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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

As novas gerações preferem comprar casa


Muito se fala do Millennials. Das suas orientações, preferências, escolhas enquanto consumidores. Que só pensam em arrendar e não se querem comprometer com a compra de uma casa. Mas uma nova geração está a chegar e a impactar o mercado imobiliário. Trata-se da Geração Z, os chamados post-millennials. Nascidos entre 1995 e 2012, começam agora a chegar ao mercado de trabalho e, naturalmente, ao mercado imobiliário.

Um estudo feito pela Homes.com procurou "tipificar" as escolhas destes consumidores. Foi realizado um inquérito a 1.000 jovens entre os 18 e os 24 anos. As respostas foram concludentes. Mais de 85% dos inquiridos planeia comprar uma casa. Mais, a maioria pretende comprar casa mais cedo que os Millennials. De facto, apenas 35% dos Millennials com menos de 35 anos são actualmente proprietários de casas, enquanto que quase 50% da Geração Z, inquirida neste estudo, o planeia fazer entre os 25 e os 29 anos de idade.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Habitação: mais crédito, menos alavancagem

Desde inícios de 2017 que a banca em Portugal tem mantido uma tendência crescente na concessão de crédito à aquisição de habitação. É verdade que após alguns anos de quebra, desde 2013 que os bancos têm aumentado a sua exposição ao segmento residencial mas de facto os últimos dois anos foram anos de mais crédito à compra de casa.

O ano de 2018 encerrou com um total € 9,8 mil milhões de financiamentos concedidos para a compra de casa, um valor que ficou acima dos € 8,26 mil milhões registados em 2017. Longe vão os tempos de 2012 com menos de € 2 mil milhões mas também longe vão os tempos de 2007 com quase € 20 mil milhões emprestados.

Fonte: Banco de Portugal

Mesmo numa tendência crescente, o facto é que o total em dívida no mercado tem vindo a cair, com mais reembolsos que novos empréstimos concedidos. O mercado corrigiu de mais de € 115 milhões de financiamentos activos em 2011 para uns actuais € 93 mil milhões. Trata-se de uma queda de quase -20%.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Habitação: preços sobem 6,4% em Portugal

Os preços medianos na habitação em Portugal subiram 6.4% em termos homólogos, no 1º trimestre deste ano. Segundo dados publicados pelo INE, uma casa em Portugal apresenta agora um preço mediano de € 1.011 por m2, sendo este o primeiro registo de um valor acima dos € 1.000 /m2. Em cadeia, o crescimento de preços foi mais modesto, de apenas 1,5%.

As Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa registaram subidas de preços com praticamente todos os municípios em alta. Excepção feita apenas a Arouca com uma quebra de preços em cadeia de -6,9%.

A Região do Algarve seguiu o exemplo com uma subida de preços de 9,7% apesar da forte queda sentida em Monchique, de -17,7%.

A Amadora foi o município da AML onde se registou a maior subida de preços (22,7%) acima dos 20,5% registados em Lisboa. A capital apresenta agora um preço mediano de € 3.011 por m2.  Já a cidade do Porto observou um preço de € 1.682 /m2 com uma subida homóloga de 22%.

Onde se registaram as maiores variações de preço?

Marvão liderou as subidas de preços em território nacional com um crescimento homólogo de 134%, logo seguido das Lajes do Pico (131,7%) e Boticas (131,5%). Alfandega da Fé e Pampilhosa da Serra registaram também subidas de preço acima dos 100%.

De entre as 344 localidades monitorizadas, apenas 83 registaram quebras homólogas de preço com o Alijó a observar a maior descida, de -38,7%.

Usados mantêm forte tendência de subida

As casas usadas mantém uma forte tendência de crescimento de preços, acima das novas. O crescimento dos preços nos novos fixou-se nos 5% em território nacional, enquanto que os usados cresceram 6,7%, acima dos 6,4% registados nacionalmente. Excepção feita a Coimbra que observou uma quebra homóloga no preços dos usados de -14,8% mas uma subida nos novos de 7,4%. Lisboa também observou uma subida homóloga superior nos novos face aos usados.

