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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Será que o Turismo pode matar o Turismo?

Muito se tem falado do aumento do turismo em Portugal. Recordes sobre recordes são anunciados: nas chegadas, nas dormidas, nas receitas. Todos embandeiram em arco porque no imediato são só benefícios.

No entanto, os 44 anos que tenho dedicado a acompanhar o desenvolvimento deste sector de actividade levam-me a pensar em alguns clichés que estiveram sempre presentes ao longo destes anos.

E um deles é que “Portugal não tem espaço para um turismo de massas de qualidade”. Já uma vez abordei ao de leve esta temática mas hoje resolvi voltar a ela com mais profundidade.

De facto, Portugal tem condições únicas de atractividade turística. Um território muito diversificado, desde as praias à montanha, passando pela planície e peneplanície, pela sua bacia hidrográfica (a maior da europa proporcionalmente ao seu território), pelos seus vales mais ou menos profundos, etc.
Por outro lado, tem um património histórico muito relevante, quer em termos de património edificado quer imaterial com grandes repercussões na história da humanidade, como sejam a gastronomia, os seus usos e costumes, o seu artesanato, etc.

E por último mas não menos importante, uma população que normalmente acolhe bem os seus visitantes.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A qualidade como paradigma do turismo português

Recentemente, li o título de um artigo que dizia mais ou menos o seguinte: ”Qualidade do turismo não se faz apenas com bons hotéis. Precisa de uma liderança forte”.

Já uma vez escrevi sobre a qualidade do turismo português (A qualidade como paradigma do Turismo Português – Outubro de 2013), em que defendi todo o trabalho que desde 1970 foi feito no seu desenvolvimento. Neste desenvolvimento, a qualidade foi sempre uma preocupação presente. Escrevi sobre a qualidade dos hotéis e a necessidade de uma formação hoteleira adequada e da promoção do país. Mas outros aspectos são tão ou mais importantes que estes. 

Para mim, a qualidade de um destino compõe-se de três vertentes muito importantes: a capacidade de fixação do turista, a capacidade de atracção desse mesmo turista e o seu acolhimento.

Estas três vertentes têm que ser implementadas com muita perseverança ao longo de todo o processo de consolidação de um qualquer destino turístico.

E foi isso que se passou em Portugal ao longo dos últimos cinquenta anos. Já escrevi sobre a implementação da capacidade de fixação. Importa agora referir os dois restantes aspectos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

O Mercado de Trabalho Turístico Inclusivo

A Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21) é uma associação que tem, entre outros objectivos, a procura de soluções que tornem as crianças e jovens portadores de trissomia 21, cada vez mais autónomos.

Se em relação às crianças já existem muitas técnicas e soluções de educação para a autonomia, já para os jovens o problema é mais complexo.

Nesta senda, desde 2014 que a APPT21 está envolvida no “Projecto OMO: On My Own at Work” em colaboração com parceiros espanhóis e italianos, num projecto que visa a inserção de pessoas com Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (PDI) e melhorar o acesso a ofertas de postos de trabalho e de formação para estes cidadãos.

A metodologia envolve a criação e utilização de uma App que permite a autonomia do estagiário no posto de trabalho e uns vídeos construídos ad hoc com o intuito de melhorar a relação do indivíduo com PDI com os colegas e tutores. Ao longo do estágio, o estagiário tem um tutor que o acompanha.

terça-feira, 21 de março de 2017

Bolha no turismo?

Ultimamente, temos sido confrontados com excelentes notícias sobre o desempenho do turismo português. Aumento da procura, aumento das receitas, aumento da oferta de alojamento, com especial enfoque no alojamento local, aumento da oferta de emprego, aumento da oferta ao nível da animação turística, etc.

É claro que estas notícias são boas. Os vários destinos turísticos que se vão consolidando neste país começam a dar resultados e sobretudo a imagem de um destino low-cost atrai cada vez mais turistas. 

Já em tempos escrevi um artigo sobre a preocupação que tinha relativamente ao aumento da procura turística e ao peso que este aumento, aliado ao da oferta do alojamento local, exercia nas infraestruturas urbanísticas, com o risco de se criarem situações de rotura. E esta preocupação mantém-se!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Causas do sucesso do Golfe em Portugal

Portugal foi, recentemente, reconhecido como o primeiro destino de golfe a nível mundial. Trata-se de mais uma etapa ganha na afirmação do país como um destino turístico de excelência. Este reconhecimento é o corolário de todo o trabalho desenvolvido para que o golfe pudesse desempenhar o seu papel em prol de um turismo de qualidade que se pretendia para Portugal desde os primórdios do seu desenvolvimento.

