 14% e os 17%. A justificação para este diferencial assenta na desvalorização da moeda nacional.

Por isso, num cenário em que, não só a procura diminuiu, com consequente aumento da oferta, como a expectativa de desvalorização da moeda nacional percebida pelos proprietários conduz a uma baixa dos valores de arrendamento e suas taxas de retorno; as expectativas destes investidores nacionais assentam no facto de que o produto imobiliário não irá desvalorizar tanto quanto a moeda, e desta forma funciona como refúgio. E também para os promotores, as perspectivas são positivas, já que os que têm produto acabado ou em fase adiantada de construção e com tipologias T3 e T4 estão a manter um ritmo aceitável de vendas.

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Francisco Barros, Diretor Executivo da Proprime

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Yields de habitação em Espanha nos 5,5%

Segundo dados do portal idealista, as yields de buy-to-let em Espanha subiram para os 5,5% no ano de 2015, valor bem acima das yields das obrigações de tesouro nos 1,7%. A yield acabou por crescer 200 pontos base face a 2014.

Do lado dos investidores institucionais, esses mantêm o foco no imobiliário comercial que gerou yields até 7,3%.

Uma análise regional mostra que as yields mais elevadas na habitação registam-se em Lleida (7,9%) , Canárias e Baleares (6,4% e 6,2%, respectivamente) e Alicante (6%). Madrid e Barcelona apresentam valores de 5,3% e 5,4%, respectivamente.


Bons negócios (imobiliários)!