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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Alojamento Local: Avenida dos Aliados e Chiado são as zonas mais rentáveis

A Avenida dos Aliados e a Rua Mouzinho da Silveira, na cidade do Porto, são as áreas que podem gerar as receitas mais elevadas para os proprietários de unidades de Alojamento Local, de acordo com a GuestReady numa versão inspirada no jogo de mesa Monopólio, que inclui os preços médios diários das unidades de Alojamento Local cobrados através da Airbnb nas principais zonas de Lisboa e Porto, em substituição das áreas tornadas famosas pelo jogo de 1930.

Esta solução foi criada com base num estudo de mercado realizado recentemente por esta empresa de gestão de unidades de Alojamento Local em Portugal, tendo como objetivo mostrar aos proprietários das unidades de alojamento de Lisboa e do Porto quanto poderão ganhar por dia anunciando as suas propriedades em plataformas de aluguer de curta duração.

O estudo indica que um apartamento com dois quartos pode render por dia até €150 na Avenida dos Aliados, com uma unidade idêntica a poder gerar até €140 na Rua Mouzinho da Silveira. Propriedades semelhantes na Rua do Alecrim e na Rua Garret, em Lisboa, podem também atingir receitas de €130 diários.



De resto, os proprietários de alojamentos situados em zonas centrais de Lisboa e do Porto, como o Chiado, a Baixa, a área da Estação de S. Bento e a Rua de Sta. Catarina podem obter receitas diárias até aos €120 com os seus apartamentos anunciados em plataformas como a Airbnb. 

As zonas mais baratas presentes neste estudo da GuestReady são a da Rua da Cedofeita, no Porto, com preços médios entre os €70 e os €85 para apartamentos com um e dois quartos, respetivamente, bem como a da Av. Almirante Reis e do Largo do Rato, em Lisboaa, com valores médios entre os 70 e os 90 euros por dia, consoante a tipologia. 

Algumas áreas à volta das estações ferroviárias apresentam também valores de aluguer mais baixos do que outras resentes neste jogo, mas os preços continuam a revelar-se atrativos para os turistas que pretendem visitar Lisboa e o Porto, quando comparados com os preços dos hotéis nessas zonas. Um apartamento com um quarto junto à estação de Campanhã pode render em média €55 por dia, enquanto um alojamento semelhante perto da Estação do Oriente chega a custar €75.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Habitação: rendas no Porto são 30% mais baratas que em Lisboa

De acordo com dados publicados pelo INE, as rendas residenciais na cidade do Porto fecharam o ano de 2018 no valor de € 7,85 /m2 /mês. Trata-se de um valor mensal que está 30% abaixo do montante praticado na cidade de Lisboa, cuja renda se fixou nos € 11,16 /m2 /mês.

Comparando com a renda registada no final de 2017, o valor agora observado situa-se 16% acima do de há um ano atrás. Aliás, a subida das rendas em 2018 foi generalizada a todas as freguesias do Porto, com um intervalo entre 7% (Campanhã) e 24% (Bonfim).

É na União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde onde se regista o valor mais elevado do Porto, com uma renda mensal de € 8,86 por m2. Também a União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, União das freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e a freguesia de Bonfim apresentam rendas acima dos € 8 por m2, por mês. Campanhã é a freguesia com a renda mais baixa da cidade do Porto, nos € 6,19 /m2 /mês.

Em 2018 foram registados 3.110 novos contratos de arrendamento, um valor que está ligeiramente abaixo dos 3.177 observados ao longo do ano de 2017.

Um apartamento de tipologia T2, com 100 m2, custará agora um valor mensal na ordem dos € 785, bem abaixo dos mais de € 1.100 que se podem obter em Lisboa.

Bons negócios (imobiliários).

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Habitação: breve retrato do arrendamento em Portugal

Portugal regista uma renda mediana de € 4,80 /m2 /mês, segundo os dados recentemente divulgados pelo INE. Significa isto que um apartamento com 80 m2 custará uma renda mensal na ordem dos € 380. Mas onde será que se encontram as rendas mais baixas no nosso País?

É no Concelho de Belmonte, vila portuguesa do Distrito de Castelo Branco onde encontramos o valor mais baixo das rendas residenciais em Portugal. Aqui, uma casa apresentará uma renda mensal de € 1,70 por m2. 