Muito teve de se fazer e muitas “lutas” se travaram ao longo dos tempos para que tal se pudesse concretizar. Tinha-se a noção que seria um trabalho árduo, mas não impossível. Várias barreiras se teriam de ultrapassar.

A primeira barreira foi, poderíamos dizer, quase política. Estávamos em pleno PREC e era preciso convencer que se tratava de desenvolver uma actividade numa vertente turística e não exclusivamente para residentes. Quero com isto dizer que era preciso desmistificar a carga política de que estava revestida a questão.

Outra barreira prendia-se com a viabilidade económica face à realidade do golfe em Portugal. Os campos de golfe para serem economicamente viáveis necessitam de ter uma “clientela” permanente, ou seja, residentes que joguem golfe em número suficiente para permitir ultrapassar o impacto da sazonalidade do fenómeno turístico na viabilidade do campo.

terça-feira, 7 de junho de 2016

A formação turística

No dia 16 de Maio celebraram-se os 25 anos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. É, por natureza, a escola de referência para o sector e importa lembrar que outras há que são marcos importantes do excelente trabalho feito ao longo de cerca de 50 anos que leva já a formação profissional no sector. Nesta referência não podemos esquecer a Escola de Hotelaria do Porto, pioneira na formação superior em Portugal, cujo curso de Gestão Hoteleira ombreou com as escolas suíças. Aliás, a oferta turística francesa recorria muito aos formandos saídos desta escola sobretudo pela qualidade da formação aí feita.

Portugal é assim uma referência na formação turística e para tal concorreu a aposta que o sector fez nesta área. Cedo se percebeu que para ter um turismo nacional de qualidade tínhamos que apostar em duas vertentes em simultâneo: melhoria da qualidade da procura e melhoria da oferta. E estas duas vertentes tinham de viver e desenvolver-se em conjunto. Uma não “vivia sem a outra”. Se a qualidade da procura era da responsabilidade de quem se preocupava pela promoção, a qualidade da oferta tinha essencialmente duas componentes: a concepção do produto, essencialmente ligada à legislação dos empreendimentos turísticos e à capacidade dos promotores em conceber produtos adequados à procura, e a formação. E desde os anos 70 que esta preocupação foi assumida de forma muito séria por quem tinha a responsabilidade técnica e política de desenvolver o sector do turismo. 

O sucesso do desenvolvimento turístico do país assentou nas várias vertentes e a formação teve um papel central neste desenvolvimento. As décadas de 70 e 80 foram importantíssimas para o sector turístico. Nesta época foi criada uma das melhores legislações turísticas da Europa e uma formação de referência. Mas nada disto teria sucesso se não existissem empresários com visão e com a preocupação de que, para além da qualidade do seu empreendimento, este nunca seria concorrencial a nível internacional se não oferecesse um serviço de qualidade. E para tal era importantíssimo apostar na formação dos colaboradores. Tinham a noção exacta de que um “Bom dia” bem ou mal dado a um cliente ganhava ou não clientes para a unidade. 

E foi assim que entidades públicas e privadas deram as mãos e em conjunto avançaram para o desenvolvimento do sector nas várias vertentes. Mas não pensemos que o caminho foi fácil. Na área da formação, a capacidade de resposta era muito reduzida. As escolas tinham pouca capacidade formativa para as necessidades. Várias empresas tiveram de recorrer a acções de formação para os seus funcionários. Com a entrada na Comunidade Europeia em 1986, os fundos comunitários para a formação permitiram criar novas escolas e polos de formação profissional e sobretudo corrigir as assimetrias existentes entre as várias profissões. E é nesta altura que surge a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. No entanto, esta escola não resolveu o problema. A formação existente não cobria 50% das necessidades do sector e as assimetrias mantinham-se e até se agravavam. A expectativa dos formandos era a obtenção de uma licenciatura, expectativa lícita mas que não satisfazia as necessidades de um mercado cada vez mais exigente. 

Este problema agravava-se com a interioridade, ou seja, com a dificuldade de se conseguir mão-de-obra qualificada para trabalhar fora dos principais centros urbanos e das zonas turísticas mais significativas. E esta questão continua e continuará a fazer-se sentir. O custo da formação em algumas profissões turísticas, como por exemplo a de cozinheiro, implica equipamento muito específico e espaço físico para as aulas práticas. Se compararmos estas necessidades com outras profissões, como Gestão Hoteleira ou Recepcionista, poderemos compreender a existência destas assimetrias.

Existem profissões com saídas profissionais garantidas porque a formação é deficitária em relação às necessidades. Mas outras há em que se passa o contrário. Face a esta situação, muitos empreendimentos começaram a “roubar” empregados de outros empreendimentos, esquecendo-se de que se hoje são eles que “roubam”, amanhã serão eles os “roubados”. Ninguém ganha nada com estas situações, nem mesmo o empregado. 

