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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Mercado de escritórios de Lisboa sem espaço para acolher grandes empresas

O Prime Watch é pelo 6º ano consecutivo, um trabalho desenvolvido por Out of the Box para a empresa B. Prime, que analisa em detalhe o mercado de escritórios de Lisboa.

O estudo deste ano conclui que 2015 foi um ano bastante positivo para o mercado de escritórios: a subida da absorção, o aumento da área média ocupada e um acréscimo das rendas, aliado à inexistência de espaços adequados para escritórios será porventura a variável mais importante no mercado de escritórios de Lisboa e uma oportunidade de investimento. O estudo aponta para um aumento de 5,7% nas receitas geradas neste segmento, em 2015, situando-se nos € 480.7 milhões.


No que diz respeito ao mercado de escritórios de Lisboa, a 6ª edição do Prime Watch conclui que os edifícios com qualidade e em boas localizações são ocupados com maior rapidez e no decorrer deste ano deverá registar-se um novo mínimo histórico nas áreas novas disponíveis. Em valor absoluto, de um total de 509 mil m2 disponíveis para ocupação, o mercado tem pouco mais de 25.000 m2 de stock novo, sendo que da área usada disponível, 40% está concentrada na zona 6 e 20% na zona 2.

O estudo de mercado da consultora alerta para o facto de 95% do stock total disponível ser usado e não ter nem dimensão, nem qualidade para atrair grandes empresas, o que se traduz, em situações de pré-arrendamento, ou seja, alguns edifícios deverão ser totalmente arrendados, mesmo antes de serem terminados.


O Prime Watch demonstra que o mercado tem margem para receber novos edifícios em zonas com escassa disponibilidade, como é o caso das zonas centrais e do Parque das Nações, alvo de interesse por parte dos grandes ocupantes, o que certamente se materializaria em situações de pré-arrendamento.

O mercado de escritórios de Lisboa apresenta uma valorização média de praticamente 6.5 mil milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 3.7% do PIB nacional.

Segundo Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime: “Os investidores têm fundamentalmente apostado no mercado residencial e hoteleiro, por ser o que primeiro saiu da crise, no entanto com a recuperação da economia, as empresas têm vindo a expandir-se, além da entrada de novas empresas internacionais no mercado. Como praticamente não há oferta nova no segmento dos escritórios, chegámos a esta situação insólita em que não existe oferta de qualidade, para a procura atual. 

Em certas zonas como é o caso do Parque das Nações esta realidade torna-se crítica, uma vez que a entrada de novas empresas só poderá ocorrer com a saída de outros inquilinos, dado que nem sequer existem escritórios usados disponíveis, como demonstrado no Prime Watch. Por outro lado, também não está prevista a construção de qualquer edifício novo no próximo ano, o que irá ainda agravar mais a situação.”

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Precisamos mesmo de mais escritórios em Lisboa?

Foi notícia aqui há dias que a área de escritórios novos em Lisboa não pára de cair. De facto, o Prime Watch 2015 já o havia reportado: o ano de 2014 registou um acréscimo na tomada de áreas novas, principalmente em zonas mais centrais da cidade, apresentando-se estas agora em valores mínimos de stock disponível.

Apesar disso, as rendas de mercado mantiveram uma tendência de queda que se arrasta há já alguns anos. Nem o facto de se ter aumentado a absorção de áreas novas, nem tão pouco em zonas mais centrais de Lisboa (tipicamente mais caras), fez com que as rendas subissem em 2014.

Será então hora de começar a construir escritórios em Lisboa por forma a aumentar o stock e fazer face à procura?

A questão de aumentar o stock novo disponível, por incremento de construção nova de raíz, deve ser algo analisado em estreita coligação com o valor do mercado. Pretende-se mais área nova para potenciar determinado tipo de negócios (grandes ocupadores, mais exigentes, à procura de melhores espaços), ou será que é melhor aumentar o valor do mercado? E será que uma reduzida área disponível para arrendamento potenciará o crescimento das rendas?

