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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Março 2019


Março viu bastante atividade no sector imobiliário espanhol. No total, o investimento ascendeu a 2 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, de acordo com o BNP Paribas, menos 5% em termos homólogos, com os sectores de terrenos, escritórios e retalho a mostrarem-se particularmente activos durante o último mês do trimestre. Foram fechados negócios em Madrid, Pamplona, Marbella e Sevilla, entre outros.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

EUA: mercado hoteleiro em crescimento

O investimento em unidades hoteleiras nos Estados Unidos da América não pára de crescer. Durante o ano de 2018, o número de transacções cresceu 25% enquanto que o volume de transacções subiu quase 50%.

De acordo com a empresa STR, que analisou mais de 507 transacções no mercado hoteleiro norte-americano, o volume global transacionado situou-se acima dos USD 29,5 biliões, um valor que se situou 49% acima do registado em 2017.

As transacções mais caras registaram-se nos Soho House Chicago e the Plaza Hotel, ambos a serem vendidos por um preço superior a USD 2 milhões por quarto. Individualmente, o Waldorf Astoria Grand Wailea, no Hawai, registou a maior venda individual pela módica quantia de USD 1,1 biliões.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Habitação: Lisboa regista o maior crescimento de rendas no Mundo

Lisboa é a cidade com o maior aumento de rendas no Mundo, segundo um estudo realizado pela CBRE. A capital portuguesa registou um aumento médio das rendas residenciais de 20,9%, bem acima dos 11,1% ocorridos em Madrid (variação homóloga entre o 1º trimestre de 2017 e igual período de 2018).

Em igual período, e segundo a mesma publicação, Lisboa registou um aumento dos preços de venda na habitação de 5% com as casas a custarem, em média, quase USD 210.000. As yields médias de mercado fixaram-se nos 4,5%.

Hong Kong é o local mais caro do Mundo para se comprar uma casa, com um preço médio de USD 1,2 milhões. Já noutro post aqui no blogue tínhamos concluído que Hong Kong era o mercado residencial mais caro do Mundo segundo o Índice de Afordabilidade.

A análise realizada pela consultora a um total de 35 destinos mundiais conclui que Singapura, Shanghai, Vancouver e Shenzhen completam o top 5 dos mercados residenciais mais dispendiosos. Lisboa ocupa o 31º lugar nesta lista, estando Istambul no último lugar da tabela.


Barcelona foi a cidade que registou maior aumento de preços ao longo de 2018, com um crescimento de 16,9%, seguindo de Dublin com 11,6%. Duas cidades europeias no topo do crescimento de preços na habitação em 2018.

No mercado hoteleiro, Lisboa também dá cartas ocupando o 5º lugar do destino mais caro na Europa com um preço médio por quarto vendido de € 127,7, atrás de cidades como Paris, Londres, Roma e Milão.

Bons negócios (imobiliários)!
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Espanha: investimento imobiliário cresceu 8% em 2018

O volume de investimento anual no setor imobiliário espanhol totalizou € 11,63 mil milhões em 2018, o que representou um aumento de 8% em relação a 2017. Se somarmos as operações corporate com imóveis subjacentes a esse volume, então o número aumenta para € 19 mil milhões, o que representa um record de investimento desde o fim da crise, de acordo com o último relatório do BNP Paribas Real Estate na Espanha. O relatório destaca que o interesse de investidores no sector imobiliário espanhol em 2018 atingiu o seu nível mais alto por uma década.

Durante o quarto trimestre do ano, o volume de investimento directo em activos imobiliários - escritórios, armazéns logísticos, hotéis, varejo e residencial - totalizou € 3,7 mil milhões, o que representou um aumento de 58% em relação ao ano anterior. A evolução da atividade do investidor superou, portanto, as expectativas do setor no início do ano.

“Os bons tempos que os fundamentos do mercado estão a desfrutar, com os níveis de ocupação em máximos e arrendamentos estáveis ou em expansão nos mercados mais consolidados, junto com o capital excedente e as alternativas limitadas oferecidas por outros produtos financeiros, fomentaram um frenético ritmo de atividade no mercado de investimentos”, explica o relatório.

