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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Abril 2019

Apesar do feriado de Páscoa, Abril foi um mês movimentado no sector imobiliário espanhol, impulsionado principalmente pelos setores de escritórios, terrenos e activos alternativos. Os negócios foram fechados em Madrid, Barcelona e Valência, assim como na Costa del Sol, entre outros.

Escritórios

Várias operações importantes foram concluídas no segmento de escritórios em abril, com a venda da Castellana 200 pela Silvercode captando as atenções. A Socimi vendeu a propriedade central de Madrid, com uma superfície de 26.710 m², à Allianz Real Estate por € 250 milhões. Também em Madrid, a Grosvenor adquiriu o Moraleja Building One, que abrange 22.219 m², à Chameleon (Blackstone) por € 80 milhões; A Swiss Life comprou o edifício de escritórios de 6.300 m2 na Calle Eloy Gonzalo, 27 à Lar España por € 40 milhões; e a Mutualidad de la Abogacia comprou o edifício de escritórios no Paseo de la Habana, 3, medindo 3.000 m2, ao Grupo Millenium por € 23,4 milhões. Enquanto isso, em Barcelona, a InmoCaixa, braço imobiliário da holding Criteria, finalizou a compra de um edifício de escritórios de 8.000 m² no distrito 22@ de Barcelona por 35 milhões de euros.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Março 2019


Março viu bastante atividade no sector imobiliário espanhol. No total, o investimento ascendeu a 2 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, de acordo com o BNP Paribas, menos 5% em termos homólogos, com os sectores de terrenos, escritórios e retalho a mostrarem-se particularmente activos durante o último mês do trimestre. Foram fechados negócios em Madrid, Pamplona, Marbella e Sevilla, entre outros.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Escritórios: uma questão de oferta

O mercado de escritórios na Europa carece de nova oferta, segundo dados recentemente publicados pela Savills. No seu relatório trimestral, a consultora aponta a escassez de oferta no mercado como forma de justificar a subida de rendas e a descida da vacancy rate. Apesar de uma recente subida na oferta, a realidade dos números mostra que o total de novos projectos no mercado totaliza apenas um ano de procura. 

O take-up de escritórios subiu 2,3% no primeiro trimestre de 2019, estando nuns incríveis 23% acima da média dos últimos 10 anos, com Bruxelas, Dublin e Barcelona à cabeça das mais subidas europeias. Este crescimento fez com que a vacancy rate fechasse nos 6%, 100 pontos base abaixo do valor anterior. As quedas mais significativas registaram-se em Lisboa e Barcelona. A capital portuguesa apresenta agora uma taxa de desocupação 6%, sendo que Berlim e Paris apresentam valores historicamente baixos (pouco acima de 1%).

As prime rents subiram 5,1% em zonas CBD e 1,9% em zonas não-CBD. Também as secondary rents registaram subidas (4,8% e 6,8%, respectivamente). A escassez na oferta permitiu uma variação positiva nas rendas cobradas de forma generalizada no mercado.

Para 2019, a tendência mantém-se: vacancy rates em baixa, rendas em alta. Com pequenas excepções, o mercado de escritórios na Europa tenderá a manter a sua valorização em alta. Cidades como Lisboa, Madrid, Barcelona, Atenas, Bucareste e Varsóvia são vistas como destinos alternativos muito válidos para instalação de novas empresas. Os sectores de media, comunicações e espaços flexíveis de escritórios são aqueles que mais procuram espaço.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Investimento imobiliário cai para mínimos de 6 anos

Segundo dados da Real Capital Analytics, o investimento em imobiliário na Europa caiu, durante o 1º trimestre de 2019, para mínimos dos últimos 6 anos, perante receios de algum arrefecimento económico e incerteza quanto ao panorama político europeu.

Entre Janeiro e Março do corrente ano foram transaccionados 44,5 biliões de euros, um valor que se situou 32% abaixo do montante registado em igual período de 2018 e muito abaixo da média histórica de 77 biliões de euros dos últimos anos.

