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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Habitação: Portugal é dos países que mais valoriza

O FMI publicou recentemente os últimos dados do seu Global House Price Index, onde se pode ver a manutenção da subida dos preços na habitação. Na realidade, o índice encontra-se já muito próximo do seu máximo histórico, registado antes da recente crise imobiliária e financeira, vivida após o subprime de 2007.

Dos 64 países monitorizados, apenas 14 registaram uma queda anual de preços em 2016, face a igual período de 2015. A maior queda foi sentida no Brasil com uma descida superior a -17% nos preços no 1º trimestre, seguido da Rússia (-13%) e Hong Kong (-10,5%).

Do lado das subidas, Hungria encontra-se na frente do pelotão, com um acréscimo nos preços de 14,8%. Suécia e Nova Zelândia completam o pódio, ambos com subidas superiores a 10%. Portugal registou um aumento nos preços de 6,4%, estando na 15ª posição do índice.

Nesta última análise, o FMI divide os 64 países analisados em 3 categorias. A forma como cada país é integrado em cada uma delas depende da variação média dos preços nos períodos 2007-2012 e 2013-2016. As categorias são as seguintes:
  • Gloom - Aqueles (18) que registaram fortes quedas após a crise, e que, após esse momento, mantiveram um ritmo de desvalorização;
  • Bust and Boom - Os países (18) que registaram quedas após a crise mas que rapidamente recuperaram desde 2013. De referir que Portugal se inclui neste grupo;
  • Boom - O conjunto de 21 países que observaram quedas modestas nos preços após a crise e que rapidamente registaram fortes subidas.
Para estes 3 conjuntos de países, as conclusões retiradas pelo FMI são muito interessantes:
  • No conjunto de países "Gloom", ainda não se verificou uma real recuperação de preços na habitação;
  • O crédito concedido foi muito mais elevado nos países "Boom". Após 2008, todos os restantes países registaram subidas moderadas no crédito imobiliário;
  • Novas licenças de construção e novas construções foram bastante mais modestas nos países "Gloom". Na realidade, nestes registou-se uma queda nos licenciamentos.



O FMI faz algumas chamadas de atenção, sobretudo para alguns países "Boom" e "Bust and Boom":
  • Dinamarca, Alemanha, Nova Zelândia e Reino Unido registam alguns constrangimentos ao nível da oferta. De facto, nestes países não se emitem licenças de construção suficientes para o elevado nível de procura local, justificando assim em grande parte a forte subida de preços;
  • No caso da Noruega, regista-se uma sobrevalorização substancial do mercado;
  • Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Malásia e Reino Unido necessitam de políticas macroeconómicas prudentes caso se intensifiquem as vulnerabilidades detectadas.
Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Brasil: financiamento à compra de casa

“O imóvel é financiado?”. Esta é provavelmente a pergunta mais repetida pelo cidadão brasileiro à procura de imóvel e que acaba de chegar perto dum Broker.

No Brasil, a entidade vendedora do imóvel é normalmente uma empresa Incorporadora que pode ou não assumir a construção do empreendimento e ser ou não proprietária do terreno onde o investimento se desenvolve.

Na realidade, o comprador quer saber se o imóvel reúne condições formais para que a Banca o financie, mas também se a Incorporadora o pode fazer. O financiamento por parte do Promotor Imobiliário é uma realidade comum no Brasil e tem contornos financeiramente interessantes como veremos adiante. Uma das razões para as Incorporadoras disponibilizarem financiamento próprio prende-se com a dificuldade de acesso, por parte dos cidadãos, a financiamento bancário. Para além das restrições à concessão de crédito habitacional, as exigências burocráticas criam uma forte barreira ao acesso dos cidadãos a estes financiamentos.