Creio que sim. Há já algumas edições do Prime Watch que temos vindo a alertar para este "fenómeno": o mercado deverá apostar na reabilitação dos espaços usados em detrimento da construção nova, ao mesmo que tempo que se "regula" o stock total e o stock disponível para ocupação. Se é verdade que existe muito pouco stock novo disponível, também é bem verdade que existe mais de meio milhão de m2 usados disponíveis.

Apostando na reabilitação, aposta-se na cidade e na qualidade, ao mesmo tempo que o mercado tenderá a observar uma apreciação generalizada das rendas, ganhando assim valor. Mais ainda, o investidor agradece.

Bons negócios (imobiliários)!

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Por Gonçalo Nascimento Rodrigues
Main Thinker
Managing Director

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Escritórios valorizam 26% em 2014

Pelo 5º ano consecutivo, acompanhamos a B. Prime na realização do Prime Watch, o seu estudo anual sobre o mercado de escritórios de Lisboa.

O Prime Watch conclui que o ano de 2014 caracterizou-se pelo forte acréscimo na área ocupada, alavancada por um baixo nível de entrada de edifícios novos no mercado e uma contínua queda de rendas, que levou a que muitas empresas aproveitassem esta conjuntura para mudar de instalações.

O ano de 2014 destacou-se igualmente pela contínua queda das yields de mercado, que se traduziu numa valorização dos activos de escritórios em cerca de 26%, o que aliado a um forte crescimento na actividade de investimento imobiliário fez com que o ano passado fosse claramente um bom ano para o sector de escritórios.

Como principais tendências para 2015, o relatório da B. Prime alerta para os seguintes pontos:

  • Os novos edifícios que entrarem no mercado estão praticamente todos ocupados, pelo que o mercado manterá um nível historicamente baixo de áreas novas disponíveis, o que condicionará as empresas de maior dimensão. Por este motivo espera-se uma quebra na área média por transacção.
  • Com mais transacções de menor dimensão haverá um ajuste, em alta, nas rendas médias.
  • A reabilitação dos edifícios de escritórios já existentes (em detrimento de uma política de rendas baixas) é fundamental, para que haja uma rápida colocação.
  • Enquanto o Banco Central Europeu mantiver a sua política de quantitative easing, a actual conjuntura de descida das yields e apreciação de valor dos activos imobiliários deverá manter-se durante o ano de 2015.

O Prime Watch esclarece igualmente a importância da nova legislação para os organismos de investimento colectivo em Portugal, o que vem reforçar o acrescido interesse dos investidores por este tipo de veículos.

Segundo Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime: “Quisemos desde o início, elucidar os intervenientes do mercado e os investidores em geral com uma visão transparente e profissional sobre o mercado imobiliário nacional. Este é o principal objectivo do Prime Watch, que vai já na sua 5ª edição.

Segundo os dados que divulgamos, o volume de investimento em imobiliário comercial totalizou €730 milhões durante o ano de 2014, o que representou um acréscimo de 156% face a 2013, por isso cada vez mais acreditamos que existe uma responsabilidade acrescida em partilhar a informação sobre o mercado de forma clara e entendível a todos.”

Podem ler aqui versão integral do estudo.

Bons negócios (imobiliários)!

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Full English Version

terça-feira, 1 de abril de 2014

O mercado de escritórios de Lisboa em 2013

Pelo 4º ano consecutivo, temos o prazer de publicar o Prime Watch, relatório do mercado de escritórios de Lisboa, desenvolvido por Out of the Box para a Consultora B. Prime, que analisa e traça as principais tendências do mercado de escritórios de Lisboa, a evolução do investimento comercial e a performance dos Fundos de Investimento Imobiliário que operam em Portugal.

Para o ano de 2013, o Prime Watch aponta várias tendências para o mercado imobiliário de escritórios, que a par da conjuntura macroeconómica, parece demonstrar os principais sinais de estabilização.

Este relatório aponta para um ano de 2013 onde se registou uma descida generalizada das rendas médias, procura com níveis de absorção em mínimos históricos, que resultaram em apenas 77.802m2 de área colocada, no entanto registou-se uma subida no número de novas empresas, um aumento do indicador de expansão de área e aumento da renda prime, na região de Lisboa.