Curioso verificar que existem apenas 4 locais no País onde ainda é possível obter rendas abaixo dos € 2 /m2: Belmonte, Vila Nova de Foz Côa, Satão e Lamego.

Destaque ainda para a cidade de Bragança, com quase 500 novos contratos de arrendamento firmados em 2018 e uma renda mediana de € 2,49 /m2. Aliás, Bragança registou uma quebra nas rendas de 6%. Castelo Branco, por exemplo, com mais de 500 novos contratos apresenta já uma renda mensal de € 3,14 por m2.

Onde é que as rendas mais subiram?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Habitação: preços no Porto subirão mais do que em Lisboa

O Barómetro Habitação de Out of the Box aponta para um crescimento dos preços na habitação em Portugal durante o ano de 2019, tendo sido esta a estimativa dos 142 inquiridos. No entanto, existe um maior optimismo para o mercado do Porto, com 63% das respostas a apontarem para uma subida de preços, enquanto que para Lisboa esse valor ficou-se apenas pelos 51%. Tendência idêntica quanto ao número de casas vendidas, com o mercado a estimar maioritariamente uma subida nas vendas no Porto (59%), enquanto que Lisboa fica-se apenas pelos 42%.


Para as restantes zonas de Portugal a tendência é similar com excepção da zona do Algarve onde uma esmagadora maioria de 85,7% das respostas a apontarem para uma manutenção dos preços e 71,4% a acreditarem numa estabilização das vendas.

De referir que os profissionais que trabalham em Lisboa estão algo divididos: o mesmo de número de respostas aponta para uma subida ou manutenção das vendas e inclusive a maioria acredita na manutenção dos preços na habitação. Cautela instalada na capital.

Já para os profissionais que trabalham no Porto, a convicção é que as vendas subam (60% dos inquiridos responderam nesse sentido) e os preços subam ou se mantenham (nenhum inquirido antevê uma quebra nos preços).

Os resultados totais do Barómetro Habitação de Out of the Box estão disponíveis aqui.

Bons negócios (imobiliários)!

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Nota informativaO Barómetro Habitação de Out of the Box contou com a participação de 142 profissionais do sector imobiliário, sendo que 41% dos participantes (a maioria) trabalha na área da mediação imobiliária. 63% do total de inquiridos exerce a sua actividade em Lisboa e uma larga maioria de 72% trabalha no sector há mais de 5 anos.

DisclosureOs resultados do Barómetro Habitação de Out of the Box não constituem nem podem constituir, em caso algum, uma opinião de investimento nem sequer vinculam nem podem em caso algum vincular os autores e participantes do blogue, resumindo-se apenas no conjunto das opiniões demonstradas pelos 142 inquiridos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Habitação: preços sobem 8,5%

O Índice de Preços na Habitação em Portugal subiu 8,5% em termos homólogos durante o 3º trimestre de 2018, voltando assim a atingir o valor mais elevados desde que há registos. A subida do índice foi superior nas habitações existentes, com um crescimento de preços 9,2%, enquanto que as fracções novas viram os preços subir 5,6%. Os preços das casas em Portugal levam assim uma recuperação de 40% desde os mínimos registados em 2013

Fonte: INE

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Residências de Estudantes: taxa de cobertura em Portugal é das menores da Europa

A oferta de Residências de Estudantes em Portugal tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. Na realidade, Portugal vivia num estado de quase letargia no que à oferta dizia respeito, com esta totalmente concentrada nas unidades pertencentes às próprias Universidades (poucas) e numa oferta totalmente desregulada, descaracterizada e desfragmentada.

O aumento do número de alunos deslocados, estrangeiros, com maior poder de compra motivou o crescimento de uma oferta mais dedicada, profissional e assente em serviços e equipamentos condizentes com as motivações da procura.

Mas não é só em Portugal que este mercado das Residências de Estudantes tem vindo a crescer. A população estudantil tem vindo a crescer um pouco por toda a Europa com países como Dinamarca, Alemanha e Áustria a registarem forte aumento do número de estudantes, com uma fatia considerável de estudantes estrangeiros. Neste aspecto, e comparando com outras cidades europeias, Lisboa e Porto têm ainda muito para crescer.