Aliás, o diferencial do preço das casas novas face à mediana é muito superior quando comparado com as casas usadas, denunciando um mercado que fundamentalmente transacciona imóveis usados.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Junho é o melhor mês para vender uma casa

Será que existe sazonalidade na venda de casas? Aparentemente, sim. Há pouco tempo, numa análise feita às vendas de casas em Portugal, concluíamos haver uma certa sazonalidade no índice com uma quebra nas vendas no 1º trimestre de cada ano.

A empresa ATTOM Data Solutions procurou fazer uma análise a este tema para o mercado norte-americano, tendo concluído que o mês de Junho é o melhor mês do ano para se vender uma casa nos Estados Unidos da América. Uma análise realizada às mais de 28 milhões de transacções realizadas entre 2011 e 2018 concluiu que em Junho e Maio os vendedores conseguem o melhor prémio de mercado (9,2% e 7,4%, respectivamente), acima da média de 5,6% ocorrida no período referido.


Das mais de 2,8 milhões de vendas registadas no mês de Junho, estas foram concretizadas a um preço mediano de USD 200.000 com um prémio superior a 9%. Agosto é igualmente um mês com bastante actividade mas com preços medianos mais reduzidos. Já Dezembro e Janeiro aparentam ser os meses mais calmos do ano, com menos vendas e um prémio face ao mercado mais reduzido.

Em conclusão, os meses de final de Primavera são aqueles com mais actividade na venda de casas e melhores preços, enquanto que o final e início de cada ano são os períodos com menos vendas.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Número de casas vendidas em Portugal cresce 7,6%

Segundo dados publicados pelo INE, o número de casas vendidas em Portugal cresceu 7,6% no 1º trimestre de 2019, em termos homólogos. Foram vendidas 43.826 casas, mais 3.110 que tinham sido vendidas em igual período de 2018.

Apesar deste aumento no número de casas vendidas, os dados mostram uma quebra nas vendas de -5,6% em cadeia, ou seja, do 4º trimestre de 2018 para o 1º trimestre deste ano. No entanto, o índice mostra uma certa sazonalidade nas vendas com frequentes quebras na passagem de ano. Tipicamente, existe uma quebra nas vendas no início de cada ano:


Mais de 85% das casas vendidas são usadas, havendo muito poucas habitações novas a serem vendidas no mercado. Em termos homólogos, foi nos Açores onde se registou maior subida nas vendas com um aumento de 22,6% apesar de forte queda em cadeia de -16,4%. Igual tendência no Alentejo - com crescimento homólogo de 16,7% mas queda em cadeia de -13% - e na Zona Centro (+18,1% e -6,2%).

No segmento de usados, apenas no Algarve se regista uma descida homóloga no número de casas vendidas (-7,4%) com todas as restantes zonas do País a observarem um aumento das vendas. Mais uma vez, os Açores lideram as subidas com um aumento superior a 28%. Numa análise em cadeia, os resultados invertem-se: apenas a Área Metropolitana de Lisboa (AML) registou ligeira subida na venda de usados (0,5%) com todas as restantes zonas de Portugal a registarem quedas.

No segmento de novos, destaque para a Região Autónoma da Madeira com um aumento nas vendas de 32,1% enquanto que a Área Metropolitana do Porto (AMP) se ficou apenas pelos 2,9%, isto em termos homólogos. Em cadeia, a AMP registou uma forte quebra na venda de casas novas, de -24,2%, tal como em toda a Região Norte (-24,3%).

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 1 de julho de 2019

I-BUYING – O fim da mediação imobiliária tradicional!

Da mesma forma que a Uber, Amazon e Airbnb abruptamente transformaram as respectivas industrias a nível global, o I-Buying surge como a grande revolução no Imobiliário. 

Esta realidade que está convenientemente a ser “cosmetizada”, com campanhas cuidadosamente estudadas e aproveitando “alguma” ingenuidade e desatenção dos agentes imobiliários, vai cair no mercado como uma bomba e irá, seguramente, afetar o emprego de largos milhares de agentes imobiliários em todo o mundo. Este é o resultado do desenvolvimento das novas tecnologias na industria imobiliária em parceria com entidades financeiras que perceberam a oportunidade do modelo.

Enquanto se discute a angariação em exclusivo ou aberto, modelos de negociação, estratégias para as redes sociais, CRM’s, tratamento de Leads, etc, nos EUA, sede da maioria das empresas que dominam vários mercados (incluindo o português) e influenciam de forma determinante o mercado mundial, avança-se a todo o vapor para o modelo I-Buying.