Por tipo de activo, o sector comercial (retalho) foi a estrela do ano. O volume investido em activos comerciais durante 2018 totalizou € 4,28 mil milhões, o que representa um aumento de 23% em relação a 2017. Durante o quarto trimestre, o investimento atingiu € 1,26 mil milhão e,  assim, o sector alcançou uma participação de mercado trimestral de 35%. A maior operação no último trimestre do ano foi a compra de uma carteira de três centros comerciais - Max Center, Gran Casa e Valle Real - pela Sonae Sierra e Perter Varbacka por 485 milhões de euros.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Porto: a nova coqueluche do turismo Português.

É inegável que Portugal está na moda e as suas cidades e regiões são atracções cada vez mais apetecíveis e reconhecidas. Não será apenas por razões fiscais que personagens como Philip Stark, Eric Cantona, Madona, Christian Louboutin, Monica Bellucci ou recentemente Scarlett Johansson escolheram Portugal para a sua nova morada, quando poderiam ter escolhido qualquer outro destino (também esse fiscalmente amigável).

Os prémios e os artigos na imprensa internacional acumulam-se. Em Junho deste ano, durante a última gala dos World Travel Awards (considerados os Óscars do Turismo Mundial), Portugal recebeu 36 prémios, entre eles, o Melhor Destino Europeu pelo segundo ano consecutivo, e Lisboa foi considerada o Melhor Destino Citadino Europeu pela primeira vez. Mas apesar do destaque que Lisboa tem tido nos últimos anos, há uma segunda cidade Portuguesa que vai surgindo como sua rival, em termos de notoriedade e ameaça agora roubar-lhe a ribalta. Estamos a falar do Porto, está claro. A Lonely Planet recentemente destacou o Porto como a melhor cidade Europeia que não uma capital.

O que mudou? Porquê agora?

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Julho

Em Julho, todos os olhos estavam mais uma vez voltados para o sector dos NPLs com Sabadell e o Banco Santander nas manchetes. Além disso, houve negócios em grande quantidade nos sectores de escritórios, retalho e hotelaria antes das férias de verão.

Após a venda de uma carteira de NPLs de 900 milhões de euros ao fundo norueguês Axactor no mês passado, Sabadell continuou com a limpeza do seu balanço, atribuindo € 9,1 milhões em activos tóxicos à Cerberus (Projetos Challenger e Coliseu) e € 2,5 mil milhões em empréstimos imobiliários para Deutsche Bank (Projecto Makalu). Sabadell e Cerberus concordaram em seguir os passos do Santander, BBVA e CaixaBank, criando uma joint venture em que o fundo deterá uma participação majoritária (neste caso, 80%) e o banco manterá uma participação minoritária (20%). Sabadell informou também que manterá a Solvia por enquanto, mas não descarta a sua venda no próximo ano.
Além disso, o Banco Santander, que vendeu do Projeto Quasar a Blackstone há pouco mais de um ano, anunciou em Julho que pretende dar um empurrão final para a limpeza do seu balanço, colocando uma carteira de € 5-6 mil milhões à venda. A referida instituição bancária espera fechar a transacção antes de Setembro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Junho

A maior parte dos negócios efectuados em Junho são referentes à dívida perdida, tanto em volume quanto em número. Além disso, outras operações foram fechadas nos sectores hoteleiro, retalho e residencial.

O CaixaBank e a sua representante Servihabitat conseguiu transferir cerca de € 6,7 bilhões em activos tóxicos a uma nova joint venture que se encontra em criação com o fundo americano Lone Star. O referido acordo demonstra que a entidade catalã segue os passos dos seus rivais, o Banco Santander e o BBVA, que criaram joint ventures para um propósito similar no ano passado com a Blackstone e a Cerberus, respectivamente. O CaixaBank tinha acabado de retomar o controlo total da Servihabitat em 8 de junho, depois de desembolsar € 176 milhões para recomprar a participação de 51% que havia vendido a outro fundo de investimento dos EUA, a TPG, há cinco anos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Espanha: Investimento hoteleiro mantém-se em alta

O investimento em activos hoteleiros em Espanha manteve-se em alta durante o 1º semestre de 2018. De acordo com dados publicados pela Colliers Internacional, foram investidos mais de 1,8 mil milhões de euros em activos hoteleiros entre Janeiro e Junho do presente ano, valor que ficou pouco abaixo dos 2,1 mil milhões de euros registados em igual período de 2017. Trata-se, assim, do 2º melhor ano em termos de investimento em hotéis no mercado espanhol.


