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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Abril 2019

Apesar do feriado de Páscoa, Abril foi um mês movimentado no sector imobiliário espanhol, impulsionado principalmente pelos setores de escritórios, terrenos e activos alternativos. Os negócios foram fechados em Madrid, Barcelona e Valência, assim como na Costa del Sol, entre outros.

Escritórios

Várias operações importantes foram concluídas no segmento de escritórios em abril, com a venda da Castellana 200 pela Silvercode captando as atenções. A Socimi vendeu a propriedade central de Madrid, com uma superfície de 26.710 m², à Allianz Real Estate por € 250 milhões. Também em Madrid, a Grosvenor adquiriu o Moraleja Building One, que abrange 22.219 m², à Chameleon (Blackstone) por € 80 milhões; A Swiss Life comprou o edifício de escritórios de 6.300 m2 na Calle Eloy Gonzalo, 27 à Lar España por € 40 milhões; e a Mutualidad de la Abogacia comprou o edifício de escritórios no Paseo de la Habana, 3, medindo 3.000 m2, ao Grupo Millenium por € 23,4 milhões. Enquanto isso, em Barcelona, a InmoCaixa, braço imobiliário da holding Criteria, finalizou a compra de um edifício de escritórios de 8.000 m² no distrito 22@ de Barcelona por 35 milhões de euros.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Março 2019


Março viu bastante atividade no sector imobiliário espanhol. No total, o investimento ascendeu a 2 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2019, de acordo com o BNP Paribas, menos 5% em termos homólogos, com os sectores de terrenos, escritórios e retalho a mostrarem-se particularmente activos durante o último mês do trimestre. Foram fechados negócios em Madrid, Pamplona, Marbella e Sevilla, entre outros.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Espanha - Mercado Imobiliário, Janeiro 2019


O mercado imobiliário em Espanha iniciou o ano de forma solida, com a realização de vários negócios de grande volume nos sectores de escritórios, NPL’s e residencial e concretização de operações também nos sectores de logística, retalho e noutros segmentos alternativos. 

Escritórios

No sector de escritórios, a Reuben Brothers completou a compra da Cidade Financeira do Santander, a sede do banco Espanhol situada na periferia de Madrid, por 283.73 milhões de euros. Ainda em Madrid, a Zurich adquiriu o portfolio Ilunion, da Blackstone, que compreende 4 edifícios de escritórios por 163.5 milhões de euros, a LaSalle Investment Management comprou à Royal Metropolitan, a sede da Repsol na área Méndez Alvaro por 100 milhões de euros e a Green Oak vendeu 5 edifícios de escritórios à Barings e a um outro comprador anónimo por 74.3 milhões de euros. Noutros pontos da capital espanhola, a Lar España vendeu a Torre Spinola por 37 milhões, a Azora adquiriu um edifício de escritórios na rua Llano Castellano, 51 (a sede do grupo Cortefiel) por 28.3 milhões e a Socimi Saint Croix Holding comprou um edifício de escritórios na Calle Juan Ignacio Luca de Tena, 17 por 24 milhões. 

Entretanto, a Starwood Capital comprou o Omega Business Park em Madrid e um edifício de escritórios no distrito @22 de Barcelona, à Socimi Autonomy por 125 milhões de euros. Também na capital Catalã o BNP Paribas comprou à Goldman Sachs a sede da Agbar’s por 60 milhões de euros, a Arcano vendeu dois edifícios de escritórios em L’Hospitalet de Llobregat a um Family Office por 40 milhões e a AEW comprou um edifício de escritórios na calle Joan Miró no centro de Barcelona por 28.8 milhões de euros. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Imobiliário e construção caem a pique no Reino Unido

Os sectores imobiliário e da construção cotados em bolsa caíram a pique durante o ano de 2018. Os REIT - Real Estate Investment Trusts - cotados na bolsa britânica perderam quase 7,5 biliões de libras com a Intu a desvalorizar cerca de 55%! Apenas duas das dez maiores empresas cotadas em bolsa não desvalorizaram ao longo do ano transacto - a Segro e a Unite.