O investimento em escritórios mantém-se como segmento preferencial dos investidores, aparecendo no entanto o segmento da habitação (apartamentos) como activo preferencial acima de industrial ou mesmo comércio.

Em termos de destino do investimento, apesar do Reino Unido manter a liderança, registou uma quebra de -22% nos montantes alocados. Alemanha (2º no ranking) também registou forte quebra (-51%). Suécia e Finlândia foram países que observaram uma subida no investmento em imobiliário. Destaque ainda para a Lituânia, entrando no top 20 com um crescimento no investimento em activos imobiliários de uns impressionantes 2.179%!

Os investimentos não-domésticos e oriundos de fora da Europa tiveram papel significativo durante o 1º trimestre do ano. Os alemães são quem mais investe em imobiliário na Europa, tendo aumentado a sua exposição em paises como França e Áustria. São também um dos principais países de destino de investimento com ingleses, suíços e franceses a investirem fortemente nesse país.

Já os investidores norte-americanos alocaram montantes equivalentes ao registado em 2013, apesar de estarem em pipeline mais de 5 biliões para o 2º trimestre de 2019.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A gravata já foi. O próximo a ir é o escritório.

Claro que isto é um exagero. O escritório, tal como o conhecemos, continuará a existir mas com algumas diferenças. O que leva empresas do sector da distribuição, como a Auchan, ou do sector da banca, como o Santander, a oferecer espaços de trabalho em Coworking aos seus clientes?

Para além de uma clara intenção de reforço de notoriedade da marca, principalmente junto de públicos mais jovens, as grandes multinacionais já perceberam que o mundo do trabalho está a mudar e que esta mudança passa em primeiro lugar pelo espaço de trabalho.

Hoje em dia os escritórios são, acima de tudo, espaços. A tecnologia permite-nos trabalhar em qualquer espaço: seja o nosso sofá, um café, um lounge de aeroporto ou um espaço de cowork gratuito no banco Santander.

Há dias, um colaborador de uma multinacional que está instalado no nosso Cowork perguntou se não nos importávamos que trouxesse as pantufas para o trabalho. Há cinco anos, provavelmente perguntaria à sua chefia se poderia dispensar a gravata, por forma a estar mais confortável. A gravata já quase passou à história e os escritórios estão a tornar-se, cada vez mais, locais agradáveis para trabalhar - afinal, é aí que passamos 70% do nosso dia.

O recém criado Happiness Corporate Board, uma iniciativa pioneira em Portugal liderada pela Cristina Nogueira da Fonseca, da consultora Happy Town, é um exemplo claro desta mudança de paradigma. Vivemos uma “revolução silenciosa” que tem cada vez mais adeptos e é inter-geracional. Este grupo de reflexão visa, entre outras coisas, contribuir para a evolução de uma cultura focada na felicidade e no bem-estar das pessoas, fruto das exigências da vida moderna e dos novos hábitos que os Millennials e a Geração Z vieram (felizmente) introduzir na sociedade, nomeadamente ao nível do equilíbrio entre vida e trabalho.

Como gestor de um espaço de Cowork é um privilégio poder contribuir para esta mudança.  Depois da revolução do fato e gravata, segue-se o escritório.

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Carlos Gonçalves

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Escritórios: investimento cresce em Madrid


As expectativas para o mercado de escritórios em Madrid estão em alta. Para 2019 são esperados mais de € 3 mil milhões de investimento neste segmento de mercado com as prime yields a estabilizarem nos 3,75%.

No entanto, um aumento esperado das rendas de quase 10% torna os activos de escritórios mais apetecíveis e com um bom potencial de valorização, num mercado com uma taxa de desocupação muito baixa, podendo cair até aos 9% em 2021.

O expectável aumento das rendas, perante uma oferta estável, posiciona assim Madrid com uma das capitais com as yiels de mercado mais reduzidas, apenas atrás de mercados como Singapura, Amesterdão ou Paris, segundo dados da Knight Frank.