A Blackstone (que recentemente encaixou 900 milhões de euros com venda de shoppings em Portugal) foi a entidade mais activa no mercado com a aquisição da totalidade do capital da Hispania, isto já depois de fortes investimentos no ano passado. Também as Socimi estiveram bastante activas tendo tomado 34% do total da actividade de investimento hoteleiro.

Em termos de localização, os investidores optaram por destinos mais turísticos, como as Ilhas Baleares e Canárias que em conjunto ficaram com 53% do montante total investido. Madrid e Barcelona, que tinham sido destinos preferidos em igual período de 2017, ficam agora atrás das opções dos investidores.

A recuperação do sector tem sido notória. Nos últimos 4 anos, foram investidos mais de 10 mil milhões de euros em activos hoteleiros, com o mercado a acreditar em fundamentais fortes para o sector. Numa primeira fase, mais concentrados em activos citadinos, os investidores parecem agora mais confortáveis em investir em destinos mais turísticos.

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 27 de março de 2018

Estrangeiros tomam a dianteira no investimento imobiliário em Espanha

Os investidores estrangeiros (não-domésticos) ganham cada vez mais preponderância no investimento imobiliário em Espanha. Dos cerca de 9 mil milhões de euros investidos no mercado no ano de 2017, mais de 60% foram investidos por não-domésticos, ou seja, perto de 5,7 mil milhões de euros.

Ao contrário do que aconteceu durante os anos 2011-2013, período em que o investidor espanhol tomava a maior fatia do mercado, desde 2014 que os investidores estrangeiros regressaram em força ao investimento imobiliário em Espanha.


De entre os investidores estrangeiros, destacam-se os norte-americanos com 40% do montante total investido, ficando mesmo assim atrás dos investidores europeus que tomaram quase 50% do total. Em termos de segmentos de mercado, enquanto que os investidores europeus preferiam investir em retail, já os norte-americanos preferiram colocar o seu dinheiro em escritórios e hotéis.

Destaque para os activos imobiliários alternativos, com 18 transacções realizadas, grande maioria em residências de estudantes.

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também Espanha: investimento imobiliário atinge € 9 mil milhões

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Espanha: investimento imobiliário atinge € 9 mil milhões

O investimento em commercial real estate em Espanha chegou aos 9 mil milhões de euros no ano de 2017, de acordo com dados publicados pela Savills. O montante referido, apesar de não representar um recorde histórico no mercado imobiliário espanhol, é mesmo assim o valor mais elevado da última década.


Os segmentos de hotéis e retail registaram valores recorde de investimento, enquanto que escritórios e logística caíram face a 2016, sobretudo devido à falta de espaço disponível.

Mais de 60% do investimento foi realizado por investidores estrangeiros que continuam a representar uma larga fatia do mercado com fundos norte-americanos à cabeça, seguidos de investidores britânicos e franceses.

A acompanhar a subida do investimento, mas em sentido contrário, estão as prime yields de mercado que voltaram a cair na maior parte dos segmentos do imobiliário. O segmento de escritórios aparenta estar mais estável, à medida que as yields das obrigações do tesouro vão também estabilizando.

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também Investimento imobiliário em Espanha bate recordes

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Madrid: mais 2.000 quartos hoteleiros projectados

A oferta hoteleira em Madrid está prevista aumentar em mais de 2.000 quartos durante os próximos 5 anos com a abertura de diversas unidades hoteleiras na capital espanhola. A maior parte desta nova oferta diz respeito a hotéis de 5 estrelas, segmento com oferta muito moderada em Madrid, quando comparado com outras capitais europeias, refere a Deloitte.