Como conselho, se me é permitido, recomendaria aos futuros proprietários de empreendimentos turísticos., sobretudo no interior, que motivem os jovens locais a qualificarem-se nestas profissões com a promessa de terem emprego garantido. Ganha o empreendimento porque obtém profissionais formados de raiz, sem vícios e a viverem na sua área de implementação, ganham os jovens desafiados porque vão fazer uma formação com saída profissional garantida na sua área de residência e ganha o empresário porque “a tempo e horas” tem este problema resolvido.

A terminar, gostaria de endereçar as minhas felicitações à Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril pelos 25 anos de vida, Direcção, a todos os seus docentes e funcionários pelo trabalho que vêm desempenhando em prole da formação no sector do turismo mas também de louvar todas as escolas profissionais, publicas e privadas que, pela capacidade formativa que demonstram, têm contribuído para a qualidade do serviço dos empreendimentos turísticos do País.

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Por Rui Soares Franco
Consultor Turismo e Hotelaria

terça-feira, 15 de março de 2016

A cultura e o turismo

Se quiséssemos definir o que é o turismo poderíamos dizer que “Turismo é a visita do homem ao homem”. O conjunto das motivações que levam o homem a visitar o outro homem num determinado destino é o produto turístico desse destino. Se visito um destino por lazer, sou um turista de lazer, se o visito por motivos profissionais, sou um turista profissional, se o visito por motivos culturais, sou um turista cultural. No entanto, qualquer que seja a motivação da minha visita, esta tem sempre um pouco de motivação cultural quanto mais não seja pelo contacto entre pessoas onde existe sempre uma permuta cultural.

Daí que a cultura de um povo, identificação desse povo que se criou e desenvolveu num determinado território, configurado ao espaço e ao tempo, está sempre subjacente à visita turística que se faz a um determinado destino. 

Vem isto a propósito da importância que a cultura tem não só como factor de atracção turística mas também como factor de desenvolvimento turístico de um determinado destino.

Tendo presente esta questão, não posso deixar de ficar surpreendido com a recente demissão do Prof. Dr. António Lamas de Presidente do CCB, não só pela forma pouco polida de que a mesma se revestiu, mas sobretudo pela perca do saber de um homem que já muito deu e ainda pode dar à cultura e ao turismo do País.

Como amante de Sintra e conhecedor do seu património, gostaria de recordar a forma como este homem interveio no património de Sintra e ao longo dos anos o foi recuperando. Desde aos palácios quase em ruínas, como é o caso do Palácio de Monserrate ou o Chalé da Condessa de Elba, até aos parques que os envolvem, pouco a pouco tudo foi recuperado ao mesmo tempo que montava uma operação de promoção e rentabilização desse mesmo património por forma a torná-lo auto-suficiente. Criou inclusivamente um sistema inovador de bilhética que permite a visita de mais do que um monumento a preços reduzidos e que funciona como factor promocional desses monumentos.

E os resultados estão à vista: aumento significativo da procura turística daquele destino (em oito anos mais que triplicou a procura, cifrando-se actualmente em cerca de 2 milhões de entradas) assim como a melhoria significativa do ordenamento turístico. E todos beneficiámos deste trabalho feito por quem conhece e sabe como juntar estas duas actividades. Actualmente, a Parques de Sintra Monte da Lua é auto-suficiente e desempenha um papel fundamental no desenvolvimento turístico do destino SINTRA. 

A nomeação de António Lamas para a Presidência do CCB pretendia dar-lhe a oportunidade de aplicar a mesma fórmula, ao eixo Ajuda-Belém, com as necessárias adaptações, aproveitando a presença diária de tantos turistas naquela zona para se potenciarem outros monumentos e museus aí existentes e que tanto poderiam beneficiar com este esquema, tornando-se auto-sustentáveis como acontece actualmente com o Parques de Sintra Monte da Lua. Embora mais ambicioso (trata-se da zona monumental portuguesa mais visitada) todo o património beneficiaria, assim como os sectores da cultura e do turismo.

Num artigo recente no Jornal Público, José Manuel Fernandes critica o Ministro da Cultura por esta demissão e refere num PS final que: “O mundo da cultura, tão fervilhante no tempo das indignações à mínima unha encravada, está estranhamente silenciosa.” (Sic). Este comentário leva-me a pensar: E nós homens do Turismo não teremos também uma palavra a dizer? Não nos deveríamos revoltar com atitudes que levam a pôr em causa o futuro do nosso património?

