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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Abril 2019

Apesar do feriado de Páscoa, Abril foi um mês movimentado no sector imobiliário espanhol, impulsionado principalmente pelos setores de escritórios, terrenos e activos alternativos. Os negócios foram fechados em Madrid, Barcelona e Valência, assim como na Costa del Sol, entre outros.

Escritórios

Várias operações importantes foram concluídas no segmento de escritórios em abril, com a venda da Castellana 200 pela Silvercode captando as atenções. A Socimi vendeu a propriedade central de Madrid, com uma superfície de 26.710 m², à Allianz Real Estate por € 250 milhões. Também em Madrid, a Grosvenor adquiriu o Moraleja Building One, que abrange 22.219 m², à Chameleon (Blackstone) por € 80 milhões; A Swiss Life comprou o edifício de escritórios de 6.300 m2 na Calle Eloy Gonzalo, 27 à Lar España por € 40 milhões; e a Mutualidad de la Abogacia comprou o edifício de escritórios no Paseo de la Habana, 3, medindo 3.000 m2, ao Grupo Millenium por € 23,4 milhões. Enquanto isso, em Barcelona, a InmoCaixa, braço imobiliário da holding Criteria, finalizou a compra de um edifício de escritórios de 8.000 m² no distrito 22@ de Barcelona por 35 milhões de euros.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Março 2019


Março viu bastante atividade no sector imobiliário espanhol. No total, o investimento ascendeu a 2 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, de acordo com o BNP Paribas, menos 5% em termos homólogos, com os sectores de terrenos, escritórios e retalho a mostrarem-se particularmente activos durante o último mês do trimestre. Foram fechados negócios em Madrid, Pamplona, Marbella e Sevilla, entre outros.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

As nacionalidades que mais compram casas em Espanha

Segundo dados divulgados pelos notários espanhóis, os ingleses são os estrangeiros que mais compram casas em Espanha, tendo transaccionado cerca de 8.000 unidades no 2º semestre de 2018. Tipicamente compram em regiões mais costeiras, enquanto que os franceses optam também por zonas mais interiores. Olhando para a população estrangeira já residente em Espanha, são os marroquinos quem mais compra casa, ao lado de romenos e chineses.

As Astúrias é a província mais procurada por estrangeiros, seguida de Castilha, La Roja, Navarra, e Murcia. No entanto, é nas Baleares onde o preço por m2 é superior, atingindo quase os € 3.000, bem acima dos € 2.250 registados em Madrid.

No 2º semestre de 2018, a compra de casas por portugueses no país vizinho cresceu mais de 15%, tendo sido inclusive uma das maiores subidas registadas. Os portugueses compram sobretudo no noroeste de Espanha. No entanto, a venda de casas a estrangeiros caiu globalmente no país vizinho, com ênfase nas Canárias e Baleares (-15,3% e -13,5%, respectivamente)

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Escritórios: investimento cresce em Madrid


As expectativas para o mercado de escritórios em Madrid estão em alta. Para 2019 são esperados mais de € 3 mil milhões de investimento neste segmento de mercado com as prime yields a estabilizarem nos 3,75%.

No entanto, um aumento esperado das rendas de quase 10% torna os activos de escritórios mais apetecíveis e com um bom potencial de valorização, num mercado com uma taxa de desocupação muito baixa, podendo cair até aos 9% em 2021.

O expectável aumento das rendas, perante uma oferta estável, posiciona assim Madrid com uma das capitais com as yiels de mercado mais reduzidas, apenas atrás de mercados como Singapura, Amesterdão ou Paris, segundo dados da Knight Frank.

Bons negócios (imobiliários)!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Habitação: mercado espanhol entra em fase de consolidação

Depois de um ano de 2018, no qual o mercado se aproximou de valores recorde, o ano de 2019 é esperado como o fecho de um ciclo, entrando o mercado espanhol em fase de consolidação.

O Jornal Expansión reuniu um painel de especialistas para procurar antever o ano que agora se inicia. As expectativas do painel apontam para um crescimento moderado dos preços na ordem dos 5%, enquanto que as vendas deverão crescer entre 10% a 13%. Caso tal venha a acontecer, 2019 será o 7º ano de crescimento consecutivo nos preços na habitação em Espanha.