O que é o I-BUYING?

quinta-feira, 27 de junho de 2019

As nacionalidades que mais compram casas em Espanha

Segundo dados divulgados pelos notários espanhóis, os ingleses são os estrangeiros que mais compram casas em Espanha, tendo transaccionado cerca de 8.000 unidades no 2º semestre de 2018. Tipicamente compram em regiões mais costeiras, enquanto que os franceses optam também por zonas mais interiores. Olhando para a população estrangeira já residente em Espanha, são os marroquinos quem mais compra casa, ao lado de romenos e chineses.

As Astúrias é a província mais procurada por estrangeiros, seguida de Castilha, La Roja, Navarra, e Murcia. No entanto, é nas Baleares onde o preço por m2 é superior, atingindo quase os € 3.000, bem acima dos € 2.250 registados em Madrid.

No 2º semestre de 2018, a compra de casas por portugueses no país vizinho cresceu mais de 15%, tendo sido inclusive uma das maiores subidas registadas. Os portugueses compram sobretudo no noroeste de Espanha. No entanto, a venda de casas a estrangeiros caiu globalmente no país vizinho, com ênfase nas Canárias e Baleares (-15,3% e -13,5%, respectivamente)

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 25 de junho de 2019

Habitação: preços sobem 9,2%

                      Fonte: INE

Os preços medianos na habitação em Portugal subiram 9,2% no 1º trimestre de 2019, em termos homólogos. O Índice de Preços na Habitação, publicado pelo INE, mantém tendência de crescimento, tocando agora um novo máximo histórico nos 137,14 pontos.

O índice apresenta um crescimento mais acentuado nas habitações usadas quando comparadas com as novas. Os usados registaram um crescimento homólogo de 10%, enquanto que os novos ficaram-se apenas pelos 4%. 

Preço das casas novas cai -5,6% em Lisboa

Apesar do ritmo de crescimento de preços se manter, há outras realidade que importa analisar nos dados mais recentes do INE. O preço médio de venda de uma casa nova na Área Metropolitana de Lisboa caiu -5,6% em cadeia, entre o 4º trimestre de 2018 e o 1º trimestre do corrente ano. Mesmo perante um ligeiro aumento trimestral no número de casas vendidas, a verdade é que o volume de vendas caiu o suficiente para quebrar em baixa o preço médio de venda de uma casa nova.

Nos usados, a subida de preços ficou-se nos 3% levando assim a um crescimento médio de preços na AML de pouco mais de 1%. A zona da capital aparenta, assim, começar a perder o momentum.

Porto regista forte crescimento nos novos

A Área Metropolitana do Porto registou um crescimento médio nos preços das casas novas de 18%, tal como a Região Autónoma dos Açores. No Porto, como nos Açores, apesar de uma quebra nas vendas, os preços médios cresceram muito acima da média nacional.

Alentejo com forte oscilação de preços

No Alentejo parece viver-se uma certa bipolaridade. Os preços nas habitações novas sofreram uma quebra de -18,4%, enquanto que os usados registaram uma subida nos preços de 13%. na habitação nova, enquanto que a Zona Centro registou uma descida de -3%. Em média, uma casa custa agora € 84.883, cerca de € 5.000 a mais que no trimestre anterior.

Preços médios apenas caem na Madeira

Os preços médios registaram uma subida generalizada apenas com excepção na Região Autónoma da Madeira que observou uma ligeira quebra em cadeia de -1%. Foi no Porto onde os preços mais subiram (9,81%) bem acima dos 1,59% registados em Lisboa. A Zona Norte acompanhou o ritmo de crescimento de preços da AMP com uma subida de 7,57%.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Habitação: mercado norte-americano tende a normalizar

O mercado residencial norte-americano mantém a sua tendência de correcção com um crescimento cada vez mais ténue. Segundo dados da Corelogic, os preços subiram 3,7% em Março passado completando assim um período de 12 meses consecutivos com crescimento de preços em baixa.


