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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Imobiliário e construção caem a pique no Reino Unido

Os sectores imobiliário e da construção cotados em bolsa caíram a pique durante o ano de 2018. Os REIT - Real Estate Investment Trusts - cotados na bolsa britânica perderam quase 7,5 biliões de libras com a Intu a desvalorizar cerca de 55%! Apenas duas das dez maiores empresas cotadas em bolsa não desvalorizaram ao longo do ano transacto - a Segro e a Unite.


Existe um dado que é comum às maiores quedas: as 4 empresas com pior performance bolsista são todas dedicadas ao sector de retail, enquanto que aqueles que melhor resistiram às desvalorizações bolsistas actuam em sectores alternativos - residências de estudantes, por exemplo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Espanha: investimento imobiliário cresceu 8% em 2018

O volume de investimento anual no setor imobiliário espanhol totalizou € 11,63 mil milhões em 2018, o que representou um aumento de 8% em relação a 2017. Se somarmos as operações corporate com imóveis subjacentes a esse volume, então o número aumenta para € 19 mil milhões, o que representa um record de investimento desde o fim da crise, de acordo com o último relatório do BNP Paribas Real Estate na Espanha. O relatório destaca que o interesse de investidores no sector imobiliário espanhol em 2018 atingiu o seu nível mais alto por uma década.

Durante o quarto trimestre do ano, o volume de investimento directo em activos imobiliários - escritórios, armazéns logísticos, hotéis, varejo e residencial - totalizou € 3,7 mil milhões, o que representou um aumento de 58% em relação ao ano anterior. A evolução da atividade do investidor superou, portanto, as expectativas do setor no início do ano.

“Os bons tempos que os fundamentos do mercado estão a desfrutar, com os níveis de ocupação em máximos e arrendamentos estáveis ou em expansão nos mercados mais consolidados, junto com o capital excedente e as alternativas limitadas oferecidas por outros produtos financeiros, fomentaram um frenético ritmo de atividade no mercado de investimentos”, explica o relatório.

Por tipo de activo, o sector comercial (retalho) foi a estrela do ano. O volume investido em activos comerciais durante 2018 totalizou € 4,28 mil milhões, o que representa um aumento de 23% em relação a 2017. Durante o quarto trimestre, o investimento atingiu € 1,26 mil milhão e,  assim, o sector alcançou uma participação de mercado trimestral de 35%. A maior operação no último trimestre do ano foi a compra de uma carteira de três centros comerciais - Max Center, Gran Casa e Valle Real - pela Sonae Sierra e Perter Varbacka por 485 milhões de euros.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Espanha - Mercado Imobiliário, Setembro

O sector residencial evidenciou-se com múltiplas compras de terrenos, projectos em desenvolvimento de novas casas e o anúncio de uma próxima estreia no mercado de acções. O sector bancário apresentou-se fortemente nas manchetes, já que todas as principais instituições financeiras avançaram com os preparativos e negociações para limpar os seus balanços. Os activos de comércio e os escritórios chamaram a atenção dos leitores com a assinatura de várias operações de alto perfil em ambos os sectores. A Amazon fortaleceu o seu compromisso com o sector de logística, planeando abrir duas novas plataformas em Sevilha e Alcobendas.

Terrenos

O mercado de terrenos foi bastante movimentado com os negócios da Neinor Homes, Quabit e Via Celere. Neinor Homes adquiriu um portfolio de 6 terrenos em Málaga por 68 milhões de euros e um conjunto de 3 parcelas em Valênia e Tarragona por 22,6 milhões de euros. A Quabit comprou dois terrenos em Málaga e Corredor de henares por 52 milhões de euros, 23,7 milhões de euros e 30,1 milhões de euros, respectivamente. A Via Célere adquiriu terrenos em Madrid, Sevilha e Valladolid por 36,1 milhões de euros. Os três empreendedores imobiliários planeiam construir centenas de casas nas suas respectivas parcelas recém-adquiridas. A Aedas Homes anunciou que planeia fazer a sua estreia no mercado de acções antes do final do ano e, por conseguinte, será a segunda empresa do sector imobiliário a realizar um IPO numa década (após Neinor que ingressou em Março).

Novas Construções

No sector residencial, o grupo chileno Osim anunciou a sua chegada a Espanha, onde planeia investir cerca de 480 milhões de euros na construção de casas na Costa del Sol nos próximos quatro anos. ACR e Allegra, o braço de investimento da família Losantos, revelaram que estão a investir 130 milhões de euros na edificação de mais de 600 residências em Madrid e Pampelona sob a marca Nature. Ibosa e GreenOak anunciaram que investirão cerca de 86 milhões de euros na construção de uma torre residencial de luxo, contendo 208 unidades na Isla de Chamartín, Madrid.

Arrendamento Residencial

No sector do arrendamento residencial, a Testa continuou a expandir o seu portfólio, conforme planeado, aprovando a sua fusão com a Acciona e incorporando, assim, 1.058 unidades residenciais na sua carteira, enquanto o seu parceiro receberá 21% do capital social da SOCIMI em troca. A SOCIMI adquiriu também cerca de 135 casas do Building Center durante o mês de Setembro.