Valencia, Málaga e Tarragona são as cidades onde se espera maior crescimento nos preços, depois de Barcelona e Madrid terem liderado o mercado nos últimos anos. De acordo com a Tinsa, espera-se que nessas cidades os preços possam vir a subir em cerca de 15% ao longo de 2019. Outras cidades, tais como Sevilha, Alicante, Palma, Bilbao, Murcia e Zaragoza estão também debaixo de olho de muitos investidores, com estes a esperarem uma subida nos preços na ordem dos 10%.

Adicionalmente, o mercado aguarda também mudanças importantes no arrendamento residencial, Com os preços a subir mais do que os vencimentos, muitos agentes esperam que alguma procura se transfira para o arrendamento (em vez da compra), ao mesmo tempo que o investimento em buy-to-let e built-to-rent começa a ganhar cada vez mais interesse da parte dos investidores.

Bons negócios (imobiliários)!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Fevereiro 2019

Fevereiro foi um mês relativamente calmo no mercado imobiliário Espanhol, ainda assim, várias transações foram fechadas nos sectores de escritórios, terrenos e ativos alternativos. Além disso, Pedro Sánchez, anunciou a decisão de manter as eleições gerais antecipadas para 28 de Abril de 2019, depois de não ter garantido o apoio à proposta de Orçamento do Estado do seu partido.

Escritórios

O negócio mais significativo em fevereiro foi marcado pelo regresso da Apollo a Espanha, com a compra de um portfólio de escritórios localizados em áreas secundárias de Madrid e Barcelona, do Banco Santander, por € 200 milhões. Ainda em Madrid durante o mês, a nova Socimi Árima de Luis López de Herrera-Oria, adquiriu dois prédios de escritórios nobres por 62,75 milhões de euros; a Acciona comprou a antiga sede do Banesto, composta por sete edifícios e abrangendo 104.000 m2, do Banco Santander por uma quantia não revelada; e a Marathon Asset Management comprou dois edifícios de escritórios, abrangendo 17.557 m2 na área de Julián Camarillo da capital, ao CaixaBank por € 15 milhões.

Existiram ainda novos desenvolvimentos em relação à Ciudad Financiera do Banco Santander, com o próprio banco a igualar a oferta apresentada pela Reuben Brothers no mês passado numa nova tentativa de neutralizar a ofensiva dos investidores britânicos para adquirir sua sede. O banco presidido por Ana Botín está a tentar invocar um direito de aquisição preferencial sobre os escritórios, mas não é certo que os seus esforços serão bem-sucedidos.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Janeiro 2019


O mercado imobiliário em Espanha iniciou o ano de forma solida, com a realização de vários negócios de grande volume nos sectores de escritórios, NPL’s e residencial e concretização de operações também nos sectores de logística, retalho e noutros segmentos alternativos. 

Escritórios

No sector de escritórios, a Reuben Brothers completou a compra da Cidade Financeira do Santander, a sede do banco Espanhol situada na periferia de Madrid, por 283.73 milhões de euros. Ainda em Madrid, a Zurich adquiriu o portfolio Ilunion, da Blackstone, que compreende 4 edifícios de escritórios por 163.5 milhões de euros, a LaSalle Investment Management comprou à Royal Metropolitan, a sede da Repsol na área Méndez Alvaro por 100 milhões de euros e a Green Oak vendeu 5 edifícios de escritórios à Barings e a um outro comprador anónimo por 74.3 milhões de euros. Noutros pontos da capital espanhola, a Lar España vendeu a Torre Spinola por 37 milhões, a Azora adquiriu um edifício de escritórios na rua Llano Castellano, 51 (a sede do grupo Cortefiel) por 28.3 milhões e a Socimi Saint Croix Holding comprou um edifício de escritórios na Calle Juan Ignacio Luca de Tena, 17 por 24 milhões. 

Entretanto, a Starwood Capital comprou o Omega Business Park em Madrid e um edifício de escritórios no distrito @22 de Barcelona, à Socimi Autonomy por 125 milhões de euros. Também na capital Catalã o BNP Paribas comprou à Goldman Sachs a sede da Agbar’s por 60 milhões de euros, a Arcano vendeu dois edifícios de escritórios em L’Hospitalet de Llobregat a um Family Office por 40 milhões e a AEW comprou um edifício de escritórios na calle Joan Miró no centro de Barcelona por 28.8 milhões de euros. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

Espanha: preço das casas usadas sobe 7,8%

O preço de venda das casas usadas em Espanha não para de subir. Só no ano de 2018, os preços cresceram 7,8%, acima da subida registada nos preços das casas novas. Trata-se, assim, da maior subida de preços nos últimos 13 anos, isto de acordo com dados publicados pela fotocasa.es. Além disso, Dezembro foi já o vigésimo sétimo mês consecutivo de subida. São mais de 2 anos com o preço das casas usadas em Espanha sempre a subir.


