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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Habitação: preços na Zona Euro não param de subir

Os preços na habitação da Zona Euro não param de subir. De acordo com o Eurostat, o preço das casas subiu 4,3% no 2º trimestre de 2018 (em termos homólogos), levando já 15 trimestres consecutivos de subida. Já Portugal registou uma subida de preços de 11,2%, ficando apenas atrás da Eslovénia e Irlanda. Do conjunto de 30 países analisados, apenas Suécia, Noruega e Itália registaram leve quebra nos preços, de -1,7%, -0,5% e -0,2%, respectivamente.


Analisando a evolução dos preços em cadeia, a Zona Euro observou uma subida de 1,4% que é aliás das mais elevadas dos últimos 6 anos. Malta (4,2%), Eslovénia (3,2%) e Roménia e Letónia (ambos com 3,1%) foram os países que registaram maior subida de preços no 2º trimestre de 2018, comparando com o trimestre anterior. Portugal viu o sector residencial valorizar 2,3%.

A República Checa, Hungria e Holanda são os países europeus que registam a melhor sequência de subida de preços, com um total de 18 trimestres consecutivos sempre a valorizar. Aliás, a Hungria acumula já uma valorização de 41,6% ao longo deste período, bem acima dos 25,1% da Holanda, isto apesar de levarem o mesmo período temporal de subida de preços.

Por seu turno, a Suécia, depois de 20 trimestres consecutivos a registar uma subida nos preços de venda de casas, parece estar a perder momentum com uma quebra acumulada nos últimos 3 trimestres de -3%.

Nos últimos 5 anos (do 2º trimestre de 2013 ao 2º trimestre de 2018), Irlanda (+53,6%), Islândia (+46,9%) e Hungria (+45,7%) são os países da Zona Euro que acumulam maior valorização do sector residencial. Portugal é o 6º país com maior subida acumulada em 5 anos (+33,2%) acima de paises com Espanha, Alemanha ou mesmo Holanda.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Habitação: preços vão continuar a subir

Os preços das casas em Portugal irão registar um crescimento de 9,5% até final do ano, mantendo-se a tendência de subida até 2021, segundo dados da S&P no seu mais recente relatório "Europe's Housing Markets Are Staging - A Soft Landing".

Procura elevada e escassez na oferta são os principais factores que estão hoje a colocar pressão sobre os preços. No entanto, o relatório alerta para uma diminuição do ritmo no crescimento dos preços à medida que os custos de financiamento subam e o poder de compra diminua.

Isto não significa que a dinâmica de crescimento do mercado se perca, apenas que diminua. A S&P estima que a economia portuguesa continue a subir, apesar de a um ritmo mais moderado. Ao mesmo tempo, com uma taxa de desemprego baixa, a capacidade de geração de novos empregos será cada vez mais difícil. No entanto, o crescimento da oferta não será suficiente para fazer face à elevada procura pelo que as estimativas apontam para um continuar do crescimento dos preços na habitação.


Este cenário de crescimento de preços para os próximos 3 anos estende-se a diversos outros países europeus. Destaque para a Irlanda e Holanda que a par de Portugal manterão tendência de crescimento acima de outros países europeus também analisados neste documento.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Investimento na Europa cresce 2,5%

De acordo com informação disponibilizada pela CBRE, o investimento imobiliário na Europa subiu 2,5% no 1º semestre de 2016, face a igual período de 2015, tendo atingido o montante de € 54 mil milhões. Adicionalmente, informa a empresa que o valor atingido encontra-se 30% acima da média dos últimos 10 anos.

Apesar disso, a actividade de investimento caiu no 2º semestre de 2016, mostrando algum arrefecimento no mercado. O sector de escritórios tomou a liderança, com uma subida de 8,3%, com especial enfoque na Noruega que registou uma performance assinalável, França e Suécia também registaram fortes subidas no investimento em imóveis.

A Irlanda registou um total de € 2,3 mil milhões de investimento, sendo este valor inclusive um recorde histórico para o País e representando um crescimento de 100% face a igual período de 2015.