No que diz respeito ao investimento, o Prime Watch aponta para uma desvalorização das carteiras de investimento em -7,3% e uma quebra da rentabilidade dos Fundos de Investimento Imobiliário, em praticamente todos os prazos, a par do aumento do investimento em imobiliário comercial em 59,4%.

Para 2014, este estudo aponta algumas tendências, nomeadamente a continuação da aposta por parte dos promotores na reabilitação de escritórios, em detrimento de construção nova, estabilização da zona 5 (Parque das Nações) com possível pressão sobre as rendas praticadas e estabilização do mercado imobiliário português.

Para Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime: “ O Prime Watch foi lançado, pela primeira vez em 2011, e desde logo a receptividade e o interesse foram imediatos, por termos incutido uma forma diferente de analisar a informação estatística. Queremos com esta iniciativa tornar o mercado imobiliário mais transparente e entendível para a sociedade em geral, uma vez que segundo as nossas análises, só o mercado de escritórios de Lisboa apresentou em 2013 uma valorização média de 4.211 mil milhões de euros, o equivalente a 2,58% do PIB nacional, o que demonstra o peso que o mercado imobiliário no segmento comercial tem na economia portuguesa.

Este indicador é um dos exemplos que damos a conhecer no Prime Watch que não só analisa os dados do mercado de forma totalmente autónoma, como aponta tendências futuras baseadas em dados concretos.”

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Full English Version

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O mercado de escritórios de Lisboa em 2012

A B. Prime lança hoje o Prime Watch, o seu relatório sobre o mercado de escritórios de Lisboa em 2012. Pelo 3º ano consecutivo, este relatório foi desenvolvido em parceria com Out of the Box. Reforçamos, assim, o nosso posicionamento de Real Estate Knowledge Provider, estudando, analisando e fornecendo conteúdos sobre os mercados imobiliários. O nosso muito obrigado ao Jorge Bota, à Angelique e a toda a equipa B. Prime!

As principais conclusões que retiramos do trabalho desenvolvido este ano foram:

  1. Ligeira subida da ocupação bruta, após mínimos históricos em 2011;
  2. Apesar disso, a absorção líquida desceu ligeiramente;
  3. Salvo raras excepções, as rendas mantiveram a sua tendência de descida;
  4. Subida generalizada das Vacancy Rates;
  5. Transferência de cerca de 75 mil m2 da zona 4 para a zona 7, enviesando algumas conclusões relativamente a estas zonas;
  6. Maior equilíbrio entre oferta e procura, fundamentalmente devido à menor entrada de stock novo no mercado;
  7. Aumento da volatilidade, menos negócios e de maior dimensão;
  8. Boa performance da zona 3, com bom take-up e descida da vacancy rate;
  9. Oferta, sobretudo de escritórios novos, com rendas cada vez mais baratas;
  10. Desvalorização das carteiras de investimento em 16,8%;
  11. Escassez de liquidez nos fundos imobiliários abertos.

As tendências do mercado apontam para:
  • Maior estabilidade na zona 1, face às restantes zonas;
  • Depois de uma má performance em 2012, aumento da valorização na zona 2, fruto de novos edifícios a estrear em 2013;
  • Zona 3 a desvalorizar, após boa performance em 2012, que não se espera vir a repetir em 2013;
  • Zonas 5 e 6 a desvalorizar.
O estudo, na sua versão integral, pode ser consultado neste link.

Bons negócios (imobiliários)!

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Mercado de Escritórios de Lisboa

A B. Prime lança hoje o Prime Watch, o seu relatório sobre o mercado de escritórios de Lisboa em 2011. Pelo 2º ano consecutivo, este relatório foi desenvolvido em parceria com Out of the Box. Reforçamos, assim, o nosso posicionamento de Real Estate Knowledge Provider, estudando, analisando e fornecendo conteúdos sobre os mercados imobiliários. O nosso muito obrigado ao Jorge Bota, à Angelique e a toda a equipa B. Prime!