O Reino Unido é o país europeu com maior capacidade de acomodação de estudantes, cobrindo 27% do mercado local. Em oposição, Roma cobre apenas 3% do mercado com apenas 6.500 camas para um universo estudantil de 220.000 alunos. Logo de seguida, aparece a cidade do Porto com uma taxa de cobertura de 3,5%. Florença e Madrid apresentam também taxas de cobertura muito reduzidas:


No caso de Lisboa, a capital Portuguesa apresenta igualmente uma taxa de cobertura do mercado muito reduzida mas como rendas mensais superiores que outras cidades europeias como são o caso de Sevilha, Roma ou mesmo Paris. A necessidade de crescimento da oferta instalada para maior cobertura do mercado é notória e isso poderá fazer com que os preços desçam.

Que serviços são oferecidos?

Uma área de lavandaria é o serviço mais comummente oferecido em Residências de Estudantes mas mesmo assim, cerca de 1/3 da oferta instalada não apresenta sequer esta facilidade aos estudantes. Salas de estudo existem apenas em 40% da oferta, espaço para guarda de bicicletas em 37% e garagem para carros em 35% dos empreendimentos existentes.

Em Espanha é comum existir Residências de Estudantes que prestam um serviço de pensão completa, com as refeições a estarem incluídas no valor da renda. No entanto, a proliferação de app's que potenciam um meal delivery  e uma localização mais central de novos desenvolvimentos, perto de restaurantes e cafés. levará uma nova oferta a "desprezar" um pouco mais o serviço de refeições e a apostar em modelos mais desenvolvidos e adequados às necessidades da procura actual.


Bons negócios (imobiliários)!

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Escritórios: Lisboa valoriza 11%, Porto sobe 25%

Segundo uma publicação da Colliers International, é possível concluir que o mercado de escritórios de Lisboa valorizou 11% no período entre Julho de 2017 e Junho de 2018. A renda prime mensal subiu para os € 21,8 /m2 enquanto a prime yield caiu 25 pontos percentuais. A conjugação de ambos resultou numa valorização do mercado em 11%, com um valor prime de € 5.232 /m2.

Por seu turno, a cidade do Porto viu a sua renda prime escalar € 1,75 /m2 por mês, passando de uma renda mensal de € 12,75 por m2 em Junho de 2017 para os € 14,5 /m2 em Junho de 2018. A prime yield caiu para os 6,8% fazendo com que o mercado de escritórios da Invicta tenha valorizado 25% no espaço de 1 ano.

Na Europa, a zona de West End em Londres é aquela que apresenta o maior valor por m2, pela conjugação da maior renda (€ 121,5 /m2 /mês) e uma prime yield de 3,5%. A yield mais baixa situa-se em cidades como Viena, Paris e Madrid (todas com 3%), enquanto que Kiev ainda se mantém com a yield mais elevada (12,5%).

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também:

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Porto: a nova coqueluche do turismo Português.

É inegável que Portugal está na moda e as suas cidades e regiões são atracções cada vez mais apetecíveis e reconhecidas. Não será apenas por razões fiscais que personagens como Philip Stark, Eric Cantona, Madona, Christian Louboutin, Monica Bellucci ou recentemente Scarlett Johansson escolheram Portugal para a sua nova morada, quando poderiam ter escolhido qualquer outro destino (também esse fiscalmente amigável).

Os prémios e os artigos na imprensa internacional acumulam-se. Em Junho deste ano, durante a última gala dos World Travel Awards (considerados os Óscars do Turismo Mundial), Portugal recebeu 36 prémios, entre eles, o Melhor Destino Europeu pelo segundo ano consecutivo, e Lisboa foi considerada o Melhor Destino Citadino Europeu pela primeira vez. Mas apesar do destaque que Lisboa tem tido nos últimos anos, há uma segunda cidade Portuguesa que vai surgindo como sua rival, em termos de notoriedade e ameaça agora roubar-lhe a ribalta. Estamos a falar do Porto, está claro. A Lonely Planet recentemente destacou o Porto como a melhor cidade Europeia que não uma capital.

O que mudou? Porquê agora?