A actual oferta de hotéis de 5 estrelas totaliza cerca de 5.000 quartos pelo que o acréscimo de mais 2.000 é substancial no panorama hoteleira de Madrid. Na realidade, o primeiro hotel de 5 estrelas abriu já em Dezembro, pertença da Hyatt, com 159 quartos, num investimento que rondou 30 milhões de euros. Durante o 1º trimestre de 2018 está projectado abrir mais um hotel de 5 estrelas, da cadeia VP, com 214 quartos e um investimento de 90 milhões de euros.

Outras unidades hoteleiras estão projectadas para 2019, tais como um Four Seasons, um hotel 4 estrelas da RIU e um Marriott Starwood com 160 quartos.

Naturalmente, este crescimento na oferta poderá provocar algum impacto nos preços dos quartos vendidos. O revpar dos hotéis de 5 estrelas em Madrid subiu 6,4% nos últimos anos, 4 vezes acima de muitos outros destinos europeus, devido a um aumento de preços mas também da ocupação. Espera-se, pois, um crescimento nos preços hoteleiros de Madrid com o aumento da qualidade da oferta.

Bons negócios (imobiliários).

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Nota: informação retirada do site https://www.auraree.com

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

2017, imobiliário em Espanha: um ano recorde


O investimento continuou, em 2017, a ser impulsionado por indicadores macroeconómicos em geral positivos, apesar da tensão politica na Catalunha. O PIB Espanhol aumentou 3,1% em 2017; o desemprego interno diminuiu em 290.192 pessoas alcançando os 3,14 milhões, atingindo o nível mais baixo desde 2008; e as taxas de juro continuaram no nível mais baixo da história. Como resultado, o investimento total em imobiliário alcançou os 10,3 milhões de euros entre Janeiro e Setembro; e está previsto exceder os 12 mil milhões de euros tendo em conta o ultimo trimestre, motivado pelos sectores hoteleiro e de retalho (que atingiram um investimento de 3,75 mil milhões de euros e 3 mil milhões de euros, respetivamente).

Os investidores de Espanha estiveram mais ativos em 2017 que em 2016, mas foram os investidores estrangeiros quem ficou com a maioria das ofertas de grande relevo. O fundo norte-americano Blackstone dominou os sectores bancário, hoteleiro e de logística, para se tornar a maior empresa privada de imobiliário do país. Geograficamente, a atividade imobiliária esteve sobretudo focada em Madrid e Barcelona, mas várias capitais, tais como Sevilha, Valencia, Bilbao e Zaragoça, também viram aumentos substanciais no volume de transações. Além disso, a atenção dos investidores cresceu em relação aos sectores de logística e ativos de uso alternativo (residências de estudantes, bombas de gasolina, residências assistidas, escritórios para co-working) e as Socimis deram continuidade a especialização dos seus portfólios. O mercado residencial manteve-se estável na sua recuperação, com promotores imobiliários a investir em terrenos em todo o país e os investidores a apoiarem o cada vez mais rentável mercado de arrendamento. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Investimento imobiliário em Espanha bate recordes

De acordo com dados recentemente divulgados pela JLL, o mercado imobiliário espanhol registou novo recorde histórico de volume de investimento em imobiliário no ano de 2017. O ano encerrou com um montante total investido em imóveis de quase 14 mil milhões de euros, um valor que ficou 45% acima do registado em 2016.

Apesar dos investidores terem adquirido imóveis em todos os segmentos de mercado, os segmentos de retail e hotéis destacaram-se de entre os restantes, com o primeiro a absorver uma fatia de 3,9 mil milhões de euros, e o segundo a registar um acréscimo de 75% face a 2016, tal como já tínhamos noticiado aqui no blogue. De facto, o mercado hoteleiro transaccionou 182 unidades num total de quase 29.000 quartos, num preço médio por quarto de € 119.000, um valor que ficou 30% acima da média registada em 2016.

O segmento de escritórios foi o terceiro mais activo no mercado em 2017 com um volume transaccionado de 2,2 mil milhões de euros, apesar de ter registado um decréscimo face a 2016 de 20%.

O segmento residencial também esteve bastante activo, tendo inclusive registado a maior taxa de crescimento entre 2016 e 2017: 160%! Os investidores aplicaram um total de quase 2,1 mil milhões de euros, bem acima dos 800 milhões observados em 2016.

Bons negócios (imobiliários)!