Bons negócios (imobiliários)!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Fevereiro 2019

Fevereiro foi um mês relativamente calmo no mercado imobiliário Espanhol, ainda assim, várias transações foram fechadas nos sectores de escritórios, terrenos e ativos alternativos. Além disso, Pedro Sánchez, anunciou a decisão de manter as eleições gerais antecipadas para 28 de Abril de 2019, depois de não ter garantido o apoio à proposta de Orçamento do Estado do seu partido.

Escritórios

O negócio mais significativo em fevereiro foi marcado pelo regresso da Apollo a Espanha, com a compra de um portfólio de escritórios localizados em áreas secundárias de Madrid e Barcelona, do Banco Santander, por € 200 milhões. Ainda em Madrid durante o mês, a nova Socimi Árima de Luis López de Herrera-Oria, adquiriu dois prédios de escritórios nobres por 62,75 milhões de euros; a Acciona comprou a antiga sede do Banesto, composta por sete edifícios e abrangendo 104.000 m2, do Banco Santander por uma quantia não revelada; e a Marathon Asset Management comprou dois edifícios de escritórios, abrangendo 17.557 m2 na área de Julián Camarillo da capital, ao CaixaBank por € 15 milhões.

Existiram ainda novos desenvolvimentos em relação à Ciudad Financiera do Banco Santander, com o próprio banco a igualar a oferta apresentada pela Reuben Brothers no mês passado numa nova tentativa de neutralizar a ofensiva dos investidores britânicos para adquirir sua sede. O banco presidido por Ana Botín está a tentar invocar um direito de aquisição preferencial sobre os escritórios, mas não é certo que os seus esforços serão bem-sucedidos.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Janeiro 2019


O mercado imobiliário em Espanha iniciou o ano de forma solida, com a realização de vários negócios de grande volume nos sectores de escritórios, NPL’s e residencial e concretização de operações também nos sectores de logística, retalho e noutros segmentos alternativos. 

Escritórios

No sector de escritórios, a Reuben Brothers completou a compra da Cidade Financeira do Santander, a sede do banco Espanhol situada na periferia de Madrid, por 283.73 milhões de euros. Ainda em Madrid, a Zurich adquiriu o portfolio Ilunion, da Blackstone, que compreende 4 edifícios de escritórios por 163.5 milhões de euros, a LaSalle Investment Management comprou à Royal Metropolitan, a sede da Repsol na área Méndez Alvaro por 100 milhões de euros e a Green Oak vendeu 5 edifícios de escritórios à Barings e a um outro comprador anónimo por 74.3 milhões de euros. Noutros pontos da capital espanhola, a Lar España vendeu a Torre Spinola por 37 milhões, a Azora adquiriu um edifício de escritórios na rua Llano Castellano, 51 (a sede do grupo Cortefiel) por 28.3 milhões e a Socimi Saint Croix Holding comprou um edifício de escritórios na Calle Juan Ignacio Luca de Tena, 17 por 24 milhões. 

Entretanto, a Starwood Capital comprou o Omega Business Park em Madrid e um edifício de escritórios no distrito @22 de Barcelona, à Socimi Autonomy por 125 milhões de euros. Também na capital Catalã o BNP Paribas comprou à Goldman Sachs a sede da Agbar’s por 60 milhões de euros, a Arcano vendeu dois edifícios de escritórios em L’Hospitalet de Llobregat a um Family Office por 40 milhões e a AEW comprou um edifício de escritórios na calle Joan Miró no centro de Barcelona por 28.8 milhões de euros. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Prémio do mercado imobiliário em Portugal em linha com a Europa

O prémio de mercado no segmento de escritórios em Portugal situou-se nos 3,08%, comparando a prime yield do mercado de escritórios (4,8%, de acordo com dados da Colliers International) e a yield das obrigações do tesouro a 10 anos (1,723% em Dezembro de 2018). O prémio oferecido pelo investimento em escritórios em Lisboa está bastante em linha com outras congéneres europeias que registam valores entre 2 e 3 pontos percentuais, como são os casos de Grécia, Reino Unido, Alemanha ou mesmo Holanda.