Estamos numa época de grande crescimento da actividade turística no país, beneficiando da actual conjuntura e da procura crescente deste destino em detrimento de outros onde a segurança (actualmente o primeiro grande factor de selecção de destinos) está em risco. No entanto, temos que continuar a trabalhar para que se mantenha ou mesmo se melhore a atractividade do destino. Mas aquilo a que assistimos é precisamente o contrário. Afastam-se pessoas competentes a troco de argumentos nebulosos e pouco credíveis e de questões pouco transparentes. A troco de quê?

Creio que, a curto prazo, o sector não será muito afectado mas perde-se uma oportunidade de melhorar a nossa atractividade. A longo prazo logo se verá!

Já o sector da cultura irá certamente perder a oportunidade de tornar este património rentável e auto-suficiente e como português não posso deixar de me revoltar.

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Por Rui Soares Franco
Consultor Hotelaria e Turismo

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Estrelas para que te quero!

Recentemente (Setembro de 2015) foram revistos os diplomas que regulam a oferta turística nacional. Em 3 de Setembro foi publicado o Decreto-Lei nº 186/2015 que introduz alterações ao Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos (RJET) e em 25 de Setembro foi publicada a Portaria nº 309/2015 que regulamenta o sistema de classificação dos empreendimentos turísticos.

No RJET, verificamos uma preocupação significativa relativamente ao Turismo nas áreas integradas no Sistema Nacional de Áreas Classificadas (SNAC) com base na revisão em curso do Programa Nacional de Turismo da Natureza. Estas alterações demonstram uma preocupação com a criação de regras claras e objectivas para a fruição turística destas área que não podemos deixar de louvar.

Outra das preocupações prende-se com a desburocratização dos processos de licenciamento, preocupação esta que tem norteado este ciclo legislativo que se iniciou em 2008. Efectivamente, este diploma promove “(...) uma maior eficiência, simplificação e liberalização nos procedimentos administrativos” o que também é de louvar.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Queremos mais turistas ou turistas que gastam mais?

Recentemente saíram notícias com revelações que me surpreenderam: a nível mundial, o turista chinês é aquele que mais gastou em compras tax free em 2014, seguido do americano. Tal figurino mantém-se no mercado português apenas com uma alteração: em 2º lugar aparece o turista russo e o turista americano em terceiro lugar. 

Por outro lado, assistimos a um crescimento exponencial do turismo "low cost", principalmente em Lisboa e no Porto, aliado sobretudo a duas realidades: o aumento do tráfego aéreo "low cost" e o aparecimento do alojamento local com preços muito mais reduzidos que a hotelaria tradicional.

Estes factos levam-me a colocar uma questão de base: o que interessa mais ao Turismo Português: um turista que consome ou um turista que apenas visita? 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Sucesso do Turismo Português




Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria




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«Portugal é um País pequeno onde o turismo de massas não tem lugar.»


No final do ano de 2014, o sector do turismo apresentou óptimos resultados. Todos os índices turísticos – chegadas de turistas, taxas de ocupação, revpar’s, dormidas, balança comercial – apresentaram crescimentos surpreendentes. Vale a pena pensar um pouco nos vários factores e intervenientes que contribuíram para este sucesso.

Acredito que este sucesso não se deve apenas a factores meramente conjunturais. Deve-se antes ao trabalho desenvolvido por todos os seus intervenientes, quer do sector público quer do sector privado ao longo dos anos. Como é óbvio resultados deste tipo não se conseguem de repente.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Alojamento Local e o aumento da procura externa - causas e consequências




Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria




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O recente aumento da procura turística nos principais centros urbanos portugueses, nomeadamente Porto, Coimbra e Lisboa, levou-me a pensar o porquê deste boom e quais as suas causas e consequências.

A promoção turística feita internacionalmente sobre os melhores destinos europeus para 2014, nos quais incluía o Porto e Lisboa, criou certamente uma apetência muito grande por estes destinos. Se aliarmos a este aspecto, o facto do aumento da oferta de viagens low cost para Lisboa e Porto e a possibilidade de alojamento barato no destino, estão criadas as condições fundamentais para este incremento na procura.