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Espanha: Investimento hoteleiro dispara

O investimento em hotéis em Espanha disparou no ano de 2017, segundo dados do Portal Idealista. Estimativas apontam para transacções no montante global de 3,2 mil milhões de euros, representando um aumento de 45% face a 2016, superando o recorde anteriormente registado em 2015 em 25%.

A maior operação realizada no ano transacto refere-se à aquisição de 14 unidades que o Sabadell vendeu à Blackstone pelo valor de 630 milhões de euros.

Esta subida no investimento hoteleiro coloca esta classe de activos num outro patamar no panorama global do investimento imobiliário em Espanha. Com este novo recorde, o investimento em hotéis representa já 30% do investimento total em imóveis no País vizinho, apenas abaixo do investimento em retail.

Madrid e Barcelona são as cidades onde se regista maior actividade com mais de 30% das transacções realizadas (em valor). No entanto, Valência, Bilbau e Sevilha são também cidades bastante procuradas.

No total, entre Janeiro e Novembro, foram realizadas 94 operações com 109 unidades hoteleiras a ser transaccionadas.

O ano de 2018 promete caso se concretize a intenção do Barceló adquirir o portfólio do Grupo NH Hotel, numa operação estimada de quase 2,5 mil milhões de euros.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Novembro

Novembro foi um mês atarefado. Fecharam-se negócios em todos os sectores e regiões. A incerteza sobre o futuro da Catalunha continuou e as eleições regionais já foram convocadas para 21 de Dezembro e a campanha começou.

Principais Negócios

Cerberus celebrou o segundo maior negócio do ano no sector imobiliário, após negociação com sucesso da compra de uma participação de 80% na carteira imobiliária do BBVA por 40 mil milhões de euros. O referido preço resultou um desconto de 61,5% do valor bruto da carteira, traduzindo-se num golpe de “boas-vindas” para o fundo norte-americano, depois de ter ficado fora da venda do portfólio do Banco Popular por parte do Santander. O administrador da Cerberus em Espanha, Haya Real Estate, encarregar-se-á da gestão da referida carteira.

A Bain Capital fechou o negócio da aquisição do promotor catalão Habitat por 220 milhões de euros, apesar da incerteza política na região. Todavia, os termos finais da operação precisam ainda de ser acordados, mas a entidade de private equity ganhou a concorrência da Oaktree e Apollo para adquirir cerca de 2,5 milhões de terreno pertencente à Habitat com capacidade construtiva de 2.000 fogos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A qualidade como paradigma do turismo português

Recentemente, li o título de um artigo que dizia mais ou menos o seguinte: ”Qualidade do turismo não se faz apenas com bons hotéis. Precisa de uma liderança forte”.

Já uma vez escrevi sobre a qualidade do turismo português (A qualidade como paradigma do Turismo Português – Outubro de 2013), em que defendi todo o trabalho que desde 1970 foi feito no seu desenvolvimento. Neste desenvolvimento, a qualidade foi sempre uma preocupação presente. Escrevi sobre a qualidade dos hotéis e a necessidade de uma formação hoteleira adequada e da promoção do país. Mas outros aspectos são tão ou mais importantes que estes. 

Para mim, a qualidade de um destino compõe-se de três vertentes muito importantes: a capacidade de fixação do turista, a capacidade de atracção desse mesmo turista e o seu acolhimento.

Estas três vertentes têm que ser implementadas com muita perseverança ao longo de todo o processo de consolidação de um qualquer destino turístico.

E foi isso que se passou em Portugal ao longo dos últimos cinquenta anos. Já escrevi sobre a implementação da capacidade de fixação. Importa agora referir os dois restantes aspectos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Espanha - Mercado Imobiliário, Agosto

Embora Agosto seja normalmente um período de silêncio no sector imobiliário, foram fechados dois grandes negócios.

Em primeiro lugar, o Santander finalizou a venda de 51% do negócio imobiliário do Banco Popular à Blackstone por cerca de 5,1 milhões de euros. O fundo norte-americano foi o principal candidato na aquisição da maior parte da carteira de 30 mil milhões no final de Julho. A transacção vigorará no 1.º trimestre de 2018, incluindo a venda da Aliseda.