Las Vegas foi o mercado com a maior subida de preços (acima dos 8%) enquanto que San Diego registou um crescimento ténue, pouco acima de 1%. Mercado com São Francisco, Seattle, a par de Las Vegas e San Diego, que cresceram muito nos últimos 5 anos, estão agora a arrefecer, trazendo o índice da Corelogic para valores mais reduzidos.


Este arrefecimento de preços tem reflexo natural no diferencial entre asking price e closing price. O número de casas vendidas acima do asking price mantém a sua tendência de queda com o mercado agora a normalizar. No pico do mercado em 2006, antes da crise do subprime, mais de 40% das casas vendidas no Estados Unidos da América apresentavam preços acima do asking price, cenário que agora se repetiu recentemente. São Francisco é a cidade onde se regista mais peso de vendas acima do preço pedido (acima dos 60%), enquanto que Miami se encontra na posição oposta (pouco mais de 5%).

As cidades onde se regista maior pressão sobre os preços (logo com os fechos a ficarem acima do asking price) são aquelas onde a oferta disponível é mais curta (São Francisco, Denver, Seattle).

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Expired Listings: o que são e como trabalhá-los

O mercado imobiliário é cíclico. Neste momento a tendência é de descida suave e talvez seja esta a razão porque aparentemente sinta que o mercado está relativamente estável em determinadas zonas, sendo que a localização e a procura continuam a definir diferentes cenários onde esta tendência não se verifica havendo zonas onde o mercado vai continuar a subir.

O que de facto se constata é que na generalidade, o tempo de absorção de venda dos imóveis começou a aumentar e o valor da oferta (asking price) a descer. Os especialistas de zona, pela sua experiência e sensibilidade são os primeiros a verificar esta realidade, muitos outros profissionais irão fazer o caminho da tentativa/erro e muitos proprietários irão continuar a marcar os preços dos seus imóveis em alta, provocando assim um desfasamento acentuado entre o valor pedido e o valor real de transação. Veja-se que ainda recentemente o Confidencial Imobiliário falava de uma diferença de 22% entre estes valores em Lisboa e cerca de 30% na zona do Porto.

Perante este cenário, vamos voltar a ter proprietários que não vão conseguir vender os seus imóveis sozinhos, ou mesmo com ajuda de profissionais que não conseguiram demover o dono do imóvel para uma baixa de preço que vá de encontro aos valores da procura real.

Os expirados, termo de origem Norte-Americana (expired listing) que significa angariações caducadas ou em vias de atingir caducidade, é uma classificação que segmenta proprietários que colocaram o seu imóvel à venda e não tiveram sucesso. Os expirados são medidos pelo tempo de transação médio considerado “normal” para a venda de um imóvel, variando consoante a especificidade de cada zona e mercado, mas no geral, num mercado de equilíbrio situa-se num período de 6 meses.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Habitação: Lisboa regista o maior crescimento de rendas no Mundo

Lisboa é a cidade com o maior aumento de rendas no Mundo, segundo um estudo realizado pela CBRE. A capital portuguesa registou um aumento médio das rendas residenciais de 20,9%, bem acima dos 11,1% ocorridos em Madrid (variação homóloga entre o 1º trimestre de 2017 e igual período de 2018).

Em igual período, e segundo a mesma publicação, Lisboa registou um aumento dos preços de venda na habitação de 5% com as casas a custarem, em média, quase USD 210.000. As yields médias de mercado fixaram-se nos 4,5%.

Hong Kong é o local mais caro do Mundo para se comprar uma casa, com um preço médio de USD 1,2 milhões. Já noutro post aqui no blogue tínhamos concluído que Hong Kong era o mercado residencial mais caro do Mundo segundo o Índice de Afordabilidade.

A análise realizada pela consultora a um total de 35 destinos mundiais conclui que Singapura, Shanghai, Vancouver e Shenzhen completam o top 5 dos mercados residenciais mais dispendiosos. Lisboa ocupa o 31º lugar nesta lista, estando Istambul no último lugar da tabela.


Barcelona foi a cidade que registou maior aumento de preços ao longo de 2018, com um crescimento de 16,9%, seguindo de Dublin com 11,6%. Duas cidades europeias no topo do crescimento de preços na habitação em 2018.

No mercado hoteleiro, Lisboa também dá cartas ocupando o 5º lugar do destino mais caro na Europa com um preço médio por quarto vendido de € 127,7, atrás de cidades como Paris, Londres, Roma e Milão.