Apesar disso, importa contextualizar as razões para este crescimento de preços e ainda a distância a que os preços hoje se encontram dos máximos registados antes da crise do subprime.

O crescimento recente dos preços prende-se fundamentalmente com o retorno de uma procura que estava "adormecida" e a aguardar uma recuperação do mercado. Além disso, a conjuntura actual de um histórico nível baixo de taxas de juro proporciona o aumento do interesse pela habitação para arrendamento, potenciando os investimentos em buy-to-let.

Por fim, importa ainda registar que apesar destas subidas de preço, em média cada casa usada em Espanha regista agora um preço de € 1.869 /m2, valor que está ao nível do registado em 2013 e ainda bastante longe dos máximos de 2007 de € 2.952 /m2.

Bons negócios (imobiliários)!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Investimento em hotéis cresce 25% em Espanha

Segundo dados da Christie & Co, o investimento em activos hoteleiros em Espanha totalizou quase € 4,9 mil milhões ao longo de 2018, um valor que se situou 24,6% acima de 2017. No total, foram transaccionados 223 unidades hoteleiras (acima das 185 registadas em 2017) com um preço médio por quarto de € 128.000 num montante total de € 4,86 mil milhões.

Este montante investido coloca Espanha como o 2º país europeu com maior investimento imobiliário no sector hoteleiro, apenas atrás do Reino Unido (com um investimento total de € 6,5 mil milhões) mas já à frente da Alemanha que em 2018 se ficou pelos € 4 mil milhões investidos.

Para este aumento muito contribuiu um crescimento do investimento estrangeiro proveniente de empresas de investimento. Os investidores domésticos tomaram apenas uma fatia de 35% do mercado quando em 2017 tinha investido 51% do montante total. Os players hoteleiros foram o segundo maior investidor com 24% do montante total investido, ainda à frente dos REIT que alocaram 15%.

A aquisição de portfolios hoteleiros por parte de empresas de investimento também foi outra razão para este aumento de quase 25% no volume de investimento em activos hoteleiros. Transacções como a compra do portfolio da Hispania REIT foram importantes, tendo apenas esta representado quase 40% do montante total investido em 2018.

Outro recorde batido relacionou-se com a aquisição do Hotel Vila Magna (propriedade do falecido empresário português Pedro Queiroz Pereira) pelo REIT RLH Properties  pelo montante de € 210 milhões, resultando num preço impressionante de € 1,2 milhões por quarto.

No final, apesar deste crescimento, mantém-se a concentração territorial com 93% das transacções a realizarem-se nas Ilhas Canárias, Baleares, Andaluzia, Madrid, Catalunha e Valência. Em Madrid, as transacções realizadas representaram um investimento de € 200.000 por quarto, enquanto que nas Canárias esse valor cai para € 140.000 /quarto.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Espanha: habitação em alta

Os principais índices de imobiliário residencial em Espanha mostram um mercado em alta, sem sombra para dúvida. As principais fontes de informação do mercado apontam todas para um crescimento nos preços de venda no final do ano passado:

  • Ministério das Obras Públicas: +3,2% (3º trimestre)
  • Instituto Nacional de Estatística: +7,2% (3º trimestre)
  • Registros: +6,7% (3º trimestre)
  • Notários: 0,2% (Novembro)
  • Portal Idealista: 8.4% (Dezembro)
  • Tinsa: 5.6% (Novembro)

Apesar destes índices (e da maioria dos índices mundialmente produzidos) não nos darem uma perspectiva local dos mercado, dão antes uma perspectiva genérica, de sentimento, permitindo antever eventuais mudanças de ciclos.