Para tal situação, contribuiu o chamado alojamento local (AL) criado aquando da alteração legislativa de 2008 promovida pelo então Secretário de Estado do Turismo, Dr. Bernardo Trindade. Todos os empreendimentos turísticos que não se convertessem em Hotel ou Hotel Apartamento, caíam automaticamente no regime do Alojamento Local. Por outro lado, quem quisesse oferecer alojamento, fosse quartos, apartamentos ou moradias, poderia fazê-lo através da sua inscrição nesta modalidade junto das Câmaras Municipais respectivas, através de um processo de licenciamento muito simples, desde que cumprissem os requisitos mínimos para o fazerem.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A performance do turismo português




Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria




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Nos últimos dias do ano foram publicadas muitas notícias que nos davam a conhecer o bom comportamento do Turismo Português durante o ano de 2013. Habituados, ultimamente, apenas às más notícias, foi muito bom saber que o sector do Turismo tinha apresentado crescimentos muito significativos, quer em número de turistas, quer em termos de receitas. Por outro lado, aparecem grandes referências a algumas regiões do País como principais pontos a visitar durante o ano de 2014, como por exemplo a cidade do Porto ou a Região Alentejana.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A qualidade como paradigma do turismo Português




Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria





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Recentemente, saiu uma notícia que referia Lisboa como estando no top da lista das melhores cidades europeias como destino turístico para 3/4 noites. Embora tal notícia tenha sido uma grande festa para o meu “ego” como lisboeta/português, não foi, no entanto e propriamente uma novidade. Se para os partidos da coligação embandeirar em arco no período eleitoral seria usado pela oposição como uma forma de angariar votos e se dizer bem de uma situação não seria “politicamente correcto” para a oposição, deixem-me então a mim, homem do turismo, “embandeirar em arco”.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Utilidade Turística - Benefícios Fiscais à Indústria Hoteleira



Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria





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Enquadramento


A Utilidade Turística (UT) é o mais antigo instituto de benefícios fiscais existente em Portugal. Foi criada em 1954 e concede benefícios fiscais ao investimento na indústria hoteleira.

Em 17 de Maio último, foi publicado um acórdão do SupremoTribunal Administrativo (STA) relativamente ao instituto de Utilidade Turística por motivo de abuso da sua utilização.

Pensei que seria altura de escrever algo sobre este instrumento por forma a que os investidores nesta área tenham um conhecimento correcto deste instituto e como utilizá-lo na promoção dos seus investimentos turísticos.

terça-feira, 12 de março de 2013

O imobiliário assaltou o turismo



Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria





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Cecília Meireles, mesmo antes de abandonar o Governo, lançou uma campanha que visa aumentar a quota de mercado de turismo residencial de Portugal, no mercado internacional. Para tal, aproveitou as condições especiais existentes para estrangeiros que queiram adquirir residência, temporária ou permanente, em Portugal. O Turismo de Portugal criou um portal www.livinginportugal.com como instrumento desta promoção, onde os interessados poderão consultar todas as condições e todas as informações de que necessitam para poderem comprar casa em Portugal.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Prós e Contras da nova Regionalização Turística




Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria




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É comumente aceite que a crise está a provocar uma alteração profunda nos valores vividos pelas pessoas e, consequentemente, na sua forma de consumir. Nada ficará na mesma ou nada será como dantes.

O sector do turismo não vai fugir a esta máxima e tudo vai mudar não só na forma de consumir, como no que se vai consumir e nos valores que o sector deverá defender.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Turismo de Natureza



Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria



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No seguimento do artigo anterior, gostaria de referir a legislação existente para o Turismo de Natureza, um dos 10 produtos estratégicos integrados no Plano Estratégico Nacional do Turismo.

O desenvolvimento turístico de um destino centra-se, essencialmente, na potencialização dos seus recursos endógenos como forma de criar atratividade para esse mesmo destino. Foi neste sentido e, em boa hora, que no fim da década de 90 (1997), o Governo criou o produto “Turismo de Natureza” como forma de integrar a fruição das áreas protegidas na oferta turística nacional.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Novas competências das entidades regionais de turismo



Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria







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Foi com alguma preocupação que tive conhecimento da proposta da Entidade Regional de Turismo do Centro, através do seu Presidente, Dr. Pedro Machado, que propõe uma participação destas na vistoria e fiscalização dos empreendimentos turísticos.

E vejo esta situação com preocupação atendendo ao historial anterior com a criação das Direcções Regionais de Economia (DRE) e a transferência das competências da então Direcção-Geral do Turismo para as DRE’s na área do Turismo no Espaço Rural.

Este facto, sustentado numa lei bastante discricionária, com conceitos bastante subjectivos, provocou formas diferentes de interpretação dos mesmos conceitos por parte das diferentes DRE’s e desvirtuou, obviamente, o produto e formas de tratamento dos processos.

O que era verdade numa determinada DRE, não tinha a mesma interpretação e actuação noutra. Por exemplo, o conceito de “traça arquitectónica típica regional” era diferente de DRE para DRE. A disparidade entre os diversos organismos era gritante com consequências nefastas a todos os níveis para o produto. A uniformidade na aplicação da Lei, garantida até então pela Direcção-Geral do Turismo, estava hipotecada com a actuação das DRE’s.