Bons negócios (imobiliários)!
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terça-feira, 23 de abril de 2019

Habitação: mercado espanhol entra em fase de consolidação

Depois de um ano de 2018, no qual o mercado se aproximou de valores recorde, o ano de 2019 é esperado como o fecho de um ciclo, entrando o mercado espanhol em fase de consolidação.

O Jornal Expansión reuniu um painel de especialistas para procurar antever o ano que agora se inicia. As expectativas do painel apontam para um crescimento moderado dos preços na ordem dos 5%, enquanto que as vendas deverão crescer entre 10% a 13%. Caso tal venha a acontecer, 2019 será o 7º ano de crescimento consecutivo nos preços na habitação em Espanha.


Valencia, Málaga e Tarragona são as cidades onde se espera maior crescimento nos preços, depois de Barcelona e Madrid terem liderado o mercado nos últimos anos. De acordo com a Tinsa, espera-se que nessas cidades os preços possam vir a subir em cerca de 15% ao longo de 2019. Outras cidades, tais como Sevilha, Alicante, Palma, Bilbao, Murcia e Zaragoza estão também debaixo de olho de muitos investidores, com estes a esperarem uma subida nos preços na ordem dos 10%.

Adicionalmente, o mercado aguarda também mudanças importantes no arrendamento residencial, Com os preços a subir mais do que os vencimentos, muitos agentes esperam que alguma procura se transfira para o arrendamento (em vez da compra), ao mesmo tempo que o investimento em buy-to-let e built-to-rent começa a ganhar cada vez mais interesse da parte dos investidores.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 27 de março de 2019

Número de casas vendidas em Portugal sobe 17%

Segundo dados divulgados pelo INE, o número de casas vendidas em Portugal durante o ano de 2018 atingiu as 178.691, valor que se situa 17% acima do registado durante o ano de 2017. Trata-se do valor mais elevado desde 2009, ano em que se iniciou este índice. É igualmente o 2º ano consecutivo de registo de novo recorde:

Fonte: INE

O Alentejo foi a zona do País onde se registou maior aumento relativo, com uma subida de 23% no número de casas vendidas. A Madeira ficou-se apenas pelos 7%, tendo todas as zonas analisadas registado subidas nas vendas. A Área Metropolitana de Lisboa concentra 35% das vendas nacionais com 62.489 casas vendidas, bem acima das 30.450 vendas registadas na Área Metropolitana do Porto.

A venda de casas novas caiu no Algarve e Madeira, tendo subido em todas as restantes zonas do País. No segmento de usados, mais uma vez destaque para o Alentejo que registou uma subida de 27% as vendas. De resto, todas as zonas do Pais observaram uma subida nas casas vendidas usadas.

De realçar ainda que em Lisboa se registou uma quebra nas vendas no último trimestre de 2018, de -5%, aliado a uma correcção em baixa de -4% no preço médio, fazendo assim cair o volume de transacções em quase € 300 milhões (-8,6%). Esta correcção tem uma dupla justificação:
  • Quebra acentuada de -14,5% no nº de casas novas vendidas;
  • Quebra de -7% no preço médio das casas usadas.
Curioso verificar que mesmo com uma descida de quase -15% nas casas novas vendidas, o preço médio neste segmento subiu 14,9%.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Preços na habitação em Portugal sobem 9,3%

O Índice de Preços na Habitação registou uma variação homóloga de 9,3% no 4º trimestre de 2018, mantendo assim a tendência de valorização que tem vindo a registar já desde 2015. São agora 4 anos completos com variação positiva consecutiva do índice:

Fonte: INE

O índice atingiu, mais uma vez, o seu valor mais elevado desde que há registos, agora nos 132,34. Trata-se do 10º trimestre consecutivo em que o índice bate um recorde histórico.

Mais de € 24 mil milhões transaccionados

No ano de 2018 foram transaccionados mais de € 24 mil milhões no segmento residencial em Portugal, um montante bem acima dos € 19 mil milhões registados em 2017. A Área Metropolitana de Lisboa foi a região do País que concentrou maior volume de negócios com € 11,5 mil milhões, equivalente a 48% do total nacional e muito acima dos € 3,8 mil milhões registados na Área Metropolitana do Porto.

