menu

Mostrar mensagens com a etiqueta low-cost. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta low-cost. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de junho de 2015

Queremos mais turistas ou turistas que gastam mais?

Recentemente saíram notícias com revelações que me surpreenderam: a nível mundial, o turista chinês é aquele que mais gastou em compras tax free em 2014, seguido do americano. Tal figurino mantém-se no mercado português apenas com uma alteração: em 2º lugar aparece o turista russo e o turista americano em terceiro lugar. 

Por outro lado, assistimos a um crescimento exponencial do turismo "low cost", principalmente em Lisboa e no Porto, aliado sobretudo a duas realidades: o aumento do tráfego aéreo "low cost" e o aparecimento do alojamento local com preços muito mais reduzidos que a hotelaria tradicional.

Estes factos levam-me a colocar uma questão de base: o que interessa mais ao Turismo Português: um turista que consome ou um turista que apenas visita? 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

19.849 € /m2

Um milhão de reais. Ou cerca de 337 mil euros. Este é o montante necessário para adquirir uma casa com 17 m2 em Richmond Avenue, Londres, que ostenta o epíteto da casa mais pequena do Mundo.


Trata-se de um novo conceito imobiliário, o Hutch Living, ou em Português, viver numa cabana. Pouco espaço, comodidade qb, num dos bairros residenciais mais caros do Mundo, onde a alternativa passa por ter de investir quase 1 milhão de euros para comprar uma casa.

Será que lhe podemos chamar low-cost?

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 10 de abril de 2012

O low-cost no imobiliário


Fernando Vasco Costa
Strategic Consultancy
Jones Lang LaSalle






--

Praticamente todas as tendências do mercado imobiliário português apontam para a redução de custos.

As poucas movimentações registadas no mercado nos últimos tempos devem-se maioritariamente a renegociações para redução de rendas, maior racionalização de espaços utilizados, concentração de serviços…

Por outro lado assistimos ao aparecimento de novos conceitos apoiados em lógicas de low cost – hostels, escritórios em co-working, novas cadeias de ginásios, etc.

Esta é uma tendência há já bastante tempo sentida em outras indústrias e mercados, em que se extremam cada vez mais os mercados high-end e low cost, com a grande redução do mercado do “meio”, anteriormente maioritário.

Em todas as indústrias o segmento low cost é altamente sofisticado e profissionalizado, de modo a conseguir-se racionalizar ao máximo os custos. Para se obter uma oferta de qualidade ao mais baixo preço é necessário recorrer aos melhores recursos, como forma de garantir os objectivos delineados.

Deste modo não faz sentido cortar nos “soft-costs”, mas sim valorizar a sua importância na cadeia de criação de valor e no objectivo de racionalizar ao máximo os “hard-costs”.

Ou seja, não se deverá “poupar” em (boas) avaliações, (bons) estudos de mercado, em (bons) projectos ou num (bom) project management, que permitem obter um melhor produto, mais adaptado ao mercado e com mais garantias de cumprimento dos orçamentos previstos.

Devemos sim exigir soluções e projectos mais criativos, mais eficientes e que nos permitam obter melhores produtos, mais ajustados à realidade do mercado.

Ora, isto é exactamente o contrário do que se tem feito na generalidade do mercado imobiliário português com a velha história dos “when you pay peanuts, you get monkeys”. Não há milagres…

Neste tempo de crise profunda temos de investir num melhor planeamento, em melhor gestão, em melhores projectos e num melhor controlo de custos. Temos de conseguir canalizar os escassos recursos disponíveis para onde podem realmente acrescentar valor.

Se o problema é a falta de liquidez, temos de ter a criatividade de o conseguir de outra forma, não o fazer será agravar o problema.

Um dos mercados onde penso que irá sentir-se mais esta necessidade é o do Arrendamento Residencial, que é o grande desafio que temos em frente, a Reabilitação das nossas Cidades e torná-las atractivas para Promotores, Inquilinos e Investidores.

Quando sabemos que a maior parte dos potenciais inquilinos apenas terá disponibilidade para pagar rendas a rondar os 400/600€, que tipo de produto poderemos ter disponível nesta gama de preços e que seja rentável?

E é este o desafio com que nos deparamos no mercado imobiliário: como conseguiremos ter preços mais baixos que se adaptem à procura existente?

Na minha opinião, e depois das devidas correcções no valor dos terrenos e imóveis existentes, vamos assistir a uma verdadeira revolução no tipo de oferta que aparecerá no mercado, com redução de áreas totais e dos compartimentos, redução dos níveis de acabamentos e equipamentos, criação de soluções mais polivalentes de utilização de espaços, entre outras.

Não vejo estas alterações como uma fatalidade, muito pelo contrário, vejo-as como uma oportunidade, onde será premiada a eficiência, a racionalidade e, acima de tudo, a criatividade.