Cálculos: Out of the Box

Itália é o país europeu que oferece o prémio mais reduzido, muito fruto da recente subida das yields das obrigações do tesouro. Do ponto de vista do investimento imobiliário, mantendo-se esta tendência de subida, será expectável registar-se uma subida das yields imobiliárias tendo como consequência um ajustamento em baixa do valor dos activos (mantendo-se estável o nível de rendas praticadas naquele país).

Já a Croácia oferece um prémio aos investidores bastante superior com uma prime yield de escritórios elevada (7,5%) face aos 2,092% de yield das suas obrigações do tesouro.


Bons negócios (imobiliários)!

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Nota: Todos os cálculos foram efectuados por Out of the Box, com base nas prime rents e prime yields publicadas pela Colliers International e pelas yields das obrigações do tesouro dos países mencionados, constantes em http://pt.investing.com (no mês de Dezembro de 2018).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Escritórios: Porto com maior valorização na Europa

Segundo dados publicados pela Colliers International é possível concluir que a cidade do Porto foi aquela que registou maior valorização no segmento de escritórios em toda a Europa. A subida da prime rent para € 16 /m2, aliada à descida da prime yield para 6,3% teve como consequência uma valorização do mercado em 19% ao longo do 2º semestre de 2018, acima de cidades como Madrid, Viena, Praga e Oslo.


No final do ano transacto, a cidade do Porto registou então uma prime rent de € 16 /m2 e uma prime yield de 6,3%. Mesmo assim, está ainda distante dos valores registados em Lisboa (€ 21 /m2 e yield de 4,8%).

A zona de West-End em Londres foi a que registou maior variação negativa no valor de escritórios com as yields a subir de 3,5% para 3,8% durante o 2º semestre de 2018, isto apesar de uma ligeira subida da prime rent.

Budapeste, Bucareste e Estugarda foram as cidades europeias onde se registaram maior descida nas prime rents, enquanto que Viena, Oslo e Porto foram as que registaram as maiores subidas.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Espanha: investimento imobiliário cresceu 8% em 2018

O volume de investimento anual no setor imobiliário espanhol totalizou € 11,63 mil milhões em 2018, o que representou um aumento de 8% em relação a 2017. Se somarmos as operações corporate com imóveis subjacentes a esse volume, então o número aumenta para € 19 mil milhões, o que representa um record de investimento desde o fim da crise, de acordo com o último relatório do BNP Paribas Real Estate na Espanha. O relatório destaca que o interesse de investidores no sector imobiliário espanhol em 2018 atingiu o seu nível mais alto por uma década.

Durante o quarto trimestre do ano, o volume de investimento directo em activos imobiliários - escritórios, armazéns logísticos, hotéis, varejo e residencial - totalizou € 3,7 mil milhões, o que representou um aumento de 58% em relação ao ano anterior. A evolução da atividade do investidor superou, portanto, as expectativas do setor no início do ano.

“Os bons tempos que os fundamentos do mercado estão a desfrutar, com os níveis de ocupação em máximos e arrendamentos estáveis ou em expansão nos mercados mais consolidados, junto com o capital excedente e as alternativas limitadas oferecidas por outros produtos financeiros, fomentaram um frenético ritmo de atividade no mercado de investimentos”, explica o relatório.