Os mercados russo e alemão registaram quedas no nível de actividade. Apesar disso, caso a moeda russa estabilize nos próximos tempos, será expectável registar-se um aumento de actividade de investimento nesse País, já que os investidores têm demonstrado forte interesse no mercado.

Bons negócios (imobiliários)!


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Europa e América lideram subida de preços na habitação

Segundo dados recentemente publicados pela Global Property Guide, os preços na habitação no 1º trimestre de 2016 mantiveram o seu ritmo de subida, um pouco por todo o Mundo, liderados pela Europa e Estados Unidos da América. Por outro lado, Ásia, Médio Oriente e Nova Zelândia apresentam quedas de preços.

Observando os dados publicados, regista-se que os preços, ajustados pela inflação. subiram em 31 dos 45 mercados analisados. Em termos nominais, a conclusão é similar com uma subida em 32 países.

A Europa lidera. De facto, do top 10 constam 6 países europeus, e dos 22 analisados, 18 registaram subida de preços.

Turquia, China, Suécia, Roménia e Qatar, são os países que lideram o ranking das subidas, ao passo que Russia, Mongólia, Porto Rico, Hong-Kong, Egipto e Emirados Árabes Unidos estão na cauda do pelotão.

A cidade de Istambul registou uma valorização homóloga de 19,05%, mantendo ainda uma subida em cadeia no 1º trimestre de 2016 de praticamente 5%. Shanghai regista igualmente uma valorização assinalável de quase 17% em termos homólogos e uma subida em cadeia superior a 6%.

Irlanda, por seu turno, observa uma subida nos preços, em termos homólogos, de quase 8% mas uma queda em cadeia no 1º trimestre de 2016 de -0,12%.

Roménia, em 3º lugar no ranking global, é também o mercado que mais valorizou em cadeia, 7,5%.

Do lado das quedas, de assinalar o Egipto, com uma quebra de preços, em termos homólogos, de -9,5% mas uma valorização assinalável de 12,21% em cadeia. É, aliás, o mercado que mais valorizou no 1º trimestre deste ano.

A Russia mantém-se na cauda do pelotão, com uma queda homóloga de -9,65% mas o mercado que mais caiu foi o da Mongólia (-14,28%). Olhando as variações em cadeia, conclui-se que foi Hong-Kong que mais desvalorizou no 1º trimestre de 2016.

Por fim, nota para Portugal, com uma subida homóloga de 3,18% apesar de uma ligeira queda no 1º trimestre de -0,56%, ocupando um lugar a meio da tabela.

Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Habitação valoriza um pouco por todo o Mundo

Segundo o The Economist House Price Index. que segue a evolução dos preços na habitação em 26 países, em 21 deles se observa uma tendência de subida, com uma valorização média de 4,7%. China, Itália, França, Grécia e Singapura são os únicos países que actualmente observam quedas, ou seja, 3 desses países são europeus.

The Economist House Price Index

Comparando a evolução de alguns mercados, no período entre o 4º trimestre de 2007 e de 2014, concluímos que poucos foram aqueles que efectivamente já recuperaram as quedas resultantes da crise imobiliária e financeira vivida globalmente.

Observando o gráfico em baixo, conclui-se que apenas Alemanha e China registam uma valorização na habitação no período referido, ao passo que países como Irlanda, Espanha e até mesmo os Estados Unidos estão longe de recuperar, em termos reais, a desvalorização sentida nos seus mercados.


Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Casas em Portugal mantêm tendência de valorização

Segundo dados hoje publicados pelo Eurostat, os preços das casas em Portugal subiram 2,9% no 2º trimestre de 2015, quando comparado com igual período de 2014. Portugal está, assim, há 7 trimestres consecutivos a ver o seu sector residencial a valorizar. Analisando os dados em cadeia, depois de 3 trimestres sem ver os preços a subir, o 2º trimestre deste ano reporta uma valorização das casas em 3,7% face ao 1º trimestre:


Olhando um pouco para os restantes países da União Europeia, regista-se que a Suécia apresentou a maior valorização homóloga, com uma subida de preços de 13,2%, levando mais de 11 trimestres consecutivos sempre a crescer. Hungria (11,9%), Irlanda (10,7%) e Estónia (10,5%) são os restantes países que registaram subidas acima dos 10%.