E com esta actuação, prejudicou-se alguns promotores e, sobretudo, o produto TER (Turismo em Espaço Rural) onde as discrepâncias de região para região são gritantes. Este aspecto é manifestamente preocupante quando os mercados internacionais detectarem esta falta de uniformização no produto TER.

Este problema foi agravado com a mudança das competências para as Câmaras Municipais. E chegamos à situação de “cada cabeça, sua sentença”. E o “caos” no TER passou a ser total.

A descentralização é louvável desde que não ponha em causa a igualdade de oportunidades salvaguardando a equidade do processo e não criando qualquer tipo de descriminação regional.

Poder-se-á dizer que, no caso vertente, se prende exclusivamente com vistorias e fiscalização e que não envolve a aprovação dos projectos. Estas aprovações têm o Turismo de Portugal a uniformizar a intervenção. No entanto e para quem domina minimamente esta nova legislação apercebe-se que a classificação do empreendimento depende, em grande parte, dos serviços prestados no mesmo e uma avaliação discricionária de alguns dos requisitos opcionais. E é aqui que pode haver algumas diferenças significativas de avaliação. E esta avaliação é feita nas vistorias e fiscalizações que, agora, as ERT’s tentam puxar a si.

Um dos factores que mais contribuiu para o reconhecimento da hotelaria nacional como do que de melhor se faz no mundo foi, por um lado, a existência de uma regulamentação exigente e, por outro, uma uniformização na sua aplicação pois era feita por uma única entidade. Um hotel de 4 estrelas apresentava critérios de qualidade e conforto idênticos em qualquer parte do território nacional.

A actual legislação, mais adaptada à realidade actual, salvaguarda que um hotel de praia não tem, necessariamente, de ser igual a um de cidade. São realidades diferentes mas os critérios de avaliação, em sede de vistoria ou fiscalização, devem ser idênticos para todos os hotéis. E é isto que está em causa!

Outro problema que se levanta é o da competência técnica para desenvolver estes trabalhos. Dão-se competências às ERT’s mas os orçamentos mantêm-se ou mesmo diminuem e não conseguem garantir a contratação de técnicos competentes para o desempenho das funções. E, então, à boa maneira portuguesa, “desenrasca-se” a situação e tenta-se adaptar outras pessoas a estas novas funções, facultando alguma formação mas sem competências para as desempenhar.

E no fim de tudo, quem fica prejudicado é o sector do turismo em que as mais elementares regras da livre concorrência e a equidade de acesso ao mercado são postas em causa.

Recentemente, e enquanto escrevia este artigo, foi anunciado, pela actual Secretária de Estado do Turismo a reformulação das Entidades Regionais de Turismo. Segundo este anúncio irão ser, para além das ERT’s, extintos os Pólos de Desenvolvimento Turístico o que, só por si, é já uma boa notícia. Nunca percebi porque eram criados os PDT’s. Eram estruturas dentro de outras estruturas com competências idênticas. Seria para salvaguardar lobbies políticos? Fica a suspeita. Mas vai avançar com novas ERT’s, com novas competências, estando no “segredo dos Deuses” quais serão estas novas competências. Será que passarão por estas novas intervenções ao nível das vistorias e fiscalização dos empreendimentos turísticos? E se sim, será vinculativo ou serão, apenas, pareceres não vinculativos? Na primeira hipótese, antevejo os problemas atrás mencionados e na segunda hipótese não lhe vejo qualquer utilidade para além de se agravarem os custos dessas classificações e fiscalizações que, como sabem, são periódicas e pagas por quem precisa delas.

Espero sinceramente que prevaleça o bom senso e não se repitam situações anteriores com resultados tão nefastos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A crise no sector do turismo



Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria






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A segurança está na ordem do dia. Cada vez mais os fluxos turísticos exigem segurança no destino e nos empreendimentos que vão frequentar. É um dos principais factores de escolha e o País tem que estar atento a isto.

No meu último artigo, debrucei-me sobre dois aspectos do impacto da crise no sector turístico e prometi que voltaria ao assunto. Hoje vou tentar analisar outros aspectos do comportamento do mercado turístico neste ano de 2011.

Recentemente, foram publicados os primeiros dados sobre o desempenho do sector turístico durante o 1º Semestre de 2011. E, surpreendentemente, prevê-se que o sector turístico cresça acima da média a nível mundial. Segundo o Turismo de Portugal, o crescimento deverá situar-se entre 5 e 10% no corrente ano, sendo que a nível mundial este crescimento não deverá chegar aos 4%.