Este relatório que revela o comportamento e as tendências futuras do mercado de escritórios de Lisboa apresenta a valorização e a rentabilidade deste segmento na economia portuguesa. Pela primeira vez apresenta-se uma análise detalhada da área de investimento institucional, no que diz respeito à performance dos fundos de investimento que operam em Portugal e aos respectivos activos em carteira.

Mercado de Escritórios

No final de 2011, o mercado de escritórios de Lisboa tinha uma área total ocupada de 3.317.314m2, correspondendo a uma taxa de ocupação de 86,6% (estes dados excluem a zona 7 que apresenta uma vacancy rate muito baixa). Com base nas rendas médias pagas por cada zona e na respetiva área ocupada, o Prime Watch conclui que o mercado gera um total de rendas anuais de 531 milhões de euros, representando 0,31% do PIB nacional. Este valor representa uma renda média de 13,4 de euros por m2.

Face a 2010, as receitas geradas pelo mercado desceram -1,5%, valor que pode ser considerado positivo face à queda na absorção e nas rendas médias praticadas.

Fonte: LPI

O mercado de escritórios de Lisboa apresenta uma valorização média de 5,46 mil milhões de euros, o equivalente a 3,2% do PIB nacional.

Quadro: Valorização Mercado Escritórios Lisboa
Fonte: LPI/B. Prime

A Zona 1, apesar de representar apenas 16% da área ocupada, representa 20,4% da valorização do mercado. Em contraponto, a Zona 6, com um peso de 20,7% na área ocupada, tem apenas um peso de 15,4% no valor do mercado.

A queda do valor dos escritórios em Lisboa acentua-se, valendo hoje menos 12,4% que em 2010 e menos 14% que há 6 anos.
A desvalorização ocorrida no ano transato é justificada, maioritariamente, por uma desvalorização de capital e não propriamente pela queda de renda.

O índice B. Prime, medido em €/m2 de área ocupada, desvalorizou -13% em 2011. Em termos reais, acumula já uma desvalorização de - 32,8% desde 2005.

Tendências

Estima-se que até final de 2012 entre no mercado uma área adicional de 49.111m2 de novos escritórios, fazendo assim aumentar o stock para mais de 4,558 milhões de m2. As zonas 2 e 3 serão aquelas que registarão maior crescimento na oferta com 81,7% do total.


Fonte: LPI/B. Prime

As previsões apontam para valores mínimos recorde, no que diz respeito ao novo stock a entrar no mercado. A conjuntura atual, caracterizada por uma grande dificuldade em obter financiamento para novos projetos, uma grande falta de confiança, baixa atividade económica e subida do desemprego, com menos empresas a entrar no País e um risco elevado nos novos investimentos imobiliários, justifica um stock mais baixo.

O ano de 2012 será muito provavelmente o último em que as maiores oportunidades de negócio por parte dos inquilinos se farão sentir e isto pelo simples facto de a pressão por parte dos proprietários para a conclusão de operações tender a diminuir nos próximos anos, à medida que o crescimento da economia se acentua e que os níveis de oferta de escritórios novos a chegar ao mercado se mantêm escassos.


terça-feira, 17 de maio de 2011

Mercado de Escritórios com queda de 20% em 5 anos


Deixo-vos hoje o Prime Watch, o 1º relatório do mercado de escritórios de Lisboa da B. Prime, powered by Out of the Box.
É o 1º market report feito por Out of the Box para uma consultora portuguesa. É, para mim, a prova que há espaço no mercado para um research especializado, isento e independente, de cariz imobiliário e financeiro. Parabéns B. Prime e obrigado pela confiança!

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RECESSÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA DITA TENDÊNCIAS NA ABSORÇÃO DE ESCRITÓRIOS


De acordo com a primeira análise da consultora B. Prime, as rendas de escritórios têm tido um comportamento misto. No ano de 2010 as rendas prime não apresentaram grandes variações, à luz do que tem vindo a acontecer ao longo dos últimos 6 anos, com pequenas oscilações de zona para zona. A renda prime de Lisboa é agora de € 19,6 por m2, enquanto para as rendas médias, o cenário é mais volátil e diferenciado por zonas.