Existe um dado que é comum às maiores quedas: as 4 empresas com pior performance bolsista são todas dedicadas ao sector de retail, enquanto que aqueles que melhor resistiram às desvalorizações bolsistas actuam em sectores alternativos - residências de estudantes, por exemplo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Espanha: investimento imobiliário cresceu 8% em 2018

O volume de investimento anual no setor imobiliário espanhol totalizou € 11,63 mil milhões em 2018, o que representou um aumento de 8% em relação a 2017. Se somarmos as operações corporate com imóveis subjacentes a esse volume, então o número aumenta para € 19 mil milhões, o que representa um record de investimento desde o fim da crise, de acordo com o último relatório do BNP Paribas Real Estate na Espanha. O relatório destaca que o interesse de investidores no sector imobiliário espanhol em 2018 atingiu o seu nível mais alto por uma década.

Durante o quarto trimestre do ano, o volume de investimento directo em activos imobiliários - escritórios, armazéns logísticos, hotéis, varejo e residencial - totalizou € 3,7 mil milhões, o que representou um aumento de 58% em relação ao ano anterior. A evolução da atividade do investidor superou, portanto, as expectativas do setor no início do ano.

“Os bons tempos que os fundamentos do mercado estão a desfrutar, com os níveis de ocupação em máximos e arrendamentos estáveis ou em expansão nos mercados mais consolidados, junto com o capital excedente e as alternativas limitadas oferecidas por outros produtos financeiros, fomentaram um frenético ritmo de atividade no mercado de investimentos”, explica o relatório.

Por tipo de activo, o sector comercial (retalho) foi a estrela do ano. O volume investido em activos comerciais durante 2018 totalizou € 4,28 mil milhões, o que representa um aumento de 23% em relação a 2017. Durante o quarto trimestre, o investimento atingiu € 1,26 mil milhão e,  assim, o sector alcançou uma participação de mercado trimestral de 35%. A maior operação no último trimestre do ano foi a compra de uma carteira de três centros comerciais - Max Center, Gran Casa e Valle Real - pela Sonae Sierra e Perter Varbacka por 485 milhões de euros.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Julho

Em Julho, todos os olhos estavam mais uma vez voltados para o sector dos NPLs com Sabadell e o Banco Santander nas manchetes. Além disso, houve negócios em grande quantidade nos sectores de escritórios, retalho e hotelaria antes das férias de verão.

Após a venda de uma carteira de NPLs de 900 milhões de euros ao fundo norueguês Axactor no mês passado, Sabadell continuou com a limpeza do seu balanço, atribuindo € 9,1 milhões em activos tóxicos à Cerberus (Projetos Challenger e Coliseu) e € 2,5 mil milhões em empréstimos imobiliários para Deutsche Bank (Projecto Makalu). Sabadell e Cerberus concordaram em seguir os passos do Santander, BBVA e CaixaBank, criando uma joint venture em que o fundo deterá uma participação majoritária (neste caso, 80%) e o banco manterá uma participação minoritária (20%). Sabadell informou também que manterá a Solvia por enquanto, mas não descarta a sua venda no próximo ano.
Além disso, o Banco Santander, que vendeu do Projeto Quasar a Blackstone há pouco mais de um ano, anunciou em Julho que pretende dar um empurrão final para a limpeza do seu balanço, colocando uma carteira de € 5-6 mil milhões à venda. A referida instituição bancária espera fechar a transacção antes de Setembro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Junho

A maior parte dos negócios efectuados em Junho são referentes à dívida perdida, tanto em volume quanto em número. Além disso, outras operações foram fechadas nos sectores hoteleiro, retalho e residencial.

O CaixaBank e a sua representante Servihabitat conseguiu transferir cerca de € 6,7 bilhões em activos tóxicos a uma nova joint venture que se encontra em criação com o fundo americano Lone Star. O referido acordo demonstra que a entidade catalã segue os passos dos seus rivais, o Banco Santander e o BBVA, que criaram joint ventures para um propósito similar no ano passado com a Blackstone e a Cerberus, respectivamente. O CaixaBank tinha acabado de retomar o controlo total da Servihabitat em 8 de junho, depois de desembolsar € 176 milhões para recomprar a participação de 51% que havia vendido a outro fundo de investimento dos EUA, a TPG, há cinco anos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Espanha: investimento imobiliário atinge € 9 mil milhões

O investimento em commercial real estate em Espanha chegou aos 9 mil milhões de euros no ano de 2017, de acordo com dados publicados pela Savills. O montante referido, apesar de não representar um recorde histórico no mercado imobiliário espanhol, é mesmo assim o valor mais elevado da última década.