Importa, no entanto, debruçarmo-nos sobre a realidade portuguesa e tentar perceber o comportamento da oferta face a este crescimento.

Temos vindo a ser bombardeados com as queixas dos hoteleiros no sentido de que o negócio vai mal, que tiveram de baixar os preços, que as taxas de ocupação baixaram e um sem número de mais queixas.

Parece existir aqui um contra-senso mas que na realidade não o é. O que se passa em Portugal não será um crescimento desmesurado da oferta? Não terá esta, crescido mais que a procura?

Se as queixas são reais, se os preços baixaram e as taxas de ocupação também, então esta realidade é um facto. Impõe-se, por isso, controlar o crescimento desta oferta para que a mesma acompanhe o crescimento da procura de forma equilibrada. Os novos projectos de hotelaria deverão visar nichos de mercado específicos e deverão, com a sua implementação, garantir novos mercados para o sector. Criar um empreendimento para “roubar” a clientela a outro não será uma boa conduta a nível nacional mas será uma livre concorrência louvável e por isso não condenável.

Entendo que a introdução de algum bom senso nesta livre concorrência poderá passar pelo Turismo de Portugal. É esta entidade que poderá limitar um pouco o aumento da oferta através de critérios de mercado mais apertados aquando das análises das candidaturas para apoios financeiros ao investimento.

Recordo-me quando, em 1986, foi criado o Plano Nacional de Turismo. Este facto levou a que o Governo decretasse, em 1989, a criação de quatro zonas do Algarve (Praia da Rocha, Armação de Pêra, Albufeira e Quarteira) como zonas sectorialmente saturadas onde não existiam apoios financeiros para novos empreendimentos turísticos sendo os mesmos aplicados apenas na remodelação de estabelecimentos existentes com o objectivo de melhorar a qualidade da oferta. Estávamos a dar os primeiros passos no ordenamento turístico do País. Não será de se pensar em medidas similares que controlem este desenvolvimento que parece desmesurado? Deixo a questão no ar.

Por outro lado, este crescimento da actividade em Portugal, tendo em consideração a situação de crise económica que atravessamos a nível mundial, ultrapassa a média e apresenta um crescimento de dormidas que se situa em 8,9% e as receitas em 7,5 % no 1º Semestre de 2011. Se por um lado este crescimento se justifica pelo aumento das viagens de negócios, por outro este aspecto, por si só, não o justifica. Outras razões haverá para este facto.

Como a história é cíclica, recuei a 1991, altura em que estávamos em plena guerra do Golfo. Contrariamente à tendência mundial de quebra na actividade turística a nível mundial, Portugal foi o único país da Bacia do Mediterrâneo que apresentou um crescimento na actividade.

Analisada a situação, concluiu-se que o ano turístico estava perdido para os países do Mediterrâneo em virtude da falta de segurança dos países abrangidos pela guerra do Golfo ou limítrofes a estes. A excepção era a Península Ibérica e nesta, aparecia Portugal como a primeira escolha, uma vez que a Espanha se debatia com graves problemas de segurança interna devido aos grandes atentados da ETA.

A segurança foi e continua a ser um dos aspectos que mais preocupa os mercados turísticos. E esta questão é cada vez mais premente. Assistimos, nesta altura, a grandes perturbações internas em Países como o Egipto, a Líbia, a Síria, a Tunísia, países que em 1991 perderam o ano turístico por causa da Guerra do Golfo. E este ano voltaram a perdê-lo por questões de segurança.

E mais uma vez, Portugal aparece como um país internamente seguro e com empreendimentos turísticos com grandes preocupações de segurança. Será por isso que cresceu acima da média? Acredito que sim.

A segurança está na ordem do dia. Cada vez mais os fluxos turísticos exigem segurança no destino e nos empreendimentos que vão frequentar. É um dos principais factores de escolha e o País tem que estar atento a isto.

Não é por acaso que, desde a legislação de 1986, os regulamentos nacionais exigem condições excepcionais de segurança, por vezes criticadas pelos empresários como excesso de intervenção do Estado. Mas nesta altura reconhecem a necessidade e são os primeiros a aderir a estas exigências legais.

Qualidade exige Segurança.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Perspectivas do Sector Turístico face à crise



Por Rui Soares Franco
ruioreysfranco@hotmail.com
Consultor em Turismo e Hotelaria






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A actual crise que decorre da intervenção do FMI em Portugal vai, certamente, ter repercussões no sector do turismo, quer ao nível da oferta quer ao nível da procura. Com base em algumas das medidas anunciadas, podemos procurar perspectivar o comportamento do sector daqui para a frente. Não nos podemos esquecer que o sector do Turismo tem um papel muito importante no equilíbrio da bolsa comercial, sendo um sector exportador por excelência que representa mais de 15% do PIB.