Por tipo de activo, o sector comercial (retalho) foi a estrela do ano. O volume investido em activos comerciais durante 2018 totalizou € 4,28 mil milhões, o que representa um aumento de 23% em relação a 2017. Durante o quarto trimestre, o investimento atingiu € 1,26 mil milhão e,  assim, o sector alcançou uma participação de mercado trimestral de 35%. A maior operação no último trimestre do ano foi a compra de uma carteira de três centros comerciais - Max Center, Gran Casa e Valle Real - pela Sonae Sierra e Perter Varbacka por 485 milhões de euros.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Escritórios: Lisboa valoriza 11%, Porto sobe 25%

Segundo uma publicação da Colliers International, é possível concluir que o mercado de escritórios de Lisboa valorizou 11% no período entre Julho de 2017 e Junho de 2018. A renda prime mensal subiu para os € 21,8 /m2 enquanto a prime yield caiu 25 pontos percentuais. A conjugação de ambos resultou numa valorização do mercado em 11%, com um valor prime de € 5.232 /m2.

Por seu turno, a cidade do Porto viu a sua renda prime escalar € 1,75 /m2 por mês, passando de uma renda mensal de € 12,75 por m2 em Junho de 2017 para os € 14,5 /m2 em Junho de 2018. A prime yield caiu para os 6,8% fazendo com que o mercado de escritórios da Invicta tenha valorizado 25% no espaço de 1 ano.

Na Europa, a zona de West End em Londres é aquela que apresenta o maior valor por m2, pela conjugação da maior renda (€ 121,5 /m2 /mês) e uma prime yield de 3,5%. A yield mais baixa situa-se em cidades como Viena, Paris e Madrid (todas com 3%), enquanto que Kiev ainda se mantém com a yield mais elevada (12,5%).

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também:

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Julho

Em Julho, todos os olhos estavam mais uma vez voltados para o sector dos NPLs com Sabadell e o Banco Santander nas manchetes. Além disso, houve negócios em grande quantidade nos sectores de escritórios, retalho e hotelaria antes das férias de verão.

Após a venda de uma carteira de NPLs de 900 milhões de euros ao fundo norueguês Axactor no mês passado, Sabadell continuou com a limpeza do seu balanço, atribuindo € 9,1 milhões em activos tóxicos à Cerberus (Projetos Challenger e Coliseu) e € 2,5 mil milhões em empréstimos imobiliários para Deutsche Bank (Projecto Makalu). Sabadell e Cerberus concordaram em seguir os passos do Santander, BBVA e CaixaBank, criando uma joint venture em que o fundo deterá uma participação majoritária (neste caso, 80%) e o banco manterá uma participação minoritária (20%). Sabadell informou também que manterá a Solvia por enquanto, mas não descarta a sua venda no próximo ano.
Além disso, o Banco Santander, que vendeu do Projeto Quasar a Blackstone há pouco mais de um ano, anunciou em Julho que pretende dar um empurrão final para a limpeza do seu balanço, colocando uma carteira de € 5-6 mil milhões à venda. A referida instituição bancária espera fechar a transacção antes de Setembro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Junho

A maior parte dos negócios efectuados em Junho são referentes à dívida perdida, tanto em volume quanto em número. Além disso, outras operações foram fechadas nos sectores hoteleiro, retalho e residencial.

O CaixaBank e a sua representante Servihabitat conseguiu transferir cerca de € 6,7 bilhões em activos tóxicos a uma nova joint venture que se encontra em criação com o fundo americano Lone Star. O referido acordo demonstra que a entidade catalã segue os passos dos seus rivais, o Banco Santander e o BBVA, que criaram joint ventures para um propósito similar no ano passado com a Blackstone e a Cerberus, respectivamente. O CaixaBank tinha acabado de retomar o controlo total da Servihabitat em 8 de junho, depois de desembolsar € 176 milhões para recomprar a participação de 51% que havia vendido a outro fundo de investimento dos EUA, a TPG, há cinco anos.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Escritórios em alta

O mercado de escritórios europeu continua em alta. Segundo o Office Clock da JLL, o take-up de escritórios cresceu 5% no 1º trimestre de 2018, acima dos 3 milhões de m2. Desde 2007 que não se verifica arranque tão bom de início de ano. A vacancy rate desceu, assim, 30 pontos base para os 7%, valor mais baixo desde 2008.