Preços em queda

Apesar da subida do índice e do volume de vendas, o último trimestre de 2018 regista uma quebra nos preços médios de venda. Em termos nacionais, uma habitação apresenta agora um preço médio de € 133.048, valor que está -2,6% abaixo do registado no trimestre anterior.

Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto a tendência é idêntica com quebras em cadeia dos preços médios de -4% e -3,5% respectivamente.

No segmento de novos a quebra foi ainda mais significativa na AM Porto com os preços a caírem -15% em cadeia. Já na AM Lisboa a tendência é inversa com os preços das habitações novas a subir 15%.

Fonte: INE

Olhando para o segmento dos usados, a quebra de preços foi transversal, tendo-se registado uma queda a nível nacional de -3,5%

Quanto a outras regiões de Portugal, destaque para os Açores com uma subida de preços em cadeia de 13,5% e no sentido inverso, para o Alentejo com uma quebra de -6,6%.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 11 de março de 2019

O imobiliário está caro ou barato?

É comum ouvirmos dizer que o mercado imobiliário está caro simplesmente porque os preços subiram muito ou porque estão acima daquilo que normalmente estamos habituados. Outras vezes, ouvimos dizer que está barato porque noutros países o imobiliário é muito mais caro, logo em Portugal é mais barato investir em imóveis.

Será mesmo assim?

Vem isto a propósito de um inquérito realizado pelo site demographia.com sobre o custo de acessibilidade à habitação - o Demographia International Housing Affordability Survey. Este estudo baseia-se na análise daquilo que chama o Price-Income Ratio ou para outros um Affordability Index. Compara o preço mediano de uma habitação com o rendimento médio gerado pelo agregado familiar. Em tempos, o Ricardo Pereira já aqui escreveu sobre este tema.

De acordo com o referido estudo, se o Price-Income Ratio for inferior a 3, o mercado é acessível; entre 3,1 e 4 torna-se moderadamente inacessível, sendo que superior a 5 é muito inacessível.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Espanha: preço das casas usadas sobe 7,8%

O preço de venda das casas usadas em Espanha não para de subir. Só no ano de 2018, os preços cresceram 7,8%, acima da subida registada nos preços das casas novas. Trata-se, assim, da maior subida de preços nos últimos 13 anos, isto de acordo com dados publicados pela fotocasa.es. Além disso, Dezembro foi já o vigésimo sétimo mês consecutivo de subida. São mais de 2 anos com o preço das casas usadas em Espanha sempre a subir.


Apesar disso, importa contextualizar as razões para este crescimento de preços e ainda a distância a que os preços hoje se encontram dos máximos registados antes da crise do subprime.

O crescimento recente dos preços prende-se fundamentalmente com o retorno de uma procura que estava "adormecida" e a aguardar uma recuperação do mercado. Além disso, a conjuntura actual de um histórico nível baixo de taxas de juro proporciona o aumento do interesse pela habitação para arrendamento, potenciando os investimentos em buy-to-let.

Por fim, importa ainda registar que apesar destas subidas de preço, em média cada casa usada em Espanha regista agora um preço de € 1.869 /m2, valor que está ao nível do registado em 2013 e ainda bastante longe dos máximos de 2007 de € 2.952 /m2.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

As bolhas no mercado residencial norte-americano

Aqui há dias escrevíamos sobre os sinais de arrefecimento do mercado residencial norte-americano. Hoje importa olhar com mais atenção e pormenor para algumas cidades onde os preços da habitação começam, de facto, já a corrigir.

De forma genérica, aparentemente o mercado residencial norte-americano atingiu o pico há já quase 1 ano, em Março de 2018. Desde então, os preços têm vindo a cair em 33 de 40 Estados de onde é possível retirar informação em quantidade e qualidade suficientes. Mesmo observando os dados da Zillow é possível verificar que o volume total de transacções no mercado caiu de USD 129 biliões em Março de 2018 para USD 120,4 biliões em Novembro do mesmo ano:


Olhando para algumas cidades em específico, podemos retirar as mesmas conclusões quanto a um ciclo de quedas no mercado. Seattle desvalorizou 5,1% em 5 meses, a maior queda desde a bolha imobiliária anterior; São Francisco, Los Angeles, San Diego, Portland... todas estas cidades estão a registar queda nos preços de venda.