Para financiar a compra de imóveis, a Incorporadora utiliza a TABELA PRICE, que é um sistema de amortização com prestações constantes e o seu cálculo baseia-se no principio dos juros compostos. É prática corrente o cálculo com juros mensais de 1%. Os contratos de financiamento consideram ainda uma actualização monetária referenciada ao IGP-M. O IGP-M/FGV analisa as variações de preços baseadas no Índice de Preços por Atacado (IPA), que tem um peso de 60% do índice, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem um peso de 30% e o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), representando 10% do IGP-M.

Desta forma, a Incorporadora consegue uma rentabilidade semelhante aos produtos financeiros de menor risco, disponibilizados pela Banca, e ainda a correcção monetária que lhe garante a actualização do valor do imóvel. Mesmo num cenário de juros altos, como têm sido os últimos anos (lembro que a SELIC – taxa básica de juros da economia brasileira – está a 14,25%), acaba por ser uma excelente rentabilidade para o Incorporador. Com a expectativa recente de baixa da taxa SELIC, estes contratos de financiamento com TABELA PRICE, continuarão a constituir uma óptima forma de colocar imóveis no mercado.

Porém não há “bela sem senão”. Num cenário de incumprimento associado à desvalorização do valor dos imóveis, cenário vivido actualmente pelas Incorporadoras, estas empresas acabam ficando com stocks muito altos decorrentes de processos de desistência de compra dos imóveis.

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Por Luís Sá Pereira
Construtor / Promotor

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O mercado imobiliário Brasileiro

Preços em baixa, vendas em queda, taxas de juro a subir, Bancos a retrair a concessão de crédito... onde é que eu já vi isto?

Veja aqui uma reportagem sobre o estado actual do mercado imobiliário Brasileiro.



Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cidade Maravilhosa



Por Rui Bexiga Vale
Arquitecto - owner of rbv.arq






Ah... o Brasil. De país exótico a país adiado e agora a país de futuro, o Brasil está debaixo do radar de todos nós: promotores, investidores, projectistas e construtores, atraídos pelo seu crescimento e concomitantes oportunidades de trabalho, negócio ou ambos. Como bem já referiu o Gonçalo no seu post “Os 7 Magníficos”, São Paulo é uma das mais vibrantes metrópoles do mundo em termos de imobiliário.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Mercado em Imagens - XVII

Nos Estados Unidos, menos stock, mais tempo de espera para vender uma casa...


No Brasil, valorizações recorde nos índices residenciais...


Bons negócios (imobiliários)!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os Fundos Imobiliários no Brasil - II

Depois de um primeiro artigo sobre Fundos Imobiliários no Brasil, hoje deixo-vos alguma informação que me parece muito útil sobre este tema.

Relembro o link onde podem consultar um relatório com o Balanço do ano de 2010 dos Fundos Imobiliários.

Legislação

LEI No 8.668, DE 25 DE JUNHO DE 1993 - Dispõe sobre a constituição e o regime tributário dos Fundos de Investimento Imobiliário e dá outras providências.

LEI Nº 9.779, DE 19 DE JANEIRO DE 1999 - Altera a legislação do Imposto sobre a Renda, relativamente à tributação dos Fundos de Investimento Imobiliário

LEI Nº 11.196, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2005 - Sobre o imposto de renda

LEI No 11.033, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2004 - Altera a tributação do mercado financeiro e de capitais

INSTRUÇÃO CVM Nº 205, DE 14 DE JANEIRO DE 1994 - Dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos Fundos de Investimento Imobiliário

INSTRUÇÃO CVM Nº 206, DE 14 DE JANEIRO DE 1994 - Dispõe sobre normas contábeis aplicáveis às Demonstrações Financeiras dos Fundos de Investimento Imobiliário

Instrução CVM nº 472 - Dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento, a oferta pública de distribuição de cotas e a divulgação de informações dos Fundos de Investimento Imobiliário - FII

Fundos em funcionamento

Lista dos fundos imobiliários em actividade no Brasil

Fundos negociados no BOVESPA

Património sob gestão, por Fundo Imobiliário

Variação patrimonial dos Fundos, em 2008, 2009 e 2010

Rentabilidades

Yields mensais

Rentabilidades em 2011

Rentabilidades em 2010

Para leitores e investidores mais interessados, aqui fica a Cartilha do Investidor, pela CVM.