Para já vou apenas abordar duas questões muito práticas reservando outras questões para artigos posteriores.

Um dos temas tem a ver com a já tão falada alteração do IVA do Golfe de 6% para 23%. O Ministério das Finanças veio esclarecer, recentemente, que o IVA a praticar pelos Campos de Golfe é de 23% e não 6% como pretendiam as empresas gestoras destes equipamentos em virtude da concorrência da nossa vizinha Espanha.

Todos nós conhecemos a importância que o Golfe tem para o desenvolvimento do sector do turismo em Portugal, sobretudo no Inverno. Desde a década de 60 que o sector, nomeadamente no Algarve, tem vindo a levar a cabo um esforço muito grande no desenvolvimento do Golfe. As óptimas condições climatéricas (262 dias de sol em média por ano) e a associação do Golfe ao produto Sol & Praia foi a estratégia seguida desde essa data para a implementação deste produto em Portugal.

Como corolário deste esforço, realça-se o facto de Portugal estar reconhecido como o destino de Golfe nº 1 a nível mundial. Quem o afirma é a Irlanda que é, efectivamente, uma potência nesta área. Mas este reconhecimento levou cerca de 40 anos.

Ora, a questão do IVA deverá ser analisada neste contexto: Portugal é o destino de Golfe nº 1 a nível mundial, mas para se manter nesta posição terá que manter a sua competitividade com outros destinos concorrentes, como por exemplo a Espanha. É nessa área da competitividade que o assunto deve ser abordado.

Aumentar nesta altura o IVA em 17 pontos percentuais irá deitar por terra todo o esforço feito não só pelas entidades directamente ligadas ao Golfe mas também por todas as outras, indirectamente ligadas a essa actividade, com especial enfoque para as associações que envolvem os empreendimentos turísticos.

Perder o mercado do Golfe para a concorrência, é perder o factor multiplicativo que o mesmo produz. É perder todo o mercado turístico associado, quer do próprio jogador quer de quem o acompanha. E neste negócio, todos ficamos a perder! Perdem os empresários do Golfe, perdem os empresários hoteleiros (embora estes possam procurar novos mercados) mas sobretudo perde o País. O valor que o Estado vai arrecadar com este aumento será, certamente, muito inferior às receitas fiscais que vai perder com a quebra da actividade turística na época baixa.

E é aqui que eu entendo que as autoridades nacionais deveriam ser mais flexíveis. Os nossos vizinhos Espanhóis aguardam, serenamente, a evolução do assunto, mas penso que sempre vão esfregando as mãos de contentamento.

Outro aspecto importante em que a crise poderá afectar o sector prende-se com a componente imobiliária de que se revestem alguns negócios turísticos. No meu artigo anterior, realçava a importância que a componente imobiliária tinha na viabilização dos empreendimentos turísticos. Na realidade, nos aldeamentos turísticos, vulgarmente designados como “Resorts”, a possibilidade de se poder associar ao negócio turístico uma componente imobiliária, funcionava como um factor de alavancagem do próprio empreendimento, viabilizando a sua concretização, através do aumento do nível de auto-financiamento do projecto.

Com a actual crise e com as anunciadas medidas de austeridade de desincentivo à aquisição de casa e incentivo ao mercado do arrendamento, com o acesso ao crédito cada vez mais difícil, o sector do turismo não vai conseguir fugir a esta realidade e terá que ser capaz de encontrar soluções alternativas.

Uma delas poderá ser o timesharing. Mas para tal o sector terá que melhorar a imagem que este produto tem em Portugal. Acompanhei a implementação deste produto no início da década de 80. Salvo erro, a primeira legislação datava de 1985. Era uma legislação considerada de grande vanguarda a nível europeu. A própria comunidade europeia utilizou essa legislação para estudar eventuais recomendações aos estados membros.

No entanto, houve muitos empresários a utilizar este produto de forma fraudulenta a par de outros cujo produto era e ainda é uma referência no sector. Mas o que prevaleceu e ainda prevalece foi a má imagem criada na altura. Será que o sector tem capacidade para alterar a situação e transformar o timesharing num produto credível e apetecível? Será que consegue aproveitar o aligeiramento da nova legislação para melhorar esta imagem e credibilizar o produto? Creio sinceramente que sim, mas vai levar o seu tempo. E conseguirão os empreendimentos “aguentar-se” até à credibilização do produto? Aqui já não sei!!!

Prometo em breve voltar a este assunto e, com o evoluir da crise, abordar outras questões que entenda oportunas e que sejam do interesse de todos. Para já ficam estes dois pontos de reflexão.