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Habitação: preços sobem há 14 trimestres consecutivos

Segundo dados divulgados pelo INE, o índice de preços na habitação em Portugal (IPHAB) cresceu 2,3% em cadeia, no 2º trimestre de 2018, tendo tido uma variação homóloga de 11,2%. O índice atingiu assim o seu valor máximo, desde que há registo, em 128,49, levando inclusive já um total de 14 trimestres consecutivos de crescimento. Em termos acumulados, os preços em Portugal cresceram 28,5% deste início de 2015, uma média de 2% por trimestre.


O valor médio de venda de uma casa em Portugal encontra-se agora nos € 135.618. É na Área Metropolitana de Lisboa onde se verifica o preço médio mais elevado (€ 182.374), bem acima dos € 125.274 registados na Área Metropolitana do Porto. De referir que a Madeira é a segunda região do País com os preços médios mais elevados (€ 132.391).

No entanto, é no Algarve onde se regista o maior crescimento homólogo de preços (13%), a par da Região Norte e imediatamente acima da Madeira (12%).

No segmento de novos, a Área Metropolitana de Lisboa regista igualmente o preço médio mais elevado, tendo fechado o 2º trimestre deste ano nos € 284.103. Já na Área Metropolitana do Porto, cada casa nova está a ser transaccionada nos € 174.494.

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Habitação: vendas não param de subir em Portugal

O número de casas vendidas em Portugal não para de subir. Segundo dados divulgados pelo INE, foram vendidas 45.619 unidades residenciais no país, durante o 2º trimestre deste ano, valor que representa um crescimento homólogo de 23,7% e de 12% em cadeia (face ao 1º trimestre de 2018). Desde que o INE publica estes dados, trata-se de um valor recorde de casas vendidas em apenas um trimestre.


Só na Madeira se registou uma descida na venda de casas, do 1º para o 2º trimestre, em -5%. De resto, em todas as regiões de Portugal se observaram subidas. Em cadeia, foi nos Açores onde se registou a maior subida no número de casas vendidas (25%), seguido de Alentejo (22%) e da Região Centro (14%).

Já numa análise em valor (€), a Região do Alentejo fica na frente com uma subida de 31% com os Açores a passarem para segundo (28%).

Mais de 85% das casas vendidas no 2º trimestre de 2018 são imóveis usados, demonstrando assim a evidência de que não existe oferta para fazer face a tanta procura. Aliás, esta é uma tendência que dura há já 3 anos, com as casas usadas a representarem mais de 80% do total de casas vendidas em cada trimestre.

Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Habitação: Preços no Porto crescem 23%

Os preços das casas na cidade do Porto não param de crescer. Durante o 1º trimestre de 2018, e em termos homólogos, os alojamentos familiares na Invicta cresceram 23%, acima do crescimento registado em Lisboa. Agora, cada habitação custa € 1.379 / m2, ficando no entanto bem abaixo dos € 2.581 /m2 registados na capital.

Segundo dados do INE, é na União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde onde se registam os preços mais elevados do Porto com um valor mediano de € 2.051 /m2, bem acima dos € 801/ m2 observado na Campanhã, valor mais baixo do Porto. Todas as freguesias observaram um crescimento homólogo dos preços em termos homólogos, com a União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória a registar, inclusive, uma subida de 45%!



Analisando os valores em cadeia, concluímos que a freguesia da Campanhã registou uma quebra de -3% nos preços medianos da habitação, entre o 4º trimestre de 2017 e o 1º trimestre de 2018. De resto, todas as freguesias da cidade observaram uma subida de preços, com a União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória à cabeça a registar um crescimento de 8,2%.

Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Habitação no Porto custa metade do que em Lisboa

Comprar casa no Porto é (ainda) bem mais barato do que em Lisboa. O valor mediano de venda de um alojamento familiar na cidade do Porto foi de € 1.307 /m2 no último trimestre de 2017, bem abaixo dos € 2.438 registados em Lisboa, de acordo com dados divulgados pelo INE.

Em termos homólogos, a cidade do Porto registou uma subida de preços de 18% nos alojamentos familiares tal como Lisboa. Foi na União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória onde se registou maior subida nos preços, com um crescimento homólogo de 36%. De facto, todas as freguesias da cidade do Porto observaram subida dos preços no espaço de 12 meses.