Do lado das quedas, Letónia, França e Itália mantêm-se em queda. No entanto, é de registar que apesar desta desvalorização homóloga, todos estes países registaram uma valorização em cadeia.  Na realidade, só Malta e Roménia viram os preços das suas casas cair do 1º para o 2º trimestre de 2015. A esmagadora maioria dos países europeus regista subidas.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Investimento imobiliário na Europa atingirá 210 biliões em 2015

Segundo um research da Savills, o volume de investimento imobiliário na Europa poderá atingir os 210 biliões de euros no corrente ano de 2015. Para os 15 países monitorizados pelo estudo, o valor investido poderá oscilar entre os 210 e os 220 biliões de euros, representando um acréscimo de 5% a 10% face a 2014:


O ano de 2014 já marcou um crescimento significativo no investimento em imobiliário com quase 200 biliões de euros alocados, 36% acima do registado em 2013. Ao mesmo tempo que se regista uma subida no investimento, verifica-se o regresso de negócio de grande dimensão: mais de 7,7 biliões de euros foram investidos em transacções superiores a 1 bilião de euros, representando um crescimento de 80% face a 2013.

Dos 15 países analisados neste estudo, destaque total para a Irlanda. Com a economia a crescer (4,8% nos primeiros 9 meses de 2014, e 4% previstos para 2015), o desemprego a diminuir e a recuperação do mercado imobiliário nos segmentos residencial, escritórios e retail, espera-se uma maior compressão das yields de escritórios, com uma queda de 125 bp's, aliada a uma subida de 36% nas rendas. Dublin poderá observar, assim, um assinalável crescimento no valor dos activos imobiliários.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Habitação sobe 2,2% em 2014

De acordo com os dados hoje publicados pelo Eurostat, o sector da habitação em Portugal valorizou 2,2% durante o ano de 2014. Apesar de registar já 2 quedas consecutivas, durante os 3º e 4º trimestres do ano passado, Portugal conseguiu mesmo assim observar uma subida ao longo de todo o ano.

Os campeões europeus na valorização de habitação em 2014 são claramente a Irlanda (16,3%), Malta (11%) e Estónia, Reino Unido e Suécia, estes últimos com valorizações acima dos 10% (variações homólogas). Já o País com a maior queda homóloga foi a Eslovénia (-4,4%), seguida de França e Itália.
Fonte: Eurostat, val. homólogas 4º trim 14
Tal como se referiu, Portugal aparenta dar alguns sinais de abrandamento, com 2 trimestres consecutivos em queda. Já a Letónia, depois de 8 trimestres consecutivos a valorizar, regista um enorme trambolhão de -10,2% no 4º trimestre de 2014, comparando com o trimestre anterior do mesmo ano. Os investidores russos que habitualmente compravam habitação de segmento alvo desapareceram do mercado, consequência da recente crise que se vive no país fruto da queda do preço do petróleo.
Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Mantém-se tendência global de valorização da habitação

A valorização do segmento da habitação é uma realidade a nível global. Depois de alguns anos mais complicados, após a crise do subprime, o segmento residencial está finalmente a recuperar.

Segundo a Global Property Guide, 31 dos 41 países monitorizados no seu índice observaram subidas no valor da habitação (valores ajustados pela inflação).

Europa na Liderança

A maior parte dos países europeus registou uma subida de preços. A Irlanda está agora à cabeça do pelotão mundial com uma valorização de quase 17% durante 2014. No total, foram 17 países que registaram valorizações no segmento da habitação com destaque, para além da já mencionada Irlanda, para Estónia, Suécia, Turquia e Reino Unido.