O índice S&P Case-Shiller parece estar a atingir um pico, registando actualmente um valor 11,4% acima do anterior pico de mercado antes da bolha de 2007. Em Denver, por exemplo, o índice de preços está agora 54% acima do pico de 2007, enquanto que Los Angeles e San Diego apresentam preços idênticos aos de há 12 anos atrás.


Independentemente da dimensão da subida desde a crise do subprime, a realidade mostra que o mercado norte-americano começa a ajustar perante uma diminuição da procura estrangeira (nomeadamente chinesa). Já em artigos anteriores havíamos alterado para uma substancial quebra do investimento chinês em imobiliário norte-americano. Além disso, a subida recente das taxas de juro parece igualmente estar a afastar alguma procura, desta feita, doméstica.

Sinais muito importantes que importa continuar a observar e analisar.

Bons negócios (imobiliários)!
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Nota: informação retirada da página Seeking Alpha

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Habitação: mercado norte-americano dá sinais de arrefecimento

O mercado residencial norte-americano parece estar a dar alguns sinais de arrefecimento. Segundo dados recentemente publicados pela NAR, o número de casas vendidas contraiu muito além do esperado, tendo caído 6,4% contra uns esperados 1% apenas. Em Dezembro passado foram vendidas 4,99 milhões de casas, tratando-se do valor mais baixo desde Novembro de 2015.

A queda foi ainda maior nas casas usadas que, para mais, totalizam cerca de 90% do mercado actual. No segmento de usados, as vendas caíram mais de 10%. O aumento recente das taxas de juro pode estar a provocar este efeito de quebra nas vendas.


Pelo contrário, os preços de venda continuam a subir perante a escassez de oferta no mercado. O preço de venda mediano do mercado residencial norte-americano é agora de USD 253.600 tendo o mês de Dezembro registado uma subida de 2,9%. Apesar desta subida de preços, importa referir que foi a variação positiva mais baixa dos os últimos 7 anos.

O inventário no mercado continua a descer. Em Dezembro passado, e assumindo a velocidade de vendas desse mesmo mês, levaria apenas 3,7 meses para escoar toda a oferta existente, muito abaixo do limiar de 6 a 7 meses que é considerado como sendo saudável e natural para um mercado em equilíbrio entre oferta e procura. Os números demonstram, pois, a grande escassez de oferta.

Bons negócios (imobiliários)!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Habitação: Brexit não esmorece expectativas

Segundo um research recentemente publicado pela consultora JLL, o sector residencial britânico manterá a sua tendência de valorização para os próximos anos, apesar da crise que actualmente se vive no Reino Unido fruto do impasse do Brexit.


A consultora prevê que a habitação britânica valorize 11,4% durante o período de 2019 a 2023. A capital Londres irá valorizar acima da média nacional com a zona prime a acumular 15,3% no mesmo período. As vendas também aumentarão durante o período com o ano de 2019 a fechar já com 1,15 milhões de casas transaccionadas.

O segmento de arrendamento também irá crescer com as rendas a subir 12,6%, sendo que neste caso a zona prime de Londres registará aumento ligeiramente inferior, apenas nos 10,4%.

A análise pressupõe um acordo final pelo Brexit em 2019 e assume uma normalização do mercado e reforço de políticas governativas no segmento da habitação no país.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Espanha: habitação em alta

Os principais índices de imobiliário residencial em Espanha mostram um mercado em alta, sem sombra para dúvida. As principais fontes de informação do mercado apontam todas para um crescimento nos preços de venda no final do ano passado:

  • Ministério das Obras Públicas: +3,2% (3º trimestre)
  • Instituto Nacional de Estatística: +7,2% (3º trimestre)
  • Registros: +6,7% (3º trimestre)
  • Notários: 0,2% (Novembro)
  • Portal Idealista: 8.4% (Dezembro)
  • Tinsa: 5.6% (Novembro)

Apesar destes índices (e da maioria dos índices mundialmente produzidos) não nos darem uma perspectiva local dos mercado, dão antes uma perspectiva genérica, de sentimento, permitindo antever eventuais mudanças de ciclos.

"Vale o que vale", mas a tendência é clara.

Bons negócios (imobiliários)!