E deixo-vos ainda uma pequeno vídeo sobre os Fundos Imobiliários no Brasil.

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 22 de março de 2011

A barriga do Arquitecto


Por Rui Bexiga Vale
Arquitecto - Owner of rbv.arq








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Este MIPIM de 2011 foi um tanto ou quanto sorumbático. Há 4 anos que me desloco a Cannes para este certame de magnitude mundial e tenho verificado in loco os efeitos da crise. Se no ano passado era claro que os grandes fluxos de capital se dirigiam para a Europa Central/Leste, Rússia, Turquia, Sudeste Asiático, Oceânia e América Latina, ou seja, podia não haver muito dinheiro, mas fluía, este ano as coisas ainda afinaram mais, segundo entendi: Paises Nórdicos, Europa Central/Leste (a mitteleuropa da Alemanha), Turquia e, com grande interesse este ano, o Brasil.

A percepção com que fiquei foi a de que estavam muitas cidades e regiões a mostrar as suas potencialidades e concorrendo assim na quimera de atrair investidores & etc., e havia pouca ou menos oferta do que o ano passado em termos de produtos e/ou empreendimentos imobiliários. Bastante institucional, actually. As grandes empresas de projectos continuaram a marcar presença, mas pouco ou nada diferentes do ano anterior. Mas estavam lá todas, porque mesmo em altura de crise, e apesar de alguns tímidos sinais de retoma, a noblesse oblige.

Repetindo um pouco a velha história que a palavra “crise” em chinês é composta por dois pictogramas, um significando “perigo” e o outro “oportunidade”, lá para cima a forte Suécia foi menos afectada pela borrasca económica do que os outros países europeus. Isso e uma forte Coroa fizeram com que houvesse liquidez para recomprar por muito bom preço as propriedades que há dez anos os investidores estrangeiros (ingleses, irlandeses, alemães, americanos) adquiriram no mercado sueco. Nota-se que há capital disponível e vontade de investir, o que se reflectiu numa grande quantidade de stands dos países nórdicos. Não me surpreenderia que, dada a instabilidade no lado Sul do Mediterrâneo, não passasse a haver bem mais investimento aqui no nosso país (sobretudo no turismo), o que seria óptimo. Para mais, com a possibilidade da Ryder Cup acontecer aqui em Portugal em 2018, e sendo a Suécia o país da Europa com mais praticantes de golfe (de acordo com European Golf Association, 5,7% dos suecos são praticantes de golfe, sendo esta a maior percentagem de jogadores por habitante da Europa), é bem possível que tal aconteça.

A actual realidade económica da Alemanha reflecte-se na pujante presença das cidades, regiões e instituições deste país na feira. Com liquidez e capacidade de investimento na sua vizinhança, o Centro/Leste europeu vai aproveitar o bom momento da Alemanha, e isso deu-me que pensar sobre a estratégia de internacionalização de muitas empresas Portuguesas. Muitas já tentaram esta área, algumas deram-se bem mas outras tiveram que direccionar os seus esforços para outras geografias.

Depois das dificuldades do mercado de Angola, com todas as oportunidades mas com os problemas de recebimento que se conhecem, boa parte dos players nacionais voltaram-se para o Norte de África. Só que os ventos de mudança sopraram com grande estrépito, e francamente a conjuntura não é de molde a continuar por lá, quanto mais investir. Recordo o stand da cidade do Cairo, com uma dimensão inusitada, mas muito pouco frequentado... Que contraste com os stands da Polónia (que vai acolher o Euro 2012), da Catalunha e do Brasil! Parece-me razoável cogitar que as empresas Portuguesas terão ainda uma boa chance no Centro/Leste europeu, porque se sente uma dinâmica de desenvolvimento que seguramente poderá gerar oportunidades de negócio para nós.