"Vale o que vale", mas a tendência é clara.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Espanha: investimento imobiliário cresceu 8% em 2018

O volume de investimento anual no setor imobiliário espanhol totalizou € 11,63 mil milhões em 2018, o que representou um aumento de 8% em relação a 2017. Se somarmos as operações corporate com imóveis subjacentes a esse volume, então o número aumenta para € 19 mil milhões, o que representa um record de investimento desde o fim da crise, de acordo com o último relatório do BNP Paribas Real Estate na Espanha. O relatório destaca que o interesse de investidores no sector imobiliário espanhol em 2018 atingiu o seu nível mais alto por uma década.

Durante o quarto trimestre do ano, o volume de investimento directo em activos imobiliários - escritórios, armazéns logísticos, hotéis, varejo e residencial - totalizou € 3,7 mil milhões, o que representou um aumento de 58% em relação ao ano anterior. A evolução da atividade do investidor superou, portanto, as expectativas do setor no início do ano.

“Os bons tempos que os fundamentos do mercado estão a desfrutar, com os níveis de ocupação em máximos e arrendamentos estáveis ou em expansão nos mercados mais consolidados, junto com o capital excedente e as alternativas limitadas oferecidas por outros produtos financeiros, fomentaram um frenético ritmo de atividade no mercado de investimentos”, explica o relatório.

Por tipo de activo, o sector comercial (retalho) foi a estrela do ano. O volume investido em activos comerciais durante 2018 totalizou € 4,28 mil milhões, o que representa um aumento de 23% em relação a 2017. Durante o quarto trimestre, o investimento atingiu € 1,26 mil milhão e,  assim, o sector alcançou uma participação de mercado trimestral de 35%. A maior operação no último trimestre do ano foi a compra de uma carteira de três centros comerciais - Max Center, Gran Casa e Valle Real - pela Sonae Sierra e Perter Varbacka por 485 milhões de euros.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Residências de Estudantes: taxa de cobertura em Portugal é das menores da Europa

A oferta de Residências de Estudantes em Portugal tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. Na realidade, Portugal vivia num estado de quase letargia no que à oferta dizia respeito, com esta totalmente concentrada nas unidades pertencentes às próprias Universidades (poucas) e numa oferta totalmente desregulada, descaracterizada e desfragmentada.

O aumento do número de alunos deslocados, estrangeiros, com maior poder de compra motivou o crescimento de uma oferta mais dedicada, profissional e assente em serviços e equipamentos condizentes com as motivações da procura.

Mas não é só em Portugal que este mercado das Residências de Estudantes tem vindo a crescer. A população estudantil tem vindo a crescer um pouco por toda a Europa com países como Dinamarca, Alemanha e Áustria a registarem forte aumento do número de estudantes, com uma fatia considerável de estudantes estrangeiros. Neste aspecto, e comparando com outras cidades europeias, Lisboa e Porto têm ainda muito para crescer.

O Reino Unido é o país europeu com maior capacidade de acomodação de estudantes, cobrindo 27% do mercado local. Em oposição, Roma cobre apenas 3% do mercado com apenas 6.500 camas para um universo estudantil de 220.000 alunos. Logo de seguida, aparece a cidade do Porto com uma taxa de cobertura de 3,5%. Florença e Madrid apresentam também taxas de cobertura muito reduzidas:


No caso de Lisboa, a capital Portuguesa apresenta igualmente uma taxa de cobertura do mercado muito reduzida mas como rendas mensais superiores que outras cidades europeias como são o caso de Sevilha, Roma ou mesmo Paris. A necessidade de crescimento da oferta instalada para maior cobertura do mercado é notória e isso poderá fazer com que os preços desçam.

Que serviços são oferecidos?

Uma área de lavandaria é o serviço mais comummente oferecido em Residências de Estudantes mas mesmo assim, cerca de 1/3 da oferta instalada não apresenta sequer esta facilidade aos estudantes. Salas de estudo existem apenas em 40% da oferta, espaço para guarda de bicicletas em 37% e garagem para carros em 35% dos empreendimentos existentes.

Em Espanha é comum existir Residências de Estudantes que prestam um serviço de pensão completa, com as refeições a estarem incluídas no valor da renda. No entanto, a proliferação de app's que potenciam um meal delivery  e uma localização mais central de novos desenvolvimentos, perto de restaurantes e cafés. levará uma nova oferta a "desprezar" um pouco mais o serviço de refeições e a apostar em modelos mais desenvolvidos e adequados às necessidades da procura actual.


Bons negócios (imobiliários)!