Os segmentos de hotéis e retail registaram valores recorde de investimento, enquanto que escritórios e logística caíram face a 2016, sobretudo devido à falta de espaço disponível.

Mais de 60% do investimento foi realizado por investidores estrangeiros que continuam a representar uma larga fatia do mercado com fundos norte-americanos à cabeça, seguidos de investidores britânicos e franceses.

A acompanhar a subida do investimento, mas em sentido contrário, estão as prime yields de mercado que voltaram a cair na maior parte dos segmentos do imobiliário. O segmento de escritórios aparenta estar mais estável, à medida que as yields das obrigações do tesouro vão também estabilizando.

Bons negócios (imobiliários)!

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Leia também Investimento imobiliário em Espanha bate recordes

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

2017, imobiliário em Espanha: um ano recorde


O investimento continuou, em 2017, a ser impulsionado por indicadores macroeconómicos em geral positivos, apesar da tensão politica na Catalunha. O PIB Espanhol aumentou 3,1% em 2017; o desemprego interno diminuiu em 290.192 pessoas alcançando os 3,14 milhões, atingindo o nível mais baixo desde 2008; e as taxas de juro continuaram no nível mais baixo da história. Como resultado, o investimento total em imobiliário alcançou os 10,3 milhões de euros entre Janeiro e Setembro; e está previsto exceder os 12 mil milhões de euros tendo em conta o ultimo trimestre, motivado pelos sectores hoteleiro e de retalho (que atingiram um investimento de 3,75 mil milhões de euros e 3 mil milhões de euros, respetivamente).

Os investidores de Espanha estiveram mais ativos em 2017 que em 2016, mas foram os investidores estrangeiros quem ficou com a maioria das ofertas de grande relevo. O fundo norte-americano Blackstone dominou os sectores bancário, hoteleiro e de logística, para se tornar a maior empresa privada de imobiliário do país. Geograficamente, a atividade imobiliária esteve sobretudo focada em Madrid e Barcelona, mas várias capitais, tais como Sevilha, Valencia, Bilbao e Zaragoça, também viram aumentos substanciais no volume de transações. Além disso, a atenção dos investidores cresceu em relação aos sectores de logística e ativos de uso alternativo (residências de estudantes, bombas de gasolina, residências assistidas, escritórios para co-working) e as Socimis deram continuidade a especialização dos seus portfólios. O mercado residencial manteve-se estável na sua recuperação, com promotores imobiliários a investir em terrenos em todo o país e os investidores a apoiarem o cada vez mais rentável mercado de arrendamento. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Investimento imobiliário em Espanha bate recordes

De acordo com dados recentemente divulgados pela JLL, o mercado imobiliário espanhol registou novo recorde histórico de volume de investimento em imobiliário no ano de 2017. O ano encerrou com um montante total investido em imóveis de quase 14 mil milhões de euros, um valor que ficou 45% acima do registado em 2016.

Apesar dos investidores terem adquirido imóveis em todos os segmentos de mercado, os segmentos de retail e hotéis destacaram-se de entre os restantes, com o primeiro a absorver uma fatia de 3,9 mil milhões de euros, e o segundo a registar um acréscimo de 75% face a 2016, tal como já tínhamos noticiado aqui no blogue. De facto, o mercado hoteleiro transaccionou 182 unidades num total de quase 29.000 quartos, num preço médio por quarto de € 119.000, um valor que ficou 30% acima da média registada em 2016.

O segmento de escritórios foi o terceiro mais activo no mercado em 2017 com um volume transaccionado de 2,2 mil milhões de euros, apesar de ter registado um decréscimo face a 2016 de 20%.

O segmento residencial também esteve bastante activo, tendo inclusive registado a maior taxa de crescimento entre 2016 e 2017: 160%! Os investidores aplicaram um total de quase 2,1 mil milhões de euros, bem acima dos 800 milhões observados em 2016.