Sector Bancário

As principais instituições financeiras de Espanha avançaram com os esforços para reduzir a sua exposição imobiliária colectiva; Possuem planos específicos para alienar carteiras no valor de 6.000 milhões. O Santander pretende vender um portfólio denominado Projecto Titán. O BBVA colocou o Projecto Sena no mercado, juntamente com a Anida sobre o qual está a negociar exclusivamente com Cerberus. Caixa Bank prepara duas carteiras (Tribeca e Egeo). Sabadell encontra-se em fase de lançamento da venda de um portfolio à Traveller sob a forma de Voyager. Liberbank negoceia com a Bain Capital e KKR para vender Invictus e a Sareb está já a desenvolver um portal online através do qual planeia vender 3.000 milhões de dólares em empréstimos no prazo de um ano.

Comércio

O Fundo Israelita da MDSR Investments comprou um portfólio de hipermercados Carrefour e Eroski da Tristan Capital por 150 milhões de euros. A Europa Capital adquiriu o centro comercial Gran Vía de Alicante da Rreff (subsidiária do Deutsche Bank) por 52 milhões. Hispavima comprou a loja Puma na Calle Fuencarral, em Madrid, por 13 milhões de euros. A Decathlon anunciou que abrirá 3 novas lojas no centro de Madrid, de acordo com a sua estratégia de trazer as tradicionais lojas fora da cidade para o âmago das mesmas. Este movimento inovador é repetido por Ikea, Media Market, Leroy Merlin e Kiabi, entre outros.

Escritórios

A Catalana Occidente adquiriu por 90 milhões o complexo de escritórios Luxa (onde a Amazon e a WeWork abrirão escritórios em 2018) no distrito 22 de Barcelona, pertencente a Castellví, Stoneweg e 1810 Capital Investments. El Corte Inglès vendeu a sua restante participação de 40% na Torre Serrano (Madrid) para a Infinorsa por 50 milhões. Lar España vendeu o edifício de escritórios, sito em calle Arturo Soria 336, à Colonial por 32,5 milhões. A WeWork chegou a Espanha com a inauguração do seu primeiro escritório no centro de Madrid (no Paseo de la Castellana, 43), planeando abrir um segundo espaço, em Barcelona, o mais rápido possível.

Activos Alternativos

No mês de Setembro continuou o interesse no segmento de activos alternativos (que inclui todos os activos não convencionais, desde salas de estudo a espaços de centros de coworking). AXA IM e a CBRE Global Investment Partners uniram forças para comprar o Grupo Resa, a maior empresa de estúdios de Espanha e da Europa Central, com 9.309 camas em 19 cidades. Primonial Reim realizou a sua primeira compra em Espanha, investindo 20 milhões na aquisição da unidade de saúde e de acolhimento com 300 quartos em Sant Antoni, Barcelona.

Perspectivas para o 4.º Trimestre do Ano 

Prevê-se um novo record no investimento imobiliário. A JLL anunciou valores provisórios dos principais nove meses do ano, demonstrando que o investimento entre Janeiro e Setembro foi de 8.697 milhões que já está muito próximo do resultado obtido em todo o ano transacto (9.508 milhões).

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Espaços comerciais – E agora ?

No final de 2014, face a uma ininterrupta sequência de encerramentos de lojas antigas na cidade de Lisboa, decidi juntamente com alguns amigos, criar o “Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lxª”, com o objectivo de ajudar e apoiar as lojas com mais de 50 anos de actividade no sentido de criarem condições para continuar a sua actividade.

Passaram cerca de 30 anos desde que teve início uma mudança radical das formas de consumo em Portugal, primeiro com os novos “shoppings” dos quais o Amoreiras Shopping Center era o ícon, e posteriormente com a massificação dos hipermercados. 

Este fenómeno teve como primeira grande consequência a queda abrupta das vendas das lojas de rua, em especial as mais antigas, as quais não se adaptaram aos tempos modernos, nem conseguiram competir com os horários alargados destes novos “templos do consumo”. 

Posteriormente, nos últimos anos da década de noventa, um novo “perigo” surgiu sob a forma das plataformas digitais que tudo vendem a qualquer cliente em qualquer parte do mundo. Hoje é virtualmente possível, desde que haja serviço postal, comprar um qualquer artigo e recebê-lo, mesmo que se esteja numa das localidades mais remotas do planeta. Resistências à parte, as plataformas Web como a Amazon, ou mesmo as construídas pelas grandes empresas de distribuição, como a Wal-mart, ganharam a sua quota-parte de receitas do consumo mundial, retirando-as às lojas tradicionais de rua.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Barómetro Out of the Box - Maio 2010

No mês de Maio, colocamos 3 perguntas aos nossos leitores, tendo obtido um total de 86 respostas.

Quase 75% dos inquiridos pensa que o fim dos benefícios fiscais nos Fundos Imobiliários Fechados será mau para o sector. Apenas 13% pensa que será bom.


Quando questionados sobre o sector dos Retails Parks, não há ninguém que espere uma descida das vacancy rates ou um aumento das rendas. Todos são unânimes nessas questões. Já quanto à evolução das yields, as respostas não são tão unânimes mas uma clara maioria espera um aumento das mesmas. Subida de vacancy rates, descida das rendas, aumento das yields... parece-me bastante consensual que os nossos leitores apostam numa clara desvalorização dos activos neste sector.

Por fim, e abordando o sector de resorts, mais de 50% dos inquiridos acredita que dos projectos em carteira em Portugal, apenas avançarão aqueles que tiverem equity disponível para investir. Como se costuma dizer, «em terra de cego, quem tem olho é rei!».

Bons negócios (imobiliários)!