A Hispania concluiu a venda do seu portfolio de escritórios à Swiss Life por 510 milhões de euros. O Portfólio contém cerca de 20 propriedades localizadas em Madid, Barcelona e Málaga, com uma área total de 182.000 m². A Mútua Madrileña concluiu a transacção do Palácio de Miraflores que é actual sede da Nike no centro de Madrid. O referido imóvel foi vendido à Remer Investment por cerca de 60.000.000€. Continuaram as negociações entre Lar e Colonial sobre a venda de dois edifícios no Norte de Madrid por cerca de 100 milhões de euros, já que a SOCIMI onde a Pimco detém uma participação continua com o seu plano estratégico na alienação dos seus activos não essenciais e em focar-se nos centros comerciais. No distrito 22@ de Barcelona, a Mediapro coloca a sua sede de 55.000 m² à venda por 60 milhões.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Portugal é alvo dos investidores em Hotéis

Segundo dados disponibilizados pela Consultora CBRE, Portugal está no top 10 da preferência dos investidores em Hotéis na Europa. Num ranking liderado pelo Reino Unido, o nosso País encontra-se na 8ª posição.

Num inquérito realizado pela Consultora a um conjunto de 485 investidores institucionais, Portugal apresenta-se como destino preferencial para 5% deles, tendo o Reino Unido reunido 17% de respostas afirmativas.

Os inquiridos são fundamentalmente provenientes do Continente Europeu (53%), sendo o investimento essencialmente doméstico, portanti.

Os investidores apontam a disponibilidade de dívida, para a realização dos seus investimentos, como um factor importante para a tomada de decisão. Na realidade, 70% dos investidores planeia alavancar os seus investimentos hoteleiros entre 30% a 65%,

Os inquiridos olham para o investimento em hotéis como sendo um investimento de longo prazo, já que uma larga maioria de 74% dos inquiridos planeia deter esses investimentos por mais de 5 anos.

Bons investimentos (imobiliários)! E hoteleiros!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Lisboa no top europeu do investimento em hotéis

O Hotel Investment Attractiveness Index, da Consultora Colliers International, coloca  a cidade de Lisboa no Top 20 das cidades mais atractivas ao investimento hoteleiro.

Este índice é o resultado da ponderação de 12 factores:
  • População;
  • PIB per capita;
  • População empregada;
  • Desemprego;
  • Chegada de turistas;
  • Taxa de ocupação quarto;
  • Preço médio por quarto vendido;
  • Revpar;
  • Preço médio dos terrenos;
  • Custos médios de construção;
  • Exit yields;
  • Mercado de Investimento (volume).
A ponderação destas 12 variáveis ditou então o ranking apresentado, colocando Lisboa na 12ª posição das cidades mais atractivas ao investimento hoteleiro na Europa.

Sem grandes surpresas, Paris, Londres e Barcelona ocupam os 3 primeiros lugares do ranking. Paris, à cabeça, destaca-se por apresentar preços médios de terrenos ligeiramente abaixo dos verificados em Londres. De resto, ambas as cidades destacam-se por apresentarem uma forte subida na procura, performance elevada do mercado hoteleiro, enorme interesse de investidores e muita liquidez no mercado.

Lisboa destaca-se por ser uma das cidades onde o preço médio dos terrenos é mais baixo na Europa, só suplantada por Bucareste e Budapeste.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Mercado Imobiliário Espanha - Janeiro


Janeiro foi outro mês activo no mercado imobiliário espanhol. A maioria dos principais players do mercado e analistas publicaram resultados e estatísticas referentes a 2016. Vários negócios de médio porte foram também fechados. A apetência para o mercado espanhol por parte de investidores nacionais e internacionais parece continuar bem em 2017.

Resultados para 2016

De acordo com a JLL, o investimento total em activos imobiliários do sector terciário ascendeu a 8.757 milhões de euros em 2016, o segundo maior valor de sempre (em comparação com 9.400 milhões de euros em 2015). Os activos comerciais (principalmente centros comerciais e ruas) representaram a maior parte das despesas (2.977 milhões de euros), seguidos dos escritórios (2.806 milhões de euros) e dos hotéis (2.155 milhões de euros).