Dos 234 negócios realizados em 2010 houve uma preferência por áreas usadas, menores e mais económicas, atingindo-se um valor médio de 451,6 m2 por transacção. Na realidade, o mercado concentrou quase 70% das ocupações em escritórios até 1,500 m2, sendo que quase 50% dos negócios foram efectuados para áreas até 800 m2.

Quase 50% das ocupações foram contratadas por rendas até €14 por m2, representando um máximo histórico. Mais de 80% das ocupações foram arrendadas por um valor até €16 por m2. Nunca o mercado de escritórios tinha concentrado tantos negócios de arrendamento por valores tão reduzidos.

Em 2010, a preferência por negócios de arrendamento em detrimento da compra foi esmagadora, face aos anos transactos, com os primeiros a representarem 95,2% do total dos negócios.

As crescentes restrições ao crédito e um mercado em que os principais clientes finais são multinacionais que privilegiam a flexibilidade das soluções para espaços que ocupam, antecipam um cenário em que esta tendência seja ainda mais expressiva no curto e médio prazos.

Tendências do Mercado para 2012

Estima-se que até 2012 entre no mercado uma área adicional de 90,462 m2 de novos escritórios, fazendo assim aumentar o stock para mais de 4,536 milhões de m2. As zonas 2 e 3 serão aquelas que observarão maior crescimento na oferta com mais de 70% do total.

Apesar do novo stock estar abaixo dos valores registados em anos transactos, existe ainda um grande desfasamento entre oferta e procura. O ano de 2010 registou o maior peso de oferta nova a entrar no mercado, face ao stock existente (2,2%), tendo tido maior incidência na zona 5. O ano de 2011 ainda registará um aumento no stock de 1,4%, com maior incidência nas zonas 2 e 3.

Desde 2008, estas zonas acumulam uma absorção líquida positiva de pouco mais de 5,000 m2 e um diferencial entre procura e oferta superior a 35,000 m2 negativos. Por outro lado, em 2010 praticamente só se colocou área usada em detrimento de espaços novos, corroborado pelo crescente diferencial entre as rendas prime e médias (32,2% e 27,3% para as zonas 2 e 3, respectivamente).

Mantendo-se esta tendência, o desfasamento entre procura e oferta nestas zonas poderá agravar-se negativamente e os novos escritórios poderão ter de praticar rendas inferiores ao expectável, caso continue a prevalecer a opção por escritórios usados, de menor qualidade e com rendas mais baixas.

O comportamento do mercado será ditado, fundamentalmente, pelo nível de ocupação líquida, muito dependente do estado da economia. Mesmo que em 2011 a absorção de escritórios se mantenha aos níveis actuais, é importante que a absorção líquida suba. Para tal, será necessário que não hajam falências/fechos ou downsizing de empresas. No entanto, a actual conjuntura não parece ser favorável a este cenário.


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Notas

Definição de zonas LPI
Os consultores que constituem o Lisbon Prime Índex, acordaram numa única definição de zonas de serviços de Lisboa, conforme indicado:
Zona 1: Eixo da Av. da Liberdade à Praça do Saldanha
Zona 2: Eixo da Praça do Saldanha a Entrecampos e Amoreiras
Zona 3: Eixo da 2ª Circular ao Campo Grande, incluindo Praça de Espanha / José Malhoa
Zona 4: Eixo ribeirinho da Av. 24 de Julho / Restauradores / Almirante Reis
Zona 5: Recinto do Parque das Nações
Zona 6: Eixo da Auto-estrada A5 de Miraflores a Paço D'Arcos
Zona 7: Restantes zonas não especificadas anteriormente.

Sobre a B. Prime
A B. Prime é uma consultora imobiliária portuguesa com sede em Lisboa, presente no mercado desde 2009, que representa proprietários, utilizadores, promotores e investidores em todo o processo imobiliário. Entre os seus serviços contam-se a venda e arrendamento de imóveis, serviços empresariais prestados em representação de clientes e multinacionais do sector, consultoria de investimento imobiliário, serviços de avaliação, consultoria & Research e reabilitação de espaços.
A B. Prime é uma empresa com certificação RICS – Royal Institution of Chatered Surveyors.
Para mais informações dirija-se a www.bprime.pt.