As rendas registaram um crescimento de 1%. Os mercados que observaram maior crescimento foram Bruxelas, Milão, Utrecht, Berlim e Barcelona. As expectativas para 2018 apontam para um crescimento de rendas na ordem dos 2,5%, acima da média registada nos últimos 5 anos de 2,2%.

Mercados como Kiev, Lyon e Oslo apresentam agora forte potencial de subida de rendas, enquanto que Lisboa, Berlim, Roma entre outros indicam sinais de algum abrandamento. Aliás, o sentimento registado no relatório da JLL aponta para a maior parte dos mercados de escritórios europeus a registar algum abrandamento na subida de rendas. Estaremos a atingir um pico do mercado?


Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Escritórios: rendas manterão tendência de subida

Segundo uma publicação recentemente divulgada pela Savills, as rendas de escritórios nos principais mercados europeus manterão a sua tendência de subida para o ano de 2018. O mercado europeu leva já 5 anos consecutivos de valorização de rendas e essa tendência parece não querer parar, ao mesmo tempo que a taxa de desocupação (vacancy rate) mantém valores historicamente baixos.

Significa isto que os escritórios estão muito caros?

Comparando os valores actualmente praticados com os máximos registados antes do período de crise, conclui-se que alguns mercados estão, de facto, mais caros: Estocolmo, Berlim, Oslo, Munique e Londres, com rendas acima dos anteriores máximos. Já mercados como Paris, Madrid e Barcelona têm ainda espaço de valorização, estando actualmente com rendas abaixo dos máximos anteriormente registados.


As principais razões apontadas para um crescimento das rendas no futuro são as seguintes:
  • Crescimento da procura. A economia europeia mantém tendência de crescimento com impacto positivo ao nível do investimento por parte das empresas e necessidade de expansão;
  • Oferta reduzida. A taxa de desocupação mantém-se baixa e os novos projectos escasseiam, mantendo-se um nível reduzido de oferta disponível no mercado. Com uma procura em alta, o efeito sobre as rendas é positivo;
  • Necessidade de novos espaços. A escolha de um escritório, hoje em dia, vai muito mais além da componente de preço. As empresas hoje escolhem espaços mediante a sua atractividade, nível tecnológico, conforto e proximidade a transportes públicos e serviços importantes aos seus empregados. A retenção e valorização dos recursos humanos são temas que muitas empresas valorizam hoje em dia e que impactam na escolha do espaço de trabalho.
Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 27 de março de 2018

Estrangeiros tomam a dianteira no investimento imobiliário em Espanha

Os investidores estrangeiros (não-domésticos) ganham cada vez mais preponderância no investimento imobiliário em Espanha. Dos cerca de 9 mil milhões de euros investidos no mercado no ano de 2017, mais de 60% foram investidos por não-domésticos, ou seja, perto de 5,7 mil milhões de euros.

Ao contrário do que aconteceu durante os anos 2011-2013, período em que o investidor espanhol tomava a maior fatia do mercado, desde 2014 que os investidores estrangeiros regressaram em força ao investimento imobiliário em Espanha.


De entre os investidores estrangeiros, destacam-se os norte-americanos com 40% do montante total investido, ficando mesmo assim atrás dos investidores europeus que tomaram quase 50% do total. Em termos de segmentos de mercado, enquanto que os investidores europeus preferiam investir em retail, já os norte-americanos preferiram colocar o seu dinheiro em escritórios e hotéis.

Destaque para os activos imobiliários alternativos, com 18 transacções realizadas, grande maioria em residências de estudantes.

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também Espanha: investimento imobiliário atinge € 9 mil milhões

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Espanha: investimento imobiliário atinge € 9 mil milhões

O investimento em commercial real estate em Espanha chegou aos 9 mil milhões de euros no ano de 2017, de acordo com dados publicados pela Savills. O montante referido, apesar de não representar um recorde histórico no mercado imobiliário espanhol, é mesmo assim o valor mais elevado da última década.