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Espanha: preços continuam a subir, vendas tendem a estabilizar

O número de casas vendidas em Espanha subiu 12,5% em termos homólogos, comparando os primeiros 9 meses de 2018 com igual período de 2017. Entre Janeiro e Setembro do corrente ano foram vendidas 396.481 casas em Espanha, valor que inclusive está muito próximo do valor recorde registado em 2008 (448.146 casas vendidas) e do número total de vendas durante todo o ano de 2017 (464.223). É assim expectável que o ano de 2018 encerre com um maior número de vendas do que em 2017.


Esta dinâmica de mercado, que tem pressionado os preços em alta, é principalmente devida ao facto dos imóveis residenciais serem vistos como uma fonte alternativa de investimento. Comprar uma casa para arrendar é por muitos visto como um bom refúgio de aplicação de capitais perante mercados financeiros instáveis e incertos.

Em termos homólogos, os preços na habitação em Espanha subiram 6,7%, estando agora 26,5% acima dos mínimos registados. Em Madrid, espera-se que rapidamente os preços atinjam os valores máximos registados em 2007, segundo um relatório da Anticipa Real Estate. Esta empresa estima um crescimento de preços na capital espanhola de 2 dígitos para 2018 e 2019.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Habitação em Espanha: nacionais compram mais do que estrangeiros

A venda de imóveis residenciais em Espanha cresceu 12% no 2º trimestre de 2018, com os compradores espanhóis a aumentarem mais que os estrangeiros. No período referido, foram vendidas 134.196 casas, com 13% das mesmas a serem adquiridas por estrangeiros, um número que se encontra acima dos 7,7% registados em Portugal.

Os investidores britânicos são os que mais investem em Espanha, tendo adquirido 2.590 habitações no 2º trimestre de 2018. Logo atrás, vêm franceses e alemães que conjuntamente compram tanto quanto os ingleses. Os investidores britânicos parecem ter recuperado interesse pelo mercado residencial espanhol depois das quedas verificadas nos anos de 2016 e 2017.


Em termos de variação, foram os investidores oriundos da Irlanda, Polónia e Marrocos que registaram maior crescimento nos investimentos realizados, enquanto que franceses e suíços começam a demonstrar menos interesse pelo mercado residencial do país vizinho.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tendências no mercado da 2ª habitação

A Consultora Savills emitiu recentemente um documento de research muito interessante, apontando para as novas tendência no mercado da 2ª habitação. A principal tendência aponta para uma procura cada vez mais focada na geração de rendimento do que propriamente pelo uso do próprio imóvel. Uma 2ª habitação passou a ser claramente um produto de investimento em vez de ser - como sempre tem sido - um activo de uso próprio.

Do inquérito realizado pela consultora resultou que mais de 30% dos inquiridos referiu que a compra de uma 2ª habitação lhes servirá apenas para investimento (obtenção de retorno por via do arrendamento turístico), enquanto que mais de 40% pondera usar o imóvel mas também pretende colocá-lo em arrendamento. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Julho

Em Julho, todos os olhos estavam mais uma vez voltados para o sector dos NPLs com Sabadell e o Banco Santander nas manchetes. Além disso, houve negócios em grande quantidade nos sectores de escritórios, retalho e hotelaria antes das férias de verão.

Após a venda de uma carteira de NPLs de 900 milhões de euros ao fundo norueguês Axactor no mês passado, Sabadell continuou com a limpeza do seu balanço, atribuindo € 9,1 milhões em activos tóxicos à Cerberus (Projetos Challenger e Coliseu) e € 2,5 mil milhões em empréstimos imobiliários para Deutsche Bank (Projecto Makalu). Sabadell e Cerberus concordaram em seguir os passos do Santander, BBVA e CaixaBank, criando uma joint venture em que o fundo deterá uma participação majoritária (neste caso, 80%) e o banco manterá uma participação minoritária (20%). Sabadell informou também que manterá a Solvia por enquanto, mas não descarta a sua venda no próximo ano.
Além disso, o Banco Santander, que vendeu do Projeto Quasar a Blackstone há pouco mais de um ano, anunciou em Julho que pretende dar um empurrão final para a limpeza do seu balanço, colocando uma carteira de € 5-6 mil milhões à venda. A referida instituição bancária espera fechar a transacção antes de Setembro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Junho

A maior parte dos negócios efectuados em Junho são referentes à dívida perdida, tanto em volume quanto em número. Além disso, outras operações foram fechadas nos sectores hoteleiro, retalho e residencial.