Os preços acabaram por subir menos nos alojamentos novos face aos existentes (11% vs. 16%). Na realidade, em Ramalde e Lordelo os preços nos alojamentos novos acabaram mesmo por cair em termos homólogos, -8% e -1%, respectivamente.

É na União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde onde os preços de venda medianos são superiores - € 1.955 /m2, face aos € 822 /m2 registados na Campanhã. No entanto, em Aldoar, um alojamento novo apresenta um preço mediano de € 2.601 /m2, mesmo assim muito abaixo do preço registado na zona da Av. Liberdade em Lisboa.

Na freguesia da Campanhã a disparidade de preços é muito grande: € 1.626 /m2 para alojamentos novos e € 802 /m2 para os existentes. Face à mediana da freguesia de € 822 /m2 será possível afirmar que uma esmagadora parte da oferta respeita a alojamentos usados, não havendo oferta de novos. Boa oportunidade de investimento em alojamentos para remodelação?

Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Quanto custa arrendar uma casa em Lisboa?

O INE acaba de publicar o seu primeiro índice de arrendamento residencial, o RHAB. Os dados estatísticos agora disponibilizados permitem concluir que Lisboa é a cidade do País com as rendas mais elevadas, com um valor mediano mensal de € 9,62 /m2. Um apartamento com 100 m2 custará, assim, € 962 por mês de renda.

Cascais, Oeiras, Porto e Amadora são as cidades do País que se seguem a Lisboa, com as rendas praticadas mais elevadas, todas com valores acima dos € 6 /m2 /mês, tal como Odivelas e Almada.

Olhando mais atentamente para a cidade de Lisboa, conclui-se que é na freguesia do Parque das Nações onde se praticam as rendas mais elevadas da cidade, com um valor mediano mensal de € 11,7 /m2, muito acima dos € 6,82 /m2 praticados na freguesia de Santa Clara, zona da Ameixoeira. Existem 10 freguesias de Lisboa com rendas acima dos € 10 /m2.

Já na cidade do Porto, as rendas são bastante pouco mais baixas com um valor mediano de € 6,77 /m2. A cidade do Porto é, aliás, mais barata do que Cascais ou Oeiras. A dispersão dos valores de arrendamento dentro do Porto é bastante mais reduzida do que em Lisboa, com a renda máxima a verificar-se nos € 7,26 /m2 /mês em Lordelo / Massarelos, e o valor mais baixo nos € 5,78 /m2 /mês na Campanhã.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Porto: Stock de habitação cresce apenas 1,4% em 10 anos

Segundo dados recolhidos no INE, o stock de habitação na cidade do Porto cresceu apenas 1,4% no período de 2005 a 2015, o que se traduz numa taxa de crescimento médio anual de 0,14%. A cidade do Porto contava com um total de 138.228 alojamentos familiares clássicos no final de 2015. Destes, quase 60% apresentava uma área entre os 60 m2 e os 149 m2, sendo o intervalo sendo 80 m2 - 99 m2 o escalão modal. Mais de metade do stock é de tipologia T3 ou T4.


Bons negócios (imobiliários)!

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Os dados apresentados fazem parte integrante de um Estudo sobre Habitação no Porto realizado por Out of the Box. Para mais informações, envie um e-mail para think@outofthebox.com.pt

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Porto: Habitação nova abaixo dos € 2.500 /m2

Um estudo recentemente realizado por Out of the Box, revela que em média, um apartamento novo na cidade de Porto é transaccionado abaixo dos € 2.500 por m2. As zonas da Baixa do Porto, próximas do rio, e a Av. da Boavista, próximo da zona da Foz, são aquelas que apresentam os preços de venda mais elevados, com valores que podem chegar a quase € 4.200 por m2. Já as zonas de Paranhos e Campanhã são aquelas que apresentam os valores de venda mais baixos, podendo inclusive atingi os € 1.200 por m2.

Os valores obtidos resultam de um levantamento a 52 empreendimentos de habitação nova, num total superior a 600 fracções em venda. Cerca de dois terços do stock em venda no mercado respeita a tipologias T1 e T2.

Bons negócios (imobiliários)

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Os dados apresentados fazem parte integrante de um Estudo sobre Habitação no Porto realizado por Out of the Box. Para mais informações, envie um e-mail para think@outofthebox.com.pt

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Porto no radar dos investidores hoteleiros

A procura no mercado hoteleiro e turístico está forte na Europa, e isso sente-se de forma generalizada, com impacto nos investimentos e em novos projectos de desenvolvimento.