No entanto, há ainda alguns países a atravessar alguma dificuldades, tais como Portugal, Espanha, Finlândia e Roménia.

Destaque igualmente para os mercados russo e ucraniano com as maiores quedas anuais, furto da crise e do conflito armado que se tem vivido nos últimos meses.

Ásia a perder força

Os mercados asiáticos aparentam estar a perder alguma força com apenas 2 excepções: Japão e Hong Kong. De resto, importantes países como China, Singapura e Taiwan registaram desvalorizações nos seus mercados residenciais.

Estados Unidos a crescer mas... menos!

A valorização do segmento residencial norte-americano mantém-se mas de forma menos acentuada. O índice S&P Case-Shiller subiu 3,85% durante o ano de 2014 depois de uma notável subida de quase 10% em 2013. Independentemente disso, a actividade de construção e o número de transacções mantém-se em alta.

Bons negócios (imobiliários)!

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Ler também:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Tigre Celta está de volta

O imobiliário irlandês parece estar de volta. Depois de um longo período de quedas que durou 5 anos, o sector residencial tem vindo a recuperar. Em Novembro de 2014, o preço das casas na Irlanda disparou 16,2% yoy, segundo dados do Central Statistics Office Ireland. Os dados mais recentes do Eurostat também já vinham mostrando essa recuperação.

Só em Dublin, em igual período, o preço das casas disparou 22,4%, gerando já algumas preocupações relativamente à hipótese de formação de uma nova bolha imobiliária. No centro da cidade, o preço médio de um apartamento é agora de € 258.108.

Já fora da capital, os aumentos registados foram mais modestos mas mesmo assim de assinalar, entre 2,5% e 5,7%. Só na região de Limerick os preços caíram 0,9%.

Entre 1997 e 2007, o sector residencial irlandês observou uma valorização acumulada de uns impressionantes 268% para casas usadas e de 216% para casas novas. O rebentar da bolha, em 2008, representou uma queda acumulada subsequente (até 2012) de quase -60%.

A recuperação agora observada está intimamente relacionada com a recuperação económica. Mesmo com as taxas directoras do BCE em mínimos históricos, a realidade é que o montante de crédito concedido para aquisição de habitação tem-se mantido relativamente estável.



Também as rendas residenciais têm subido bastante com o diminuir da oferta disponível para arrendamento. Na capital irlandesa, as rendas levam já uma subida acumulada de 30% em apenas 2 anos, e tudo isto num cenário deflacionista que o País e a própria Europa vivem. Por força deste aumento, as yields diminuíram um pouco, estando agora em 5,7% (no centro da capital atingem 7,3%).

Bons negócios (imobiliários)!

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Nota: A expressão "O Tigre Celta" refere-se à Economia Irlandesa, mais especificamente ao período de boom económico vivido entre 1995 e 2000, período em que o PIB irlandês subiu entre 7,8% e 11,5% ao ano. O termo procura espelhar alguma semelhança com os "Tigres Asiáticos" (Hong Kong, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan) durante os seus períodos de rápido crescimento económico nos anos 80.

Todos os dados constantes deste artigo foram retirados do site Global Property Guide.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A crise imobiliária na Europa

Boa reportagem da Euronews, a falar um pouco sobre a crise imobiliária na Europa e a apresentar alguns dados sobre a actualidade do mercado irlandês.

Muito interessante ouvir David McWilliams, principalmente aqueles que olham para a Irlanda como um exemplo de cumprimento de um Programa de Assistência Financeira, de recuperação económica e saída da crise.

No caso da Irlanda, a recuperação do mercado e da economia é mais uma observação estatística do que propriamente uma recuperação. Com uma taxa de desemprego de 2 dígitos, uma emigração em massa de jovens irlandeses, a maior dívida do Mundo, a coisa não poderia ser de outra forma. "Se a Economia não pode crescer, os números que temos são apenas bons títulos para jornais".

Ouço isto e vejo Portugal.

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Bons negócios (imobiliários)!