O CaixaBank e a sua representante Servihabitat conseguiu transferir cerca de € 6,7 bilhões em activos tóxicos a uma nova joint venture que se encontra em criação com o fundo americano Lone Star. O referido acordo demonstra que a entidade catalã segue os passos dos seus rivais, o Banco Santander e o BBVA, que criaram joint ventures para um propósito similar no ano passado com a Blackstone e a Cerberus, respectivamente. O CaixaBank tinha acabado de retomar o controlo total da Servihabitat em 8 de junho, depois de desembolsar € 176 milhões para recomprar a participação de 51% que havia vendido a outro fundo de investimento dos EUA, a TPG, há cinco anos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Espanha: Investimento hoteleiro mantém-se em alta

O investimento em activos hoteleiros em Espanha manteve-se em alta durante o 1º semestre de 2018. De acordo com dados publicados pela Colliers Internacional, foram investidos mais de 1,8 mil milhões de euros em activos hoteleiros entre Janeiro e Junho do presente ano, valor que ficou pouco abaixo dos 2,1 mil milhões de euros registados em igual período de 2017. Trata-se, assim, do 2º melhor ano em termos de investimento em hotéis no mercado espanhol.


A Blackstone (que recentemente encaixou 900 milhões de euros com venda de shoppings em Portugal) foi a entidade mais activa no mercado com a aquisição da totalidade do capital da Hispania, isto já depois de fortes investimentos no ano passado. Também as Socimi estiveram bastante activas tendo tomado 34% do total da actividade de investimento hoteleiro.

Em termos de localização, os investidores optaram por destinos mais turísticos, como as Ilhas Baleares e Canárias que em conjunto ficaram com 53% do montante total investido. Madrid e Barcelona, que tinham sido destinos preferidos em igual período de 2017, ficam agora atrás das opções dos investidores.

A recuperação do sector tem sido notória. Nos últimos 4 anos, foram investidos mais de 10 mil milhões de euros em activos hoteleiros, com o mercado a acreditar em fundamentais fortes para o sector. Numa primeira fase, mais concentrados em activos citadinos, os investidores parecem agora mais confortáveis em investir em destinos mais turísticos.

Bons negócios (imobiliários)!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Espanha: investimento em buy-to-let encontra-se disperso

O investimento em buy-to-let em Espanha encontra-se muito disperso por diversos players de mercado. Uma análise efectuada pelo Cinco Días refere que apenas 2,8% do stock total de casas arrendadas no País vizinho se encontra concentrado em grandes players imobiliários, tais como Socimi´s.

De facto, as 15 sociedades imobiliárias com mais imóveis residenciais de arrendamento em carteira apresentam um stock total a rondar as 114.000 casas, um valor muito reduzido face às cerca de 4 milhões de casas que estão arrendadas em Espanha:


Estes dados fazem cair por terra que são os grandes operadores imobiliários que estão a fazer subir o valor das rendas. De facto, com tão pouco stock em carteira, não têm a capacidade de inflacionar o valor do arrendamento residencial, a não ser a um nível muito micro, muito localizado. A subida das rendas em Espanha, tal como em Portugal, tem ocorrido por um claro baixo volume de oferta disponível face a um crescente aumento da procura.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Espanha: venda de casas a estrangeiros mantém-se em alta

Mais de 60.000 de casas foram vendidas a estrangeiros em Espanha durante o ano de 2017. Segundo dados divulgados pelos registos espanhóis, a quota de mercado de estrangeiros desceu ligeiramente para 13,11%, dos 13,25% observados em 2016, facto que não impediu, mesmo assim, que se registasse um novo recorde na venda de casas a estrangeiros no país vizinho. 


Os cidadãos de origem inglesa mantêm a sua hegemonia no mercado, contando com 15% das vendas a estrangeiros, apesar de uma ligeira queda em 2017. Franceses e alemães são as nacionalidades que se seguem, à frente dos belgas e suecos.

Em termos de localização, os estrangeiros preferem as zonas costeiras, com os ingleses à cabeça. Os investidores de nacionalidade alemã preferem casas nas baleares, enquanto que os franceses optam mais pela zona da Catalunha

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Bons negócios (imobiliários)!