Esta foi uma das principais conclusões retiradas da International Society of Hospitality Consultants’ annual conference, em Berlim.

Para além desta e de outras conclusões, uma salta à vista: do ranking das 10 melhores cidades europeias para investir de momento, está o Porto. O Porto é considerado como um destino emergente na Europa com fortes probabilidades de gerar rentabilidades interessantes ao investidor.

Quanto a tendências, o evento apontou algumas:
  • Procura superior à oferta: crescimento médio da procura tem sido consistentemente superior à da oferta nos últimos anos;
  • Crescimento de um modelo de arrendamento, em detrimento da propriedade directa. As cadeias hoteleiras e operadores continuam a manter interesse em aumentar as suas operações, sem que isso implique uma propriedade sobre o imóvel. Exemplo disso é o recente aumento da operação da Accor na Alemanha, sempre com base neste modelo de crescimento;
  • A desvalorização da moeda Euro provocou um forte afluxo de turistas internacionais ao mercado europeu;
  • Um excelente sistema de caminhos de ferro potencia viagens dentro do Continente num curto espaço de tempo em determinadas zonas da Europa.
Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A invasão!

Fernando Vasco Costa
Strategic Consultancy
Jones Lang LaSalle









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Quem passeia nos centros de Lisboa e Porto, não precisa de ver os dados do turismo para constatar que o número de turistas que nos visitam está a aumentar de forma exponencial nos últimos tempos.

Lisboa, Porto e Portugal estão, de facto, na moda, com inúmeros prémios e destaques das mais diversas proveniências, reforçando a imagem deixada nos visitantes (85% dos turistas  afirmam que a viagem superou as expectativas num inquérito feito em Lisboa), o que potencia ainda mais o crescimento do turismo nos próximos anos.

São dados muito animadores para o nosso país, com um impacto evidente em toda a economia. O impacto mais positivo é sem dúvida na reabilitação dos centros históricos, outrora deixados ao abandono, com melhorias substanciais na qualidade urbana destes territórios.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A falácia da estabilidade do imobiliário

Por Gonçalo Nascimento Rodrigues
Out of the Box
Main Thinker

OTBX, Consultoria em Finanças Imobiliárias, Lda.
Managing Director






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Muitas vezes ouvimos que o activo imobiliário é um activo estável, que não desvaloriza nem valoriza como outros activos financeiros, com maior grau de risco. É frequente, também, ouvirmos dizer que neste aspecto em particular, Portugal é (quase) um oásis da estabilidade, mercado onde o imobiliário nunca oscilou muito, sendo assim um refúgio para "águas mais turbulentas".

Não me parece que seja exactamente assim...

Leio recentemente uma excelente entrevista com Ricardo Sousa da Century 21, na qual ele fala de várias coisas muito importantes. Uma delas, sobre o valor médio de compra das casas em Portugal, a rondar os 140 mil euros no 1º semestre deste ano, valor esse superior em 29% (!) face a igual período de 2013. É uma valorização e tanto! Não vejo aqui nenhuma estabilidade... mas e como foi nos anos anteriores?

Fonte: INE

Segundo o INE, o valor médio dos prédios urbanos transaccionados em Portugal duplicou de valor entre 2000 e 2008, tendo já decrescido -25% desde esse ano. Só na cidade do Porto, o valor médio praticamente que triplicou em igual período, tendo descido metade do valor nos 4 anos seguintes.

O valor médio de um prédio urbano transaccionado em Lisboa foi, em 2012, de € 220.378, 61% acima do valor registado no ano 2000, representando assim uma valorização média anual na ordem dos 5%.

Estes dados parecem-me mostrar tudo menos estabilidade. O que não é mau, entenda-se! A volatilidade faz parte de qualquer activo financeiro. Uns terão mais que outros, é certo, e o mercado aceita e percepciona menor volatilidade nos activos imobiliários mas tal não significa que não o tenham.