Bons negócios (imobiliários)!


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Espanha - Mercado Imobiliário, Novembro

Novembro foi um mês atarefado. Fecharam-se negócios em todos os sectores e regiões. A incerteza sobre o futuro da Catalunha continuou e as eleições regionais já foram convocadas para 21 de Dezembro e a campanha começou.

Principais Negócios

Cerberus celebrou o segundo maior negócio do ano no sector imobiliário, após negociação com sucesso da compra de uma participação de 80% na carteira imobiliária do BBVA por 40 mil milhões de euros. O referido preço resultou um desconto de 61,5% do valor bruto da carteira, traduzindo-se num golpe de “boas-vindas” para o fundo norte-americano, depois de ter ficado fora da venda do portfólio do Banco Popular por parte do Santander. O administrador da Cerberus em Espanha, Haya Real Estate, encarregar-se-á da gestão da referida carteira.

A Bain Capital fechou o negócio da aquisição do promotor catalão Habitat por 220 milhões de euros, apesar da incerteza política na região. Todavia, os termos finais da operação precisam ainda de ser acordados, mas a entidade de private equity ganhou a concorrência da Oaktree e Apollo para adquirir cerca de 2,5 milhões de terreno pertencente à Habitat com capacidade construtiva de 2.000 fogos.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Espanha - Mercado Imobiliário, Outubro

A incerteza em torno do futuro da Catalunha pairou sobre o sector imobiliário espanhol durante todo o mês de outubro e as disputas políticas continuaram sem solução à vista. Enquanto centenas de empresas sediadas na região autónoma agiram rapidamente para mover os seus centros empresariais para outras partes de Espanha, a generalidade do sector imobiliário levou a cabo a sua actividade com normalidade. A confiança foi reforçada, já que Blackstone, Aedas Homes e Liberbank, entre outras, completaram operações importantes durante o mês, apesar das tensões políticas em curso.

Principais transacções

Blackstone fechou o “acordo do mês” em Espanha, combatendo a concorrência de Brookfield, para adquirir a HI Partners e os seus 14 hotéis do Banco Sabadell por 630 milhões de euros. O fundo norte-americano planeia fundir as propriedades recém-adquiridas com aquelas que comprou ao banco Popular-Santander antes do Verão para criar um novo gigante do turismo.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Espanha - Mercado Imobiliário, Setembro

O sector residencial evidenciou-se com múltiplas compras de terrenos, projectos em desenvolvimento de novas casas e o anúncio de uma próxima estreia no mercado de acções. O sector bancário apresentou-se fortemente nas manchetes, já que todas as principais instituições financeiras avançaram com os preparativos e negociações para limpar os seus balanços. Os activos de comércio e os escritórios chamaram a atenção dos leitores com a assinatura de várias operações de alto perfil em ambos os sectores. A Amazon fortaleceu o seu compromisso com o sector de logística, planeando abrir duas novas plataformas em Sevilha e Alcobendas.

Terrenos

O mercado de terrenos foi bastante movimentado com os negócios da Neinor Homes, Quabit e Via Celere. Neinor Homes adquiriu um portfolio de 6 terrenos em Málaga por 68 milhões de euros e um conjunto de 3 parcelas em Valênia e Tarragona por 22,6 milhões de euros. A Quabit comprou dois terrenos em Málaga e Corredor de henares por 52 milhões de euros, 23,7 milhões de euros e 30,1 milhões de euros, respectivamente. A Via Célere adquiriu terrenos em Madrid, Sevilha e Valladolid por 36,1 milhões de euros. Os três empreendedores imobiliários planeiam construir centenas de casas nas suas respectivas parcelas recém-adquiridas. A Aedas Homes anunciou que planeia fazer a sua estreia no mercado de acções antes do final do ano e, por conseguinte, será a segunda empresa do sector imobiliário a realizar um IPO numa década (após Neinor que ingressou em Março).

