Segundo os dados mais recentes do Eurostat, os preços na habitação na Europa desceram em 13 dos 26 países analisados. Portugal manteve a queda nos valores da habitação no 3º trimestre de 2013, com uma descida de -2,9% face a igual período de 2012. As quedas homólogas trimestrais mantiveram-se ao longo do ano de 2013 em Portugal:
Fonte: Eurostat
A Estónia foi a líder das valorizações, com uma subida homóloga de 11,1%, seguida de Luxemburgo, Lituânia, Noruega e Reino Unido, todos estes países com subidas entre 5,8% e 6,5%.
Do lado oposto, tivemos Croácia e Letónia com quedas de -16,9% em ambos os países. Espanha, Itália, Chipre e Eslovénia também observaram descidas de assinalar, entre -5,3% e -8%.
No entanto, é de realçar o facto de Portugal levar já 2 trimestres consecutivos com subidas em cadeia, apesar de pouco expressivas. Na realidade, a habitação em Portugal, segundo o Eurostat, valorizou 0,9% no 2º trimestre de 2013, e 0,4% no 3º trimestre.
Fonte: Eurostat
Já segundo o The Economist, os preços estão a subir um pouco por esse Mundo fora, com 18 dos 23 países analisados a observaram crescimento de preços.
Apenas França, Japão, Holanda, Espanha e Itália apresentaram ainda, em 2013, quedas de preços. De realçar que desde 2008 que a Irlanda (agora com uma subida de 5,6% em 2013) já acumula uma queda de -45,3%, ao passo que Hong-Kong regista uma valorização de 96,3%! É obra!
Na perpectiva do The Economist, países como a Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido, Austria, Canadá, Suécia, Dinamarca, Bélgica, França, Holanda e até mesmo a Espanha, encontram-se todos sobrevalorizados, quer relativamente às rendas aí praticadas, quer face aos rendimentos disponíveis pelos residentes.
Apenas a Alemanha, Irlanda e Japão apresentam um sector residencial sub-valorizado. Parece que estamos num mercado bullish, com forte tendência de subida mas com grande potencial de queda face às sobre-valorizações existentes, relativamente a fundamentais do mercado.
Mais uma razão para imperar a prudência!
Bons negócios (imobiliários)!






















No gráfico acima conseguimos desde logo constatar a volatilidade superior do mercado imobiliário britânico, face ao francês e ao alemão. Constata-se igualmente o facto do índice alemão estar muito próximo do máximo histórico verificado em 2007. Na prática, isto significa que os tais 185 decisores têm fortes expectativas relativamente ao mercado de investimento imobiliário. Há optimismo no mercado, na Alemanha então quase que nunca estes decisores estiveram tão optimistas face aos investimentos imobiliários no seu País!