Os segmentos de hotéis e retail registaram valores recorde de investimento, enquanto que escritórios e logística caíram face a 2016, sobretudo devido à falta de espaço disponível.

Mais de 60% do investimento foi realizado por investidores estrangeiros que continuam a representar uma larga fatia do mercado com fundos norte-americanos à cabeça, seguidos de investidores britânicos e franceses.

A acompanhar a subida do investimento, mas em sentido contrário, estão as prime yields de mercado que voltaram a cair na maior parte dos segmentos do imobiliário. O segmento de escritórios aparenta estar mais estável, à medida que as yields das obrigações do tesouro vão também estabilizando.

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também Investimento imobiliário em Espanha bate recordes

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Espaços de Trabalho: Novos Paradigmas e Novas Tendências

Quem diria, há 4 ou 5 anos, que uma sociedade como a Abreu Advogados, iria instalar-se num armazém reabilitado junto ao Tejo, com áreas open space, balneários, jardim, terraço e espaço para refeições? 

Não são só as empresas tecnológicas e as “start-up” a investir em espaços de trabalho disruptivos; os sectores mais tradicionais, como a advocacia e a consultoria, já perceberam que os escritórios do futuro têm que ser mais versáteis e orientados para o bem-estar dos profissionais. 

Em 2018 as empresas irão continuar a apostar cada vez mais em modelos de trabalho flexíveis, não só por uma questão de racionalização de custos, mas também porque as novas gerações preferem trabalhar de uma forma mais descontraída, colaborativa e com um grande sentido de liberdade. 

Esta foi, aliás, uma das conclusões do Barómetro sobre os Novos Modelos de Trabalho, da autoria do Avila Spaces, que apresentou as principais tendências deste mercado para 2018. Se a nível internacional os diversos estudos nos últimos anos têm confirmado estes indicadores, a nível nacional é a primeira vez que se realiza um estudo desta natureza: O inquérito concluiu ainda que há uma procura cada vez maior pela flexibilidade laboral, com as novas gerações a liderar esta mudança de paradigma. 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

2017, imobiliário em Espanha: um ano recorde


O investimento continuou, em 2017, a ser impulsionado por indicadores macroeconómicos em geral positivos, apesar da tensão politica na Catalunha. O PIB Espanhol aumentou 3,1% em 2017; o desemprego interno diminuiu em 290.192 pessoas alcançando os 3,14 milhões, atingindo o nível mais baixo desde 2008; e as taxas de juro continuaram no nível mais baixo da história. Como resultado, o investimento total em imobiliário alcançou os 10,3 milhões de euros entre Janeiro e Setembro; e está previsto exceder os 12 mil milhões de euros tendo em conta o ultimo trimestre, motivado pelos sectores hoteleiro e de retalho (que atingiram um investimento de 3,75 mil milhões de euros e 3 mil milhões de euros, respetivamente).

Os investidores de Espanha estiveram mais ativos em 2017 que em 2016, mas foram os investidores estrangeiros quem ficou com a maioria das ofertas de grande relevo. O fundo norte-americano Blackstone dominou os sectores bancário, hoteleiro e de logística, para se tornar a maior empresa privada de imobiliário do país. Geograficamente, a atividade imobiliária esteve sobretudo focada em Madrid e Barcelona, mas várias capitais, tais como Sevilha, Valencia, Bilbao e Zaragoça, também viram aumentos substanciais no volume de transações. Além disso, a atenção dos investidores cresceu em relação aos sectores de logística e ativos de uso alternativo (residências de estudantes, bombas de gasolina, residências assistidas, escritórios para co-working) e as Socimis deram continuidade a especialização dos seus portfólios. O mercado residencial manteve-se estável na sua recuperação, com promotores imobiliários a investir em terrenos em todo o país e os investidores a apoiarem o cada vez mais rentável mercado de arrendamento.