Novas Construções

No sector residencial, o grupo chileno Osim anunciou a sua chegada a Espanha, onde planeia investir cerca de 480 milhões de euros na construção de casas na Costa del Sol nos próximos quatro anos. ACR e Allegra, o braço de investimento da família Losantos, revelaram que estão a investir 130 milhões de euros na edificação de mais de 600 residências em Madrid e Pampelona sob a marca Nature. Ibosa e GreenOak anunciaram que investirão cerca de 86 milhões de euros na construção de uma torre residencial de luxo, contendo 208 unidades na Isla de Chamartín, Madrid.

Arrendamento Residencial

No sector do arrendamento residencial, a Testa continuou a expandir o seu portfólio, conforme planeado, aprovando a sua fusão com a Acciona e incorporando, assim, 1.058 unidades residenciais na sua carteira, enquanto o seu parceiro receberá 21% do capital social da SOCIMI em troca. A SOCIMI adquiriu também cerca de 135 casas do Building Center durante o mês de Setembro.

Sector Bancário

As principais instituições financeiras de Espanha avançaram com os esforços para reduzir a sua exposição imobiliária colectiva; Possuem planos específicos para alienar carteiras no valor de 6.000 milhões. O Santander pretende vender um portfólio denominado Projecto Titán. O BBVA colocou o Projecto Sena no mercado, juntamente com a Anida sobre o qual está a negociar exclusivamente com Cerberus. Caixa Bank prepara duas carteiras (Tribeca e Egeo). Sabadell encontra-se em fase de lançamento da venda de um portfolio à Traveller sob a forma de Voyager. Liberbank negoceia com a Bain Capital e KKR para vender Invictus e a Sareb está já a desenvolver um portal online através do qual planeia vender 3.000 milhões de dólares em empréstimos no prazo de um ano.

Comércio

O Fundo Israelita da MDSR Investments comprou um portfólio de hipermercados Carrefour e Eroski da Tristan Capital por 150 milhões de euros. A Europa Capital adquiriu o centro comercial Gran Vía de Alicante da Rreff (subsidiária do Deutsche Bank) por 52 milhões. Hispavima comprou a loja Puma na Calle Fuencarral, em Madrid, por 13 milhões de euros. A Decathlon anunciou que abrirá 3 novas lojas no centro de Madrid, de acordo com a sua estratégia de trazer as tradicionais lojas fora da cidade para o âmago das mesmas. Este movimento inovador é repetido por Ikea, Media Market, Leroy Merlin e Kiabi, entre outros.

Escritórios

A Catalana Occidente adquiriu por 90 milhões o complexo de escritórios Luxa (onde a Amazon e a WeWork abrirão escritórios em 2018) no distrito 22 de Barcelona, pertencente a Castellví, Stoneweg e 1810 Capital Investments. El Corte Inglès vendeu a sua restante participação de 40% na Torre Serrano (Madrid) para a Infinorsa por 50 milhões. Lar España vendeu o edifício de escritórios, sito em calle Arturo Soria 336, à Colonial por 32,5 milhões. A WeWork chegou a Espanha com a inauguração do seu primeiro escritório no centro de Madrid (no Paseo de la Castellana, 43), planeando abrir um segundo espaço, em Barcelona, o mais rápido possível.

Activos Alternativos

No mês de Setembro continuou o interesse no segmento de activos alternativos (que inclui todos os activos não convencionais, desde salas de estudo a espaços de centros de coworking). AXA IM e a CBRE Global Investment Partners uniram forças para comprar o Grupo Resa, a maior empresa de estúdios de Espanha e da Europa Central, com 9.309 camas em 19 cidades. Primonial Reim realizou a sua primeira compra em Espanha, investindo 20 milhões na aquisição da unidade de saúde e de acolhimento com 300 quartos em Sant Antoni, Barcelona.

Perspectivas para o 4.º Trimestre do Ano 

Prevê-se um novo record no investimento imobiliário. A JLL anunciou valores provisórios dos principais nove meses do ano, demonstrando que o investimento entre Janeiro e Setembro foi de 8.697 milhões que já está muito próximo do resultado obtido em todo o ano transacto (9.508 milhões).

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Comércio: que ruas apresentam maior tráfego pedonal?

Um estudo levado a cabo pelo BNP Paribas e hoje divulgado pela Consultora Workx analisa o tráfego pedonal em ruas prime de 23 cidades-chave europeias. As principais conclusões desse estudo apontam para:
  • Reino Unido, Alemanha, Espanha e França competem pelas 5 melhores posições do TOP 30 do mercado de massa europeu;
  • Londres lidera a tabela com um valor recorde de 13.560 pedestres por hora em Oxford Sreet;
  • O estudo realça a força das principais cidades alemãs, com Munique e Frankfurt no TOP 5;
  • Notavelmente, Espanha com Madrid (3º) e Barcelona (6º) possui um total de cinco ruas no Top 10;
  • A icónica Avenida francesa Des Champs Elysées encerra o Top 5 com cerca de 10,300 pedestres por hora;
  • No que diz respeito ao TOP 20 Ruas de Comércio de Luxo, as cinco melhores posições foram registadas em França, Espanha, Reino Unido e, a um passo atrás, na Dinamarca;
  • Estas ruas são cartões de visita emblemáticos que desfrutam de um alto grau de atividade turística;
  • As ruas de retalho puro de luxos são dominadas por Itália pela Via Condotti em Roma.  


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Lojas com história

Defenda-se do mais recente ataque do Estado à propriedade privada

Falei aqui, no meu último post, da Lei 42/2017, de 14 de Junho, que criou o “regime de reconhecimento e proteção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local”.

Como na altura apontei, este regime configura uma verdadeira aberração jurídica, na medida em que introduz uma limitação ao direito de propriedade sem qualquer contrapartida para o proprietário. A causa desta limitação é a defesa dos estabelecimentos pitorescos, titulares de rendas antigas, irrisórias, instalados em vários prédios espalhados pela cidade.

Para além da injustiça em si, este regime legal traduz-se num profundo retrocesso no âmbito da reforma do arrendamento urbano e do processo de reabilitação urbana das cidades.

Se em 2012, no centro da crise, a Troika conseguiu impor o que até então todos os partidos (do PCP ao próprio CDS) haviam bloqueado – a possibilidade de actualização das rendas antigas (ainda assim para valores administrativamente delimitados) e de denúncia dos respectivos arrendamentos para realização de obras de remodelação ou restauro, em 2016/2017, restaurada a confiança na solidez da economia nacional, essa porta começa a fechar-se. E a que velocidade!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Espaços comerciais – E agora ?

No final de 2014, face a uma ininterrupta sequência de encerramentos de lojas antigas na cidade de Lisboa, decidi juntamente com alguns amigos, criar o “Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lxª”, com o objectivo de ajudar e apoiar as lojas com mais de 50 anos de actividade no sentido de criarem condições para continuar a sua actividade.

Passaram cerca de 30 anos desde que teve início uma mudança radical das formas de consumo em Portugal, primeiro com os novos “shoppings” dos quais o Amoreiras Shopping Center era o ícon, e posteriormente com a massificação dos hipermercados. 

Este fenómeno teve como primeira grande consequência a queda abrupta das vendas das lojas de rua, em especial as mais antigas, as quais não se adaptaram aos tempos modernos, nem conseguiram competir com os horários alargados destes novos “templos do consumo”. 

Posteriormente, nos últimos anos da década de noventa, um novo “perigo” surgiu sob a forma das plataformas digitais que tudo vendem a qualquer cliente em qualquer parte do mundo. Hoje é virtualmente possível, desde que haja serviço postal, comprar um qualquer artigo e recebê-lo, mesmo que se esteja numa das localidades mais remotas do planeta. Resistências à parte, as plataformas Web como a Amazon, ou mesmo as construídas pelas grandes empresas de distribuição, como a Wal-mart, ganharam a sua quota-parte de receitas do consumo mundial, retirando-as às lojas tradicionais de rua.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Espanha - Mercado Imobiliário, Julho

Julho foi um mês bastante activo. Os investidores nacionais e estrangeiros apressaram-se a completar negócios antes das férias. Destacaram-se as transacções do Mercado de San Miguel (uma das mais caras na história de Espanha), em Madrid, a um fundo holandês por € 70 milhões, equivalente a € 60,000 por m² e da Aguirre Newman à Savills que confirmou a compra por € 67 milhões, aumentando a sua própria presença na Espanha. Finalmente, a Amazon fez mais investidas no sector de logística, inaugurando um centro logístico de arte com 58,125 m², em Getafe (Madrid), que será seguido em breve por um novo macrocentro em Toledo e mais duas instalações em Madrid.

No segmento de escritórios, a UBS Management adquiriu um edifício em Campo de las Naciones (Madrid) por 38,5 milhões de euros; A Meridia adquiriu dois edifícios de escritórios em Madrid (juntamente com uma propriedade de logística em Toledo) por € 40 milhões; MSG comprou o edifício de escritórios no Paseo de Recoletos, 5 em Madrid, por € 30 milhões; O “family office”, pertencente aos proprietários da empresa de segurança Prosegur, adquiriu a sede da BBVA Seguros, sita na Calle Alcalá, em Madrid, por 23 milhões de euros; E o Royal Metropolitan comprou a sede da Bancoval, em Almagro (Madrid), por. 20 milhões de euros. Finalmente, a Hispania continuou as suas negociações com a Swiss Life para vender o seu portfolio de 24 edificios de escritórios em Madrid, Barcelona e Málaga, que tem um preço de pedido de € 500 milhões.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mercado imobiliário Espanha - Abril

Em Abril, vários analistas publicaram resultados do primeiro trimestre, o que confirmou o bom início do sector no ano. A Laborde Marcet e a CBRE apresentaram valores de investimentos imobiliários nos três primeiros meses do ano, de € 3.520 milhões e € 3.417 milhões, respectivamente. De acordo com a LM, o sector do retalho representou a maior parte do investimento total (€ 1.495 milhões), seguido do segmento de escritórios (€ 868 milhões), segmento hoteleiro (€ 783 milhões) e activos logísticos (€ 374 milhões) e mais de metade dos activos estava localizada em Madrid e em Barcelona. A CBRE revelou que os investidores internacionais estão a desempenhar um papel cada vez mais importante, representando 70% do volume total desembolsado no primeiro trimestre, impulsionado principalmente por fundos baseados nos EUA e no Reino Unido.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Novo Banco vende activos comerciais à Blackstone

De acordo com uma notícia divulgada pela Europe Real Estate, o Novo Banco alienou um conjunto de 5 activos de retail à Blackstone Real Estate Partners Europe IV.

O portfolio de activos agora adquirido pela Blackstone consiste num total de 65.000 m2 de áreas de retalho, localizados na zona de Lisboa, onde se localizam grandes retalhistas como o Continente.

Há dias já era notícia na imprensa nacional que o Novo Banco tinha ficado com um conjunto importante de activos de retail que transitavam do BES e que os teria colocado todos à venda.

Portugal tem três milhões de metros quadrados de centros comerciais. Mas face ao total da população residente, por cada mil habitantes dispõe de 267,8 metros quadros de centros comerciais. Mais que França, Reino Unido, Alemanha e Espanha.

A operação incui ainda a compra de 185.000 m2 de áreas logísticas na Azambuja totalmente ocupadas.

Esta transacção vem dar continuidade ao crescente interesse de investidores estrangeiros no nosso mercado e, em concreto, em activos de retail. Há bem pouco tempo, a Imochan alienou 50% do Allegro Alfragide ao APFC. Em Outubro, havia sido o fundo norte-americano Karlin a adquirir lojas da FNAC e C&A.y

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Yields mantêm tendência de queda em Lisboa

Segundo um research da C&W, as yields mantêm o seu movimento descendente no mercado de escritórios de Lisboa. No espaço de 1 ano, as prime yields cairam 150 pontos base, de 7,75% para uns actuais 6,25%. No entanto, estão ainda a 50 pontos base do mínimo histórico de 5,75%.

Fonte: C&W

Todas as zonas de Lisboa monitorizadas pela empresa apresentam a mesma tendência de descida. De realçar a Zona 5 - Parque das Nações, onde as yields estão agora em 7,25%, indicando assim o valor pelo qual alguns recentes negócios têm vindo a ser concretizados.

O mesmo documento refere que durante o 3º trimestre de 2014, foram concretizadas cerca de 10 operações de investimento em commercial real estate, num montante total de € 58,7 Milhões. O interesse destes investidores dividiu-se entre imóveis de escritórios e retail, fundamentalmente em zonas prime.