Ainda antes do Brasil, a Turquia. Parece-me um caso sério de Europeização avant-la-lettre, porque a quantidade de shoppings previstos para abrir nos próximos anos (11 unidades bastante grandes) e outros empreendimentos residenciais e turísticos, demonstra claramente que a aposta num mercado fortemente povoado e com progressivo crescimento terá um retorno assinalável, quer para os promotores locais, quer para os investidores estrangeiros. Talvez por isso, o ranking internacional das maiores empresas de projectos, para 2010, indicava que a empresa que previa facturar mais é turca, à frente dos colossos americanos, ingleses e japoneses. Convinha começarmos todos a entender como é que podemos actuar lá.

Finalmente, o Brasil. Mas esqueçam o folcolore do “país irmão”: somos tão diferentes como o samba do fado. A pujança dos números fala por si: 195 milhões de habitantes, o 5.º maior país do planeta e a 8.ª economia global. As oportunidades para as empresas portuguesas são inúmeras, sobretudo para ajudar a suprir as carências proporcionadas pelo super-desenvolvimento que o Brasil está a ter. E é já! Mas não nos podemos iludir: os Brasileiros têm os meios, têm os recursos e a única coisa que podemos fazer é estabelecer parcerias e criar sinergias com as nossas congéneres brasileiras, para levarmos o nosso extenso know-how e conhecimentos obtidos no nosso desenvolvimento recente para podermos lá actuar.

Ir à aventura é um suicídio empresarial! A cidade de São Paulo apresentou 3 áreas de desenvolvimento urbano primordial, com uma área extensíssima, o Rio de Janeiro trouxe a reconversão do seu porto, o Nordeste continua a dar cartas no desenvolvimento do imobiliário turístico, e o Brasil tem com o seu PAC 2 (Programa de Apoio ao Crescimento) 328 biliões de reais (aproximadamente 144 mil milhões de euros) para gastar. Feitas as contas, é cerca de 87% do PIB Português “só” para o seu desenvolvimento, e falam português. E essa, caros leitores, é uma vantagem para nós que não tem preço.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os Fundos Imobiliários no Brasil

Brasil: terra de oportunidades. Muitos antepassados navegaram por esse oceano fora em busca de riqueza, trabalho, felicidade. Hoje, como dantes, muitos são aqueles que fazem o mesmo.

O mercado imobiliário no Brasil encontra-se pujante e prova disso é a rentabilidade dos Fundos de Investimento Imobiliário brasileiros, em 2010, com um valor médio de 26,87%.

O Fundo com melhor performance - Continental Square Faria Lima - apresentou no ano transacto uma rentabilidade de 59,61%!

Apenas um Fundo apresentou um desempenho negativo - ABC Plaza Shopping - com uma rentabilidade de -7,71%.



O dividend yield médio dos fundos brasileiros foi de 7,66%. Podem ver aqui o relatório com o Balanço Anual dos Fundos Imobiliários.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Um Novo Investimento Imobiliário

Promete ser um dos investimentos mais atractivos no sector imobiliário no Brasil. Não estou a falar de resorts, nem de habitação em São Paulo, nem de 2ª habitação, nem de escritórios, nem de comércio... nem mesmo de logística, saúde, 3ª idade... nada disso!

Estou a falar de.... cemitérios. Sim, cemitérios! De acordo com a notícia
Metro quadrado em cemitério é mais caro que o de casa do Diário do Grande ABC, sai mais caro morrer do que viver em São Paulo. Comprar um jazigo custa mais, por m2, do que comprar um apartamento!

Não sei os valores que se praticam por cá por Portugal mas se a moda pega, começamos a ter até mediadores especializados neste sector...

O que me preocupa, isso sim, é se este nosso Governo Socialista se lembra de fazer incidir IMT e IMI sobre espaços em cemitérios... arranjam logo uma maneira do pessoal morrer mais cedo, sempre é mais um imposto que depois se pode cobrar...

Bons negócios (imobiliários)!