O imobiliário tem volatilidade e tem risco associado e é bom que se entenda este activo desta forma. Os dados do INE e a entrevista de Ricardo Sousa permitem-nos concluir isso mesmo, para além de outro aspecto interessante (e que nada tem a ver com este tema): a Century 21, ao transaccionar casas a um valor médio de 140 mil euros, parece-me estar a posicionar-se acima do mercado que em 2012 transaccionou a um valor médio na ordem dos 95 mil euros. Para quem, como eu, gosta de conhecer o mercado e os seus agentes, este é um dado interessante. Como será que se comportam Remax e Era?

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Porto: Construção e Arrendamento


Por Ricardo Guimarães e Francisco Virgolino




Rendas 2,5% mais baixas

Ao longo do 1º semestre de 2010, as rendas de habitação na cidade do Porto continuaram o percurso de decréscimo iniciado em meados de 2009. Desde o 3º trimestre desse ano têm caído sucessivamente, atingindo no 2º trimestre de 2010 uma taxa de variação média anual de -1,2%.

Esses dados advêm do índice de rendas apurado pela Confidencial Imobiliário, calculado com base na informação do portal LardoceLar.com. De acordo com o Índice Ci-Rendas, na cidade do Porto, ao longo do último ano, a taxa de variação trimestral das rendas tem oscilado entre os -0,9% e os -1,4%. Também em termos homólogos a nota tem sido de perda, com o 2º trimestre de 2010 a apresentar uma variação homóloga de -4,1%, a mais baixa de sempre desde o início deste Índice. Este resultado vem agravar aquele se havia observado no 1º trimestre de 2010, período no qual a homóloga havia sido a mais baixa registada até então, situando-se nos -2,5%.


Recorde-se que, com as dificuldades sentidas nas vendas de habitação, as rendas apresentaram um crescimento assinalável. Assim, desde o 3º trimestre de 2007, as rendas foram crescendo até atingirem uma taxa média anual de crescimento de 5,3% no 2º trimestre de 2008, pico após o qual esta tendência se começou a inverter.

A cidade do Porto reflecte reduções de rendas mais acentuadas face ao registo em Lisboa, mas havia apresentado, contudo, um crescimento mais significativo. Em Lisboa as rendas registaram no 2º trimestre de 2008, uma taxa de crescimento médio anual máxima de 4,5%. Já no 2º trimestre de 2010, em Lisboa a taxa de variação média anual do ICi-Rendas foi de 0,0%, mesmo assim acima menos dos -1,2% registados no Porto.

Construção cai 66%

No 1º semestre de 2010, foram licenciados apenas 5 novos projectos de promoção de edifícios de apartamentos na cidade do Porto, um número que, anualizado, representa uma queda de 66% face aos 29 edifícios desta natureza licenciados ao longo de 2008. Quando comparado com o período homólogo, o comportamento é semelhante, com os 5 edifícios licenciados nos primeiros seis meses de 2010 a compararem com os 15 projectos em igual período de 2009, o que traduz uma contracção de 67%.

Esta informação é apurada pela Ci a partir dos elementos que lhe são remetidos directamente pela autarquia do Porto, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre ambas as entidades (à luz do que a Ci tem com muitas outras câmaras, como Lisboa, Oeiras, Cascais, Matosinhos, Gaia e Maia).

Tais dados mostram que já em 2009 a dinâmica de promoção nova havia registado uma quebra importante nesta cidade, com o número de edifícios de apartamentos licenciados, num total de 20, a cair 31% face ao ano anterior.

O contexto económico e financeiro actual será uma das principais razões para que o mercado se mantenha contraído, mantendo-se, neste primeiro semestre, um nível de investimento semelhante ao do semestre anterior, quando o número de edifícios novos de apartamentos licenciados na cidade do Porto foi também de 5.

No que respeita ao segmento das moradias, o comportamento do investimento é igualmente de queda. Face a 2008, o licenciamento neste segmento caiu 86% no 1º semestre de 2010 e 77% em 2009.

Avaliando o mercado pelo número de fogos licenciados, as conclusões são semelhantes. Face a 2008, regista-se um decréscimo de 76% no número de apartamentos licenciados e de 86% no que respeita as moradias, tendo em conta o 1º semestre de 2010. Em média, em cada um dos semestres de 2008 foram lançadas obras a rondar os 407 fogos novos, o que compara com os 93 registados no